sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

O ANIVERSARIANTE

Embora já defasado no tempo, pois estava viajando para um local onde só havia areia e mar (acreditem!), não tinha internet, hoje nesta véspera de final de ano gostaria de falar sobre o comercializado natal.
Em qualquer festa de aniversário que tenhamos participado, a figura principal sempre é quem comemora, naquele momento, mais um ano de vida. Eu disse sempre, mas na verdade, a expressão correta é, QUASE SEMPRE.
O suposto nascimento de Jesus em 25 de dezembro( eu disse suposto porque há controvérsias quanto a data) é uma comemoração, com raríssimas exceções, de um aniversário sem aniversariante. Quase nunca o convidamos para participar da sua celebração. Lembramos dos "comes e bebes", de todo tipo de desequilíbrio causado pelo abuso de bebidas alcoólicas, mas esquecemos completamente da causa principal.
Jesus não é figura lendária ou mito para livros de história, mas roteiro vivo para a nossa existência. Em apenas três anos de peregrinação por uma pequena região do planeta, não deixou nada escrito, não criou nenhuma religião, não ostentou nenhum título (meu reino não é deste mundo), não fundou escolas e nem ensinou nelas, não assinou contrato com nenhuma igreja, embora muitas queiram hoje em dia, apossar-se dele com exclusividade. Sua cátedra eram os lugares por onde passava, andando a pé ou montado num jumento, exalando palavras de sabedoria e humildade.
Utilizou-se das coisas simples como um grão de mostarda para falar de fé ( Matheus cap.17;v.14 a 19), referiu-se à semente que cai em diferentes lugares para entendermos a diversidade de sentimentos ( Matheus 13: v. 1 a 9), curava sem julgar a origem do mal; ouvia as mazelas do povo, esclarecendo e consolando. Nunca quis ser glorificado ou temido, ao contrário, queria ser amigo e irmão.
Flávio Josefo, historiador do povo hebreu, no século I , em sua obra ANTIGUIDADES JUDAICAS, assim falou sobre Jesus: "- Nesta época viveu Jesus, um homen excepcional, porque realizava coisas prodigiosas. Conquistou muitos adeptos entre os judeus e até entre os helenos. Quando por denúncia dos notáveis, Pilatos o condenou à cruz, os que lhe tinham dado afeição não deixaram de o amar, porque lhes apareceu ao terceiro dia, mais vivo do que nunca. Nos dias atuais ainda não acabou a linhagem dos que, por causa dele, se chamam cristãos".
O espiritismo não crê num cristo crucificado, exalando tristeza e dôr, mas sim num Cristo vivo, irradiando esperança  e fé. Na questão 625 de O LIVRO DOS ESPÍRITOS,  Kardec pergunta qual o tipo mais perfeito que Deus ofereceu ao homen, para lhe servir de guia e modêlo? A resposta dos espíritos superiores foi, JESUS.
Vivemos buscando fórmulas mágicas de felicidade, cultuando ídolos de barro, não percebendo que ELE é o caminho, a verdade e a vida.
Para muitos que se proclamam "progressistas", "socialistas" etc, ser religioso é ser apático, conformado. Essa gente ainda não percebeu que nos últimos dois mil anos, nada mais revolucionário e inovador, do que a proposta de Jesus de Nazaré. O próprio marxismo provou que por mais bem intencionada que seja uma ideologia, ela não sobrevive se não admitir DEUS COMO CAUSA PRIMÁRIA, porque o ser humano é essencialmente espiritual e tem ânsia, desejo de transcender à matéria.
Pena que somente descobrimos isso à custa de sangue e lágrimas, pois segundo Francisco Xavier, existem apenas duas fórmulas de evolução, ou seja, pelo amor ou pela dor; e quase sempre escolhemos a segunda opção.
Que possamos aproveitar esta data para meditar sobre tudo isso, convidando o mestre para participar conosco, do seu próprio aniversário.


Bom Natal e Feliz 2011 à todos.



Francisco Corrêa - vice presidente do Grupo Espírita ALAN KARDEC - Pelotas RS.

sábado, 4 de dezembro de 2010

SOBREVIVÊNCIA DO ESPÍRITO.

Anos atrás um fato chamou a atenção do Jornal Espírita de São Paulo, pois apresentou uma prova da sobrevivência do espírito, prova esta que poucos conseguirão  contestar, senão vejamos:
Na antiga União Soviética, um jovem de 19 anos, recém formado em medicina, começou a encontrar dificuldade para exercer sua profissão, devido à severa fiscalização imposta pelo governo, por causa disso, resolve mudar para Nova York. No dia em que deveria viajar para os Estados Unidos, sofreu um acidente automobilístico: enquanto esperava, na calçada, um táxi para conduzi-lo ao aeroporto, foi atingido por um carro desgovernado. E agiram conforme o recomendado para casos como esse, levando o corpo diretamente para o necrotério, onde deveria permanecer por três dias, prazo necessário para se fazer uma necropsia, segundo a legislação local, nos casos de morte súbita. No necrotério permaneceu congelado nesse período. Mesmo nessas condições percebeu que num certo momento estava em seu quarto, sentiu o cheiro de sua casa e até a suavidade do lençol de sua cama ele constatou. Viu a sua mulher deitada no sofá, chorando inconsolàvel  por não aceitar o fato de forma alguma. Não teve nenhuma noção do tempo que passou nesse estado. Só sentiu-se mal quando os médicos foram lavar seu corpo com água morna, afim de descongelá-lo, para então iniciar o trabalho de necropsia.
Foi nesse momento que sentiu uma força estranha puxando-o de volta ao corpo. Isso lhe causou um certo constrangimento, pois não tinha a mínima vontade de voltar para aquele corpo. Naquele estado, a única coisa que sentia era como se tivesse pulado numa piscina de água bem gelada.
No exato instante em que os médicos estavam prontos a abri-lo com o bisturi para iniciar o corte em seu peito ele abriu os olhos, fato que, como era de se esperar, causou enorme espanto aos médicos à sua volta. Imediatamente o examinaram e constatou-se que suas pupilas estavam normais. Levaram-no às pressas para o interior do hospital afim de que pudesse receber os cuidados necessários. Permaneceu em tratamento  por alguns meses até que finalmente se recuperou completamente.
Esse acontecimento  o fez ter certeza absoluta que a morte não existe, e isso foi fundamental para que mudasse integralmente sua maneira de viver. A primeira coisa que fez foi largar a medicina, dedicar-se à teologia. Tornou-se religioso dedicado e, inclusive, passou a pregar em sua igreja.
Este fato é um dos muitos casos recentemente pesquisados sobre experiências de pessoas que passaram por alguma situação em que tiveram paralisação completa dos órgãos vitais, foram, portanto, declarados clinicamente mortos pelos médicos.
Muitas não percebem absolutamente nada no perìodo em que se encontravam "desligadas", mas outras contaram o que aconteceu com elas naquele momento.
Supomos que os que passam por uma situação dessas ficam em coma, como então perceberam fatos acontecidos quando estavam completamente "apagados"? E, no caso que relatamos acima, do jovem congelado, será que os neurônios desse jovem não se congelaram também? Então, como ocorreu o funcionamento do cérebro? Será que um cérebro congelado é capas de funcionar?
Nós podemos dizer que, na verdade, tudo isso não passa de coisas percebidas pelo próprio espírito, que não necessita de órgãos materiais para a percepção dos fatos.  Um exemplo muito comum que podemos citar é o de pessoas que perderam um dos membros do corpo (braço ou perna), e continuaram a sentir dor neste membro "fantasma", se é que podemos assim dizer. A literatura espírita narra o caso de um vidente que era físicamente cego. Muitas das suas percepções foram confirmadas por outros videntes que enxergavam muito bem, pois não tinham nenhuma deficiência visual, atestando, dessa forma, a faculdade de vidência que possuía.
È óbvio que muitos "entendidos" e parapsicólogos de plantão, tipo padre Quevedo, afirmariam que tudo é produto do subconsciente ou do inconsciente. Todavia se dermos à esse inconsciente o nome de ESPÍRITO, tudo bem. Senão, queremos ver quem vai nos trazer uma PROVA CIENTÍFICA CONTRÁRIA ao que estamos afirmando. Quem se habilita a ser congelado por três dias para servir de cobaia para se fazer um teste?
É a pergunta que fazemos primeiro aos materialistas, para depois a dirigirmos a alguns parapsicólogos que vivem  se oferecendo para provar que o espírito não pode perceber e nem realizar mais nada, já que não possui corpo.
Embora o que agora vamos questionar não tenha nada a ver com o assunto proposto no título desse comentário, mas como se diz populamente, uma coisa leva à outra. Já que houve percepção durante o momento que a pessoa  estava na "geladeira" e, se disso, aceitarmos que o espírito sobreviva à morte do corpo, como queremos concluir, porque não poderia se comunicar telepáticamente com uma pessoa viva, uma vez que a linguagem dos espíritos é a do pensamento? Porque também não poderia exercer uma influência em outro corpo, para, por exemplo, trazer sua mensagem, tendo em vista que, quando vivo, era exatamente isso que fazia com seu próprio corpo?
São questões que levantamos, cujas respostas os espíritas já sabem,  e explicariam a possibilidade da comunicação entre os dois planos da vida.


PENSEM NISSO.



Francisco Corrêa. - vice presidente do G. E. Alan Kardec / Pelotas.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

CLONAGEM SOB A ÓTICA ESPÍRITA. ( parte final).

Concluindo o assunto sobre clonagem na ótica espírita, dizemos que o tema é instigante, já que desde alguns anos há preocupação pela sociedade, de onde isto pode nos levar. SERIA POSSÍVEL A FABRICAÇÃO DE SERES HUMANOS EM SÉRIE? Recorremos mais uma vez ao Dr. Sérgio Felipe de Oliveira onde textualmente ele diz: "o clone humano é uma utopia patética. A clonagem útil é feita pelo plano espiritual, dentro da lei natural. A ciência ortodoxa está centrada na Europa e ESTADOS UNIDOS e esses países não respeitam o embrião. Quando não se tem respeito, não se tem capacidade de percepção e a ciência precisa da percepção. Nos Estados Unidos, trinta por cento das gestações são abortadas. Isso gera um transtorno ambiental e um problema antropológico humano maior. Ao nosso ver, o problema está aí e não na discussão ética do clone humano.  A ciência não está tendo ética para lidar com os embriões, como pode discutir com equilíbrio, a clonagem de seres humanos? Na verdade, primeiro vem o respeito incondicional à vida.
Nós nos perguntamos, se trinta por cento das gestações americanas são abortadas, quanto tempo vai demorar para começar a aparecer problemas genéticos na população? Daqui a 30  ou 40 anos vão surgir doenças e problemas os mais variados, porque o que se está provocando é uma seleção artificial da espécie. Só compreenderemos a clonagem humana, quando a ciência estiver iluminada pelo conhecimento do espírito e trabalhar pelo engrandecimento espiritual da humanidade".
Depois desta bela dissertação feita pelo Dr. Sérgio, resta-nos apenas lembrar de Jesus, quando afirmava que o grande mal da humanidade era o egoísmo, o orgulho, a inveja etc. que ele chamava de "ervas daninhas". O homem ao longo dos séculos deturpou todos os dons de Deus. O poder, o dinheiro, o conhecimento, ao invés de serem usados para auxiliar, para libertar, sempre foram usados para escravizar, oprimir, explorar. Pergunto: PORQUE COM A CLONAGEM SERIA DIFERENTE? Quando esta tecnologia científica cair na mão de algum "cientista maluco", como muitos daqueles que trabalharam para Hitler, o que pode acontecer?
O mestre Kardec já dizia que o grande mal da humanidade é que evoluiu muito em conhecimento tecnológico, mas não evoluiu no mesmo nível em moralidade.
É para isto que que a Doutrina Espírita existe, e é por isso que procuramos divulgá-la.
Não estamos encarnados atualmente neste planeta, para "brincar de roda" em tôrno da fogueira das vaidades, pois já perdemos muito tempo. É preciso crescer espiritualmente, é hora de despertar as consciências adormecidas!!  MÃOS À OBRA!
Quem gosta de navegar pela internet, pode acessar www.fergs.com. br. e usufruir de forma interativa, de um banco de dados para pesquisas, sobre este e outros assuntos, obtendo documentos que abordam a história do espiritismo, biografias e diversos temas doutrinários, podendo inclusive participar de cursos.



Até a próxima.




Francisco Corrêa  vice presidente do G. E. Alan Kardec.

CLONAGEM SOB A ÓTICA ESPÍRITA. ( primeira parte).

Sempre que escolhemos um assunto para escrever aos leitores, assumimos o compromisso de sermos claros, objetivos e responsáveis pelos conceitos emitidos pois caso contrário, perderemos credibilidade. Apenas escrever com o intuito de passar uma imagem de pseudo-cultura, absolutamente não é a finalidade que temos em pauta.
Fazemos esta introdução, pedindo desculpas antecipadas, caso não sejamos entendidos, porque o tema escolhido é essencialmente técnico e além disso não somos cientistas, nem médico, físico ou químico, somos apenas um espírita que procura estudar e aproveitar o imenso manancial de conhecimentos que a doutrina coloca-nos à disposição.
A clonagem é um fato recente na ciência humana e justamente por isso ainda carece de literatura mais aprofundada a respeito, acontecendo o mesmo com relação à visão espírita do tema. Tempos atrás, lemos uma entrevista concedida pelo médico paulista, Dr. Sérgio Felipe de Oliveira, espírita e destacado membro da Associação Médico-Espírita do Brasil, e isto nos possibilitou ligeiro esclarecimento sobre a questão. Os iniciados no conhecimento espírita sabem que somos constituídos de corpo físico, espírito e um corpo semi-material, intermediário chamado perispírito, corpo energético ou modelo organizador  biológico. É através deste modelo que é planejada nossa futura reencarnação. Segundo o médico Sérgio Felipe, no depoimento acima mencionado, é o perispírito que age sobre o DNA, induzindo-o a se abrir ou a se fechar, conforme as ordens de comando vindas do espírito. O processo de proliferação celular dentro do útero vai causar um processo de materialização. Ainda conforme Dr. Sérgio, o útero materno é uma sala de materialização. É alí, naquela câmara escura que se dá a transformação de matéria "invisível" para a matéia tangível, biológica. O mesmo faz questão de alertar que a estrutura genética é um agente predisponente, mas não determinante, pois os fatores espirituais sempre comandam o processo.
Questionado se a clonagem empobrece a espécie, respondeu que sim, pois maior diversidade, maior proteção. Um agropecuarista que possuísse uma boiada de clones estaria correndo o risco de que um único vírus dizimasse todo rebanho. Mas a clonagem de animais vai auxiliar muito a saúde do homen, por exemplo, no campo dos hormônios e da fabricação de substâncias que não sejam rejeitadas pelo organismo. Com relação a clonagem de seres humanos, o médico diz que "o surgimento de tecnologia para clonar seres humanos deve surgir com a descoberta do mundo espiritual pela ciência terrestre. Não creio que se vai conseguir clonar um ser humano daqui a dez anos, vai demorar mais. Existem impedimentos físicos e legais que vão dar uma atravancada nos experimentos".
Para Deus não existe acaso e tudo segue um planejamento superior, sendo que essas experiências vão possilitar a prova de que a espiritualidade existe, ou seja, a clonagem será mais uma confirmação da Doutrina Espírita. Quando for possível clonar seres humanos constatar-se-á o nascimento de dois seres diferentes em termos de caráter, temperamento e gostos pessoais, embora com carga genética igual. Nesse momento as indagações vão exigir respostas convincentes. Os críticos, os materialistas, os teólogos, os ateus, irão se perguntar: O QUE ESTÁ POR TRÁS DESSAS DIFERENÇAS?

CONTINUA........



Francisco Corrêa - vice presidente do G. E. Alan Kardec.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

GENÉTICA E ESPIRITISMO

Recentemente folheando algumas revistas publicadas algum tempo atrás, deparei-me  com uma edição da revista ISTO É do ano de 1995. Chamou-me a atenção uma ótima reportagem tratando de assunto, já àquela época,  de suma importância para o futuro da humanidade.
Tratava-se de uma pesquisa científica iniciada em 1990 por algumas grandes potências mundiais em conjunto, com o objetivo de mapear os cerca de 100 mil genes do corpo humano, o que já tinha sido feito naquela ocasião com mais de três mil desses genes. Ainda segundo a Isto É, os genes são os depositários e os transmissores de todas as características gerais e individuais da espécie humana. São eles que determinam a formação de todo o corpo humano, desde a cor dos olhos até o fato do indivíduo ficar calvo aos quarenta anos, passando pela predisposição a uma série infindável de doenças, entre elas as quase seis mil genéticas conhecidas. Segundo a reportagem acima citada, em 2005 seria o ano programado para completar-se o mapeamento. A idéia do estudo era determinar antes mesmo do bebê nascer, que seus pais já soubessem que tipo de doenças ele estará sujeito a desenvolver em sua existência, até aquelas que irão se manifestar quando tiver 20, 40, 60 anos. Muitos leitores deverão estar se perguntado o que tem isso a ver com o espiritismo e a resposta é, TEM TUDO A VER.  Para os que estudam a Doutrina Espírita, isso nada mais é que a confirmação, pela ciência humana, do que já nos informaram os espíritos através das obras básicas da codificação e outras obras complementares, principalmente os livros de André Luiz, através da mediunidade de Chico Xavier.
Nós, espíritas, sabemos que a vida presente é programada antecipadamente no mundo espiritual, onde o espírito reencarnante, orientado pelas equipes de trabalho, os chamados fisiologistas do plano invisível, influem na organização do corpo físico, colocando por vezes organismos deficientes para resgate ou na intenção de inibir possíveis quedas em sua caminhada evolutiva.
Não é por acaso que dos cerca de 200 milhões de espermatozóides só um fecunda o óvulo, e, nem sempre, é o mais apto na ótica da ciência humana, pois comumente aquele portador de anomalias supera os milhões sadios, gerando um corpo físico deficiente, e isso meus amigos, não é por acaso.
O tema da genética é rico, pode, e deve, ser por nós espíritas estudado e analisado, o que não podemos é ficar à margem do progresso, repetindo os erros passados, escravizados aos dogmas da fé cega. Afinal o espiritismo apresenta em seus conceitos básicos, a evolução do espírito como principal objetivo. Também não podemos esquecer que a doutrina baseia-se no tripé ciência, filosofia e religião, e até hoje em nenhum desses itens, suas afirmações foram contestadas pela ciência dita oficial.
Convidamos os leitores interessados em enriquecer seus conhecimentos, principalmente àqueles que não admitem nada imposto, que não aceitam a fé cega, que combatem os "donos de religião", a estudarem as obras básicas e posteriormente, os dezesseis livros de Andre Luiz, e com certeza, concluirão que ciência e fé podem verdadeiramente caminhar juntas, pois uma completa a outra.


Pensem nisso.


Francisco Corrêa - vice presidente do G. E. Alan Kardec - Pelotas / RS

domingo, 21 de novembro de 2010

A MEDIUNIDADE ANTECIPA-SE À CIÊNCIA.

A expressão mediunidade significa a capacidade de ver, ouvir ou de alguma forma, perceber a presença do mundo espiritual à nossa volta. A doutrina espírita não tem a posse exclusiva desta lei natural, pois como já dissemos em outras oportunidades, a codificação espírita remonta à apenas cento e cinquenta anos e o intercâmbio entre o mundo físico e o espiritual existe desde a origem da vida humana na terra.
Estórias de fantasmas e casas mal-assombradas acalentaram gerações, causando medo e terror apenas porque desconheciam-se as causas, analisando-se somente os efeitos. Segundo Isaac Singer, prêmio nobel de literatura, o "sobrenatural" é o natural que ainda não foi compreendido e em razão disso, Alan Kardec afirmava que na medida em que a ciência evolui, o fantástico e o sobrenatural desaparecerão.
Segundo o livro "DEVASSANDO O INVISÍVEL" da  médiun  Ivone Amaral Pereira, no ano de 1915, em São João del Rey, Minas Gerais, comunicou-se o espírito Silvestre Lobato, para anunciar que em breve duas descobertas seriam apresentadas à humanidade; o rádio e a televisão, sendo que esta última possibilitaria, inclusive, a captação de imagens no mundo invisível. A primeira estação de rádio, em caráter experimental, somente iria ao ar um ano depois, em Nova York, enquanto a televisão surgiria muitos anos após.
Quanto a utilização da televisão para intercâmbio com o invisível, resta lembrar que o Dr. Hernani Guimarães Andrade vem destacando o avanço da transcomunicação instrumental (TCI), através da Folha Espírita de São Paulo, especialmente na europa, onde pesquisadores e cientistas já captaram imagens no vídeo de desencarnados. Ressaltamos que estes cientistas não são nada "místicos", como alguns afirmam pejorativamente, ao contrário, são pessoas absolutamente pragmáticas e a maioria delas nem conhece o espiritismo.
Outra prova de que a mediunidade quando canalizada para o bem caminha à frente das revelações científicas é o livro do espírito Emanuel, psicografado por Chico Xavier à mais de sessenta anos, mais precisamente em 1938 cujo título é " À CAMINHO DA LUZ - HISTÓRIA DA CIVILIZAÇÃO À LUZ DO ESPIRITISMO". Trata o referido livro dos espíritos do sistema Capela, que foram exilados em nosso planeta, localizando-se no vale do rio Nilo. Salienta o autor: "- Dentre os espíritos degredados na terra, os que constituíram a civilização egípcia foram os que mais se destacaram na prática do bem e no culto da verdade. Em razão dos seus elevados patrimônios morais, guardaram mais viva a lembrança da pátria distante". E conclui Emanuel: "- Foi por esse motivo que representando uma das mais belas e adiantadas civilizações de todos os tempos, as expressões do antigo Egito desapareceram para sempre no plano tangível do planeta. Depois de perpetuarem nas pirâmides os seus avançados conhecimentos, todos os espíritos daquela região africana regressaram à pátria sideral".
Embora a ciência, através de Champolion em 1821 tenha decifrado a escrita hieroglífica, ninguém até hoje explicou racionalmente a perfeição da construção das pirâmides.
A revista ISTO É, anos atrás noticiou que o escritor JOHN ANTHONY WEST E O GEÓLOGO ROBERT SCHOCH concluíram que " a esfinge teria sido construída entre 5.000 a 7.000 ac., POR UMA CIVILIZAÇÃO MUITO MAIS AVANÇADA E DESCONHECIDA, CUJOS RASTROS SE PERDERAM.
Será que a antiga civilização egípcia "evaporou-se" no tempo, ou a mediunidade mais uma vez antecipou-se à ciência oficial e materialista dando uma explicação lógica da razão do país dos faraós estar tão adiante de sua   época?
Existem muitos livros espíritas que falam sobre as inúmeras "MORADAS DA CASA DO PAI",  que afirmava JESUS. Alguém acha que DEUS criou bilhões de galáxias, via lácteas, sistemas solares e planetas apenas para "enfeitar" o céu? Ou como o espiritismo prega, nada é inútil na natureza e a transmigração de espíritos de um planeta para outro de acordo com o grau evolutivo é um fato?
Queremos instigar o leitor a pensar e buscar suas respostas.
Como dizia Jesus: " BUSCAI E ACHAREIS, BATEI E SE VOS ABRIRÁ".
Livros consultados: Devassando o invisível de Ivone Pereira.
Á CAMINHO DA LUZ de Chico Xavier.



Francisco Corrêa - vice presidente do G. E. Alan Kardec.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

DEUS CRIOU O MUNDO EM SEIS DIAS? VOCÊ ACREDITA?

Lendo o livro " A GÊNESE",  quinto livro da codificação kardequiana, entendemos perfeitamente que a criação do mundo em seis dias, como afirmava Moisés, não passava de uma alegoria. Essa crença foi bem partilhada por todos os povos civilizados até o momento em que a Geologia chegou, documentos na mão, demonstrando-lhe a impossibilidade.
Quando Moisés disse que a criação foi feita em seis dias, quis falar do dia de 24 horas, ou bem compreendeu essa palavra no sentido de período, duração? A primeira hipótese é a mais provável, principalmente porque é o sentido próprio da palavra hebraica IÔM, traduzida por dia; depois a especificação da tarde e da manhã, que limitam cada um dos seis dias, dá toda a idéia de se supor que ele quis falar de dias comuns. Não se pode conceber nenhuma dúvida à esse respeito, quando ele disse, no versículo 5:_"Ele deu a luz o nome de dia, e às trevas o nome de noite; e da tarde e da manhã, se fez o primeiro dia". Isto não pode evidentemente, se aplicar senão ao dia de 24 horas. O sentido é ainda mais preciso quando disse no versículo 17, falando da lua e das estrelas: -" Ele as colocou no firmamento do céu para brilharem sobre a terra; para presidir ao dia e à noite, e para separar a luz das trevas. E da tarde e da manhã se fez o quarto dia".
Aliás, tudo, na criação segundo a versão bíblica, era miraculoso, e desde que se entrou na via dos milagres, pode-se perfeitamente crer que a terra foi feita em seis vezes vinte e quatro horas, sobretudo se ignoram as primeiras leis naturais.
Mas como dissemos em outras oportunidades, a ciência evoluiu e transformou essa versão em "estória da carrochinha". Segundo a geologia moderna, os "seis dias" referidos por Moisés para a criação do mundo, na verdade significavam seis períodos geológicos que a terra passou até chegar ao estágio que possibilitou a vida como a conhecemos hoje.
Por absoluta falta de espaço, é-nos impossível explicar um a um estes períodos. Em razão disso vamos apenas nomeá-los individualmente; 1) PERÍODO ASTRONÔMICO. 2) PERÍODO PRIMÁRIO, 3) PERÍODO DE TRANSIÇÃO, 4) PERÍODO SECUNDÁRIO, 5) PERÍODO TERCIÁRIO, 6) PERÍODO QUATERNÁRIO OU PÓS-DILUVIANO. Quem quiser estudá-los acompanhando a evolução do planeta terra degrau a degrau, consulte o livro "A GÊNESE- OS MILAGRES E AS PREDIÇÕES SEGUNDO O ESPIRITISMO, no seu capítulo 12.
No capítulo acima mencionado, aprendemos que o homem como o conhecemos hoje, surgiu na terra  no último período geológico (quaternário), ou seja, quando então o ar mais depurado convinha a órgãos mais delicados, e os animais eram menos ferozes. Enfim, tudo estava preparado para o Sêr que com sua inteligência concorreria para o progresso geral.
Segundo a versão bíblica da gênese, o homem teria apenas seis mil anos como habitante deste planeta. E nós sabemos que, conforme cientistas,, pesquisadores e técnicos no assunto, algumas pirâmides do Egito apresentam idade acima de sete mil anos. Como então explicar esse desencontro cronológico? Com quem preferimos ficar? Com a opinião de homens ainda com entendimento primitivo, ou com especialistas que estudaram anos à fio?
Precisamos aprender que cultura e estudo não são pecado nem heresia, pois caso contrário, seremos cegos conduzindo cegos, como dizia Jesus. Sabemos que a Doutrina Espírita domina todas as áreas do conhecimento, e neste início de milênio em que a humanidade pouco a pouco percebe que o materialismo exagerado apenas tem acarretado dor e sofrimento, nada melhor que buscar saber qual é o verdadeiro sentido da vida.
Os espíritas não estão preocupados com proselitismo religioso, ou seja, com atrair adeptos para o espiritismo. Apenas queremos mostrar através da análise séria que Deus é muito maior do que pensam alguns "religiosos". Esses "representantes" de Deus aqui na terra O subestimam, dando-lhe às vezes a dimensão humana, chamando-O de "fiel". Deus não é fiel nem infiel, ele simplesmente é DEUS, A CAUSA PRIMÁRIA DE TODAS AS COISAS, INFINITAMENTE JUSTO E BOM!
Se muitos que se dizem religiosos não respeitam o próximo, que pelo menos respeitem à DEUS.

Até a próxima.


Francisco Corrêa. vice presidente do G. E. ALAN KARDEC/ Pelotas.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

DOENÇA. CAUSA OU EFEITO?

Os assuntos enfocados em nossos comentários  buscam sempre analisar fatos do dia a dia, ou questões transcedentais da vida,  dentro da ótica espírita. A razão disso é que entendemos ser a doutrina  dos espíritos a que mais aprofunda-se  na análise das causas dos problemas humanos, não ficando apenas na superficialidade dos seus efeitos.
Vamos abordar hoje a questão das doenças que assolam a humanidade e desafiam a medicina.
A literatura espírita, em vários livros tem afirmado que a ciência médica de uma forma geral é muito materialista, supervalorizando o corpo físico e negligenciando o lado espiritual da criatura humana. O homen deve ser visto de forma integral dentro do binômio espírito-matéria. Nesse sentido, passamos então a perceber que a doença física é EFEITO E NÃO CAUSA do desequilíbrio orgânico. A grande maioria das pessoas dirige-se à casa espírita em busca de cura,  ou de receber alguma graça sem o menor esforço. Raramente comparecem com o propósito sincero de renovar valores íntimos, ou de aprimorar conhecimentos; ao contrário, procuram sequiosos, realizar seus caprichos e desejos imaturos. A doutrina nos ensina que a saúde mental ou física do ser humano depende basicamente, do nível de vibrações emitidas pelo seu  pensamento. Portanto, à exceção daquelas doenças resultantes da Lei de Causa e Efeito, ou seja, càrmicas, que tem como causa desequilíbrios de vidas passadas, todas as outras poderiam ser evitadas.
O pensamento funciona dentro da lei de atração, isto é, "os iguais se atraem, os diferentes se repelem". Por isso, ao emitirmos pensamentos enfermiços de ódio, vaidade, orgulho, inveja, ciúme, estamos atraindo para nosso convívio espíritos desencarnados que vibram nesta mesma faixa mental. Passamos então a impregnar-nos de fluídos deletérios, doentios. Basta o sistema imunológico do nosso organismo dar uma brecha e a doença está instalada. Corremos então, de médico em médico, de consultório em consultório, e a cura tão esperada, não vêm. Porque será? A razão, segundo o espiritismo, é que estamos, como já falamos anteriormente, agindo apenas no efeito e não na causa profunda.
Jesus foi o maior de todos os terapeutas que passaram por este planeta. Efetuou curas das mais variadas doenças, mas sempre dizia no final " Meu irmão, estás curado, segue teu caminho, mas não voltes a pecar", ou seja,  não voltes a incidir nos erros passados, pois nesse caso, a doença retornará. O mestre sempre foi "médico das almas", curou muitos enfermos, porém tinha a intenção de não apenas curar corpos, mas acima de tudo, queria que os doentes dessem manutenção à cura recebida, transformando atitudes e ampliando a própria luz.
Sabemos que muitas pessoas não gostam de ouvir isso, pois  são adeptas da filosofia do menor esforço, MAS NÃO EXISTE CURA REAL, SEM RENOVAÇÃO MORAL.
Vamos transcrever um trecho do livro "CONVIVER E MELHORAR",  do espírito Batuíra, através da mediunidade de Francisco do Espírito Santo Neto, que resume bem isto que estamos afirmando: " Criaturas buscam com frequencia  médiuns e conselheiros para se esquivar da responsabilidade de agir por sí mesmas, quando deviam trabalhar no sentido de suprimir os padrões negativos que cultivam na intimidade durante anos a fio. Muitos enfermos choram aflitos, percorrendo inúmeros grupos de oração, em busca de uma solução milagrosa, mas não cogitam em momento algum, de qualquer modificação em suas concepções acêrca dos fundamentais valores da vida. Solicitam reequilíbrio das energias vitais, entretanto, se mantém à disposição das próprias insanias".
Para resumir tudo isso, vamos dizer que se realmente desejamos uma vida mais saudável e equilibrada, devemos antes de mais nada higienizar a nossa mente, buscando atingir os níveis mais altos do espírito. Esta é a maior contribuição que o conhecimento espírita pode dar à medicina. O profissional da área da saúde que acreditar nisso, com certeza, estará sempre um passo à frente dos demais. A prova disso é o aumento considerável, no Brasil, das associações médico-espíritas.
Sabemos que não  existem milagres e Deus não privilegia a preguiça nem a negligência. Cada um recebe na medida do seu merecimento , portanto mãos à obra.
Somos os artífices de nossa própria desgraça ou doença, felicidade ou saúde.


Pensem nisso.




Francisco Corrêa - vice presidente do G. E. Alan Kardec.

sábado, 6 de novembro de 2010

ABORTO E SUICÍDIO. REBELDIA OU IGNORÂNCIA?

O aborto e o suicídio são duas chagas morais que flagelam a sociedade atual, e consequência natural da ignorância e do materialismo que invadiram nossos lares.
Como o homen de uma forma geral, desconhece a vida  espiritual, leva em conta apenas o corpo físico. Pela ótica materialista, se hoje eu sofro e não vejo fim para as minhas dôres, nada mais lógico que pensar em suicídio. Sobre isso, a escritora espírita Ivone do Amaral Pereira tem uma frase antológica: "PRATICAR O SUICÍDIO É TENTAR FUGIR DO SOFRIMENTO PARA ENCONTRAR A TORTURA"! Os espíritas sabem que ela tem razão, pois pobre daquele que cometer ato tão infeliz! Recomendamos o livro "Memórias de um suicida" da mesma autora, para esclarecimento dos leitores.
Hoje queremos também nos aprofundar na questão do aborto, um dos crimes mais hediondos cometidos pela raça humana em todos os tempos. Trata-se de um homicídio em que a vítima não tem a mínina chance de defesa,e  em razão disso, a própria lei humana deveria ser  mais rigorosa. E seria, se não ignorasse tanto o lado espiritual. Anos atrás o jornal Folha de São Paulo publicou várias opiniões de personalidades sobre o projeto de liberalização do aborto, que naquela oportunidade, se encontrava em estudos no Congresso Nacional. Muitos, à época, infelizmente foram a favor da legalização. Quanta falta faz o conhecimento das verdades reveladas pelo espiritismo, não só àqueles que dizem ser a mulher "dona do seu corpo", como a esses profissionais materialistas da medicina que renegam o compromisso de suas formaturas, onde juraram defender o sagrado direito à vida!  Ignoram que aquele ser humano em formação, que chamam de feto, é um espírito dotado de uma alma centenária, com personalidade própria e todos os atributos de um ser consciente desde a fecundação; que, a maior parte das vezes, aguardou anos seguidos por uma nova oportunidade de reencarnar, a fim de cumprir mais uma etapa no longo caminho da sua evolução espiritual.
Se o ente abortado é um espírito que já possui  luz, tolerância, compreensão, lamentará a oportunidade perdida, porém perdoará o crime, relevando seus algozes. Mas, se ignorante das leis divinas, cuja reencarnação, através do carinho e dedicação de uma mãe terrena, lhe traria a chance de sanar débitos anteriores e reconciliar-se  com antigos desafetos, poderá revoltar-se, tornando-se um perseguidor dos seus assassinos e, com o intuito de vingança, transformar-se num obsessor, perseguindo-os por anos seguidos. A literatura espírita está repleta de casos assim.
Para dimensionar a importancia de defender a vida sempre e condenar atitudes mesquinhas e egoístas, tais como, suicídio, abôrto e eutanásia vamos narrar uma história real muito conhecida no meio espírita: "Uma senhora de idade considerada quase impossível pela medicina, conseguiu pela primeira vez engravidar. Ao consultar-se com o médico tradicional e amigo da família, foi insistentemente aconselhada a abortar, por sua gravidez ser considerada de risco, em virtude da sua idade. Não se conformando com o conselho, pois desde o seu casamento, o maior desejo sempre foi ser mãe, resolveu juntamente com o marido, assumir o risco de receber a criança que a bondade divina lhe enviara. Em razão de ter mudado de cidade, passaram-se vinte anos sem que  médico e paciente se reencontrassem. Um dia por ocasião de férias, o médico em questão estando sentado num banco de praça, teve oportunidade de observar uma senhora de idade, em uma cadeira de rodas, sendo atendida por uma jovem que a acompanhava. O que chamou a atenção do mesmo foi o carinho, a dedicação, a solicitude e o amor que a jovem dispensava à senhora, cuja fisionomia não lhe era estranha. Aproximou-se e, ao iniciar a conversa, foi reconhecido pela sua ex-cliente que contou ser viúva,  e há vários anos entravada naquela cadeira de rodas. O médico então comentou que ela tivera  sorte em encontrar uma enfermeira tão solícita e meiga, pois vira a dedicação e o carinho como a tratava. A senhora então, lhe disse: " Doutor, esta moça não é minha enfermeira; este anjo de bondade que Deus me mandou é minha filha; é aquela criança que o senhor queria abortar".
Reflitamos, caros leitores, que o único aborto legal é o terapeutico, ou seja, quando a mãe corre risco real de vida. Fora disso, é homicídio duplamente qualificado! Para quem o pratica, para quem o aconselha, e para quem de alguma forma contribui para que seja cometido.
Jesus, na sua infinita sabedoria nos ensinava: "Conhecereis a verdade, e ela vos libertará". Deduzimos destas palavras que a pior desgraça que pode abater-se sobre o ser humano é a ignorância. Principalmente a ignorância das LEIS DIVINAS.
Esta é a causa de todos os males que nos afligem.



Pensem nisso.



Francisco Corrêa. vice presidente do G.  E. Alan Kardec. Pelotas.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

ALCOOLISMO: VÍCIO OU DOENÇA?

Dificilmente se encontra uma família que não enfrenta o problema do alcoolismo. Esposas, maridos, filhos e irmãos, todos se vêem às voltas de múltiplos e variados problemas criados pela dependência do álcool, o qual acaba levando até a efeitos criminais.
Na minha atividade profissional como policial, passo a constatar que noventa por cento das ocorrências registradas nas delegacias nos finais de semana, tem como mola propulsora o abuso de bebidas alcoólicas, sobretudo no seio familiar.
O espiritismo pode fazer alguma coisa para ajudar a resolver esta situação? Pode oferecer algum tipo de terapia ao doente? O médiun  Divaldo Franco esclareceu sobre o assunto:
1) O QUE PODE FAZER O CENTRO ESPÍRITA? Demonstrar que, por detrás de todas as doenças, estão indivíduos doentes; aplicar os recursos da psicoterapia libertadora do espiritismo; explicar a realidade da vida: o homen não é o corpo que se utiliza; o sêr é preexistente ao berço e sobrevivente ao túmulo. Aplicar-lhe as nossas terapias, tais como a bioernergia, a fluidoterapia, ou como queiram, o passe, a solidariedade fraternal e, quando conhecedores da doutrina, a participação nas reuniões de desobsessão. Já existem organizações especializadas em outros núcleos como os alcoólicos anônimos, os toxicômanos e entidades de apoio às famílias de toxicômanos.
Importante esclarecer que a casa espírita por si só não cura ninguém, ou seja, faz-se necessário a colaboração do doente. Os vícios são na verdade, doenças e como tal devem ser tratadas.
2) COMO PROCEDER DIANTE DE UM DEPENDENTE DE ÁLCOOL? Ajude. Deus deu-lhe a oportunidade de socorrer essa alma doente, então persista. A medida que tenha saúde e energia, vá contribuindo para a recuperação dele. Não importa se não registre melhora, dê a sua parte. Nunca se sabe quando o assistido vai mudar. Muitas vezes deixamos de ajudar, justo na hora em que a pessoa iria transformar-se, e ficamos angustiados por não termos dado o último apoio. Continue ao lado dele(a). Falamos muito de drogas, mas a bebida alcoólica é um dos grandes adversários da criatura humana. Os espíritos recomendam tratamento com a medicina, especialmente a homeopatia. Se o doente colaborar, recupera-se.
3) O ÁLCOOL PODE CAUSAR PREJUÍZOS AO ESPÍRITO? Genericamente, o álcool, o fumo, os alucinógenos, os anticonceptivos, os barbitúricos, tem atuação danosa nas engrenagens sutis da alma, portanto, no perispírito, criando dependências e perturbações, lesões que, às vezes, se vão exteriorizar em reencarnações posteriores de muita dor. Quem estiver interessado em saber mais sobre o tema, procure uma casa espírita, aconselhando-se a respeito, pois a literatura sobre o assunto é muito vasta.
O espiritismo tem muito a esclarecer sobre o drama do alcoolismo, que tantos lares já tem desfeito, em razão dos transtornos que cria. Informando-se sobre o problema, a pessoa tem melhores condições de enfrentá-lo.


Até a próxima oportunidade.



Francisco Corrêa - vice presidente do G. E. Alan Kardec / Pelotas.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

CONVERSANDO SOBRE A MORTE COM OS FILHOS.

Nesta data que  costumamos reverenciar os nossos "mortos", é oportuno falarmos sobre o assunto, que verdadeiramente ainda é um tabú, principalmente quando se trata de crianças.  A doutrina espírita trouxe luz à todas áreas do conhecimento humano,  a despeito do que dizem seus inimigos e contraditores. O ensino dos espíritos a cada dia é mais divulgado e aceito na mídia e pela sociedade de uma forma geral. Costumamos dizer que o espiritismo "MATOU A MORTE" e justamente esse é o tema do nosso comentário. Iniciamos com as seguintes perguntas: DEVEMOS OU NÃO CONVERSAR SOBRE A MORTE COM NOSSOS FILHOS? A PARTIR DE QUE IDADE?  COMO CONTAR QUE ALGUÉM MORREU? SERÁ QUE A CRIANÇA IRÁ ENTENDER?
Se pararmos para pensar, veremos que nós, adultos, temos muitas dificuldades em abordar o assunto. Muitos recusam-se, inclusive, a pensar na possibilidade de que algum dia irão morrer ou que algum dos seus afetos possam desencarnar. A morte sempre foi envolvida em mistérios, tabús, sendo vista como algo terrível, fúnebre, que não deve ser comentado. As religiões que deveriam esclarecer seus fiéis sobre o assunto, preparando-os para este momento, pouco falam a respeito. O espiritismo esclarece que a morte é a continuação da vida, que ao morrermos deixamos apenas o corpo físico, que irá se decompor (por isso o termo desencarne), mas não perdemos nossa individualidade, nossos gostos, a capacidade de sentir e pensar. E que temos tantas reencarnações quantas forem necessárias para nosso aprendizado, reparação de faltas e aquisições de virtudes e valores morais.
As afeições que temos, os laços de amor, amizade e estima não se acabam com a morte; sabemos que iremos nos reencontrar no plano espiritual, como em outras reencarnações, com os nossos entes queridos. E isto não é profundamente consolador? Sabendo de tudo isso, porque não passarmos essas informações para nossos filhos?
A criança é muito curiosa, está descobrindo o mundo, e assim como faz perguntas sobre outros temas, também  fará sobre a morte. Com palavras simples, adequadas ao seu nível de compreensão, devemos explicar que ao morrermos deixamos o corpo e vamos para a dimensão espiritual.
Da mesma forma que no passado o sexo era tabú  na relação entre pais e filhos, e veio a criar gerações e gerações de homens e mulheres frustrados e desinformados sobre o tema, a morte ainda é envolvida nesse denso véu.
Podemos aproveitar a morte de um avô de um coleguinha, ou do animal de estimação para comentarmos a respeito do assunto, dando a visão consoladora da doutrina espírita. Assim, estaremos preparando a criança para o desencarne de alguém mais próximo, esclarecendo como algo que faz parte da vida e que é inevitável, acontencerá com todos nós.
Não devemos esconder o desencarne (morte) de alguém próximo da criança, muito menos dizer que a pessoa viajou ( a criança poderá sentir-se abandonada), ou que dormiu (poderá vir a ter medo de dormir).
Uma dúvida de muitos é se a criança deve ou não ir ao velório. Não há porque não levá-la. Devemos escolher o momento mais tranquilo, quando haja menos pessoas, não sendo necessário ficar muito tempo; explicar que o corpo está alí, mas que o espírito continua vivo, na dimensão espiritual e que receberá com alegria as preces e os bons pensamentos de todos. Se a criança recusar-se a ir, não devemos forçá-la, mas explicar, com amor, o que aconteceu.
Procurando vencer os tabús e incertezas a respeito do desencarne, poderemos esclarecer melhor nossas crianças, cumprindo, assim, a nossa tarefa de educarmos com responsabilidade, sem subestimar a capacidade de entendimento da criança, que é um ser que retorna  à vida corporal, mas que tem toda uma bagagem de consciência e entendimento corporal. Agindo dessa forma, certamente estaremos exercendo o papel de pais na construção da educação e esclarecimento de nossos filhos, e não delegando este papel à escola, como geralmente fazemos.
Costumamos ouvir diversas vezes a expressão "filhos-problemas", mas o que acontece geralmente é que "pais-problemas" passam uma série de tabús e preconceitos para seus filhos, exatamente por não saberem lidar com determinado assunto.
Como dizia um comercial de tevê de antigamente, "não basta ser pai, tem que participar".


Pensem nisso e até a próxima.



Francisco Corrêa - vice presidente do G. E. Alan Kardec.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

QUERES A PAZ? CONQUISTÁ-A!

O tema escolhido para este artigo é a tão sonhada e almejada paz. Mas antes de mais nada devemos meditar, refletir, sobre que tipo de paz sonhamos e o que estamos fazendo efetivamente para conquistá-la. Nos programas de televisão, na mídia em geral somente "dá ibope" a violência, as drogas, o sexo etc... Será que com isso estamos colaborando para a paz? E o egoísmo devorador da sociedade atual, buscando a cada dia futilidades para ostentar, enquanto outros seres humanos não tem sequer o necessário para o dia a dia. Será que uma sociedade desigual no acesso às oportunidades, usando de "dois pesos e duas medidas", pode viver em paz? Quem teve acesso à informação, estudo, conhecimento, o que está fazendo em favor de seu próximo? Como é difícil responder à essas questões, não é verdade?
Jesus dizia que "os sãos não precisam de médicos, mas sim os doentes". Nesse sentido temos inumeráveis exemplos de homens abnegados que muito fizeram pela paz, e nem por isso são notícia na mídia, que somente divulga desgraças. O livro "PLANTANDO A SEMENTE" conta a história do gurú indiano SRILA PRABHUPADA e sua chegada aos Estados Unidos em meados da década de 60, mais precisamente na conturbada NOVA YORK, no meio de hippies intoxicados por desregramentos sexuais, maconha e  LSD, típica contra-cultura americana, com o intuito de disseminar o movimento HARE-KRISHNA na América. Como afirma um seguidor, na página 200, PRABHUPADA era o único que ousava falar abertamente contra o LSD, dizendo que era um disparate. A droga LSD era considerada o alucinógeno espiritual da época (quem for da minha faixa etária, ou pertenceu a geração paz e amor, sabe do que estou falando). O gurú indiano afirmava que os ensinos do BHAGAVAD-GITA, livro base da sua crença, proporcionava a "MAIOR VIAGEM ESPIRITUAL DE TODAS". Com esse exemplo, é o caso de perguntarmos o que as religiões ditas "tradicionais" estão fazendo para divulgar a paz? O compromisso de quem se diz religioso é mostrar à sociedade atual, empanturrada de tecnologia, mas miserável em conquistas morais, qual a paz verdadeira que deve buscar. Mas ao invés disso, vemos dia a dia surgirem mais igrejas de "jesus com conta bancária".
Devemos almejar mais do que o acanhado conceito de paz sonhado pela maioria, que significa simplesmente barriga cheia, não ser vítima da violência, ter "liberdade" para continuar chafurdando nos vícios e em todas as imperfeições morais. A PAZ pregada por KRISHNA, JESUS, e outros luminares pressupõe um nível de consciência mais elevado. É a paz real, verdadeira, da consciência livre do remorso e da culpa, resultado da sintonia com os planos mais altos da vida espiritual. Paz esta, somente alcançada com reforma íntima e renúncia aos prazeres materiais mais grosseiros. Infelizmente muito poucos estão dispostos a pagar esse preço. O cristo que o diga, na sua passagem aqui pela terra.
Jesus não é figura lendária para livros de história, mas roteiro vivo para a nossa existência. Em apenas três anos  de peregrinação, por uma pequena região do planeta, não deixou nada escrito, não criou religião, não ostentou nenhum título (meu reino não é deste mundo), não fundou escolas. Sua cátedra era os lugares por onde passava, andando a pé ou montado num jumento, exalando palavras de sabedoria e humildade, dividindo com isso o tempo em antes e depois dele.
Vivemos buscando fórmulas mágicas de felicidade, cultuando ídolos de barro, sofrendo de auto-piedade, escravos da opinião pública sobre nós mesmos, sonhando com a paz, sem saber onde e como procurá-la. Por esta razão, muitas vezes somos vítimas das "utopias" que aparecem como salvação. O próprio marxismo provou que por mais bem intencionada seja uma doutrina ou ideologia, ela não sobrevive se não admitir Deus como causa primária, porque o ser humano, queiramos ou não, é espírito antes de ser matéria.
Encerrando estas reflexões, diria que devemos procurar a paz, onde realmente ela pode ser encontrada, isto é, DENTRO DE NÓS MESMOS!


Pensem nisso e até a próxima.



Francisco Corrêa - vice presidente do G. E. ALAN KARDEC.

sábado, 30 de outubro de 2010

A CONFIANÇA ( Em Deus e em nós mesmos).

Sempre que acontece algo negativo no oriente médio, eterno barril de pólvora, ouvimos alguns comentários oportunistas de pessoas afirmando que a religião, de uma forma geral, é a culpada pelo desencadeamento da violência. ERA SÓ O QUE FALTAVA! Responsabilizar quem defende a paz, a harmonia e o amor ao próximo, por incentivar o fanatismo.
Atitudes radicais acontecem não somente na religião, mas em qualquer área do conhecimento humano. Ao longo da história da civilização o homen tem desvirtuado todos os dons de DEUS, por causa da sua ganância, do seu egoísmo e do materialismo exacerbado. A religião, qualquer que seja ela, tratada de forma séria, ética, racional, serve de antí-doto para evitar atitudes extremistas. A fé em Deus, é o combustível que move o homen para frente, dando-lhe uma razão para viver, e mostrando que o mundo não está perdido como pensam muitos apologistas da catástrofe e da desgraça.
Uma condição importante para vivermos bem é a confiança em nós mesmos e no criador da vida. Não há dúvidas de que o planeta terra ainda é um mundo de provas e expiações, e portanto local de dificuldades e obstáculos constantes. Muitas vezes vacilamos na crença nos valôres morais superiores quando observamos que a maldade, aparentemente, obtém  vitórias sobre o bem. Em razão disso, enfraquecemos nossa fé, concluindo que não vale a pena sermos honestos. Isto acontece porque nos deixamos dominar pelas aparências da vida material, e por acanhadas conclusões tiradas da vida que se limita do berço ao túmulo.
A visão correta, segundo a Doutrina Espírita, é que o planeta em que vivemos é um grande educandário, e que estamos estagiando nele por algum tempo. Estamos em permanente transformação, já dizia Lavoisier, o mundo e a humanidade modificam-se constantemente. Não somente os fundamentalistas islâmicos que anos atrás destruíram as tôrres gêmeas, nos EUA,  e mataram milhares de pessoas, passam, como também os tiranos que impingiram dôr e sofrimento às coletividades humanas, passaram um dia.  A voragem do tempo é inflexível, e com certeza, todos eles prestarão contas aos duros processos de reajustamento perante a LEI DIVINA.
Quem permanece no poder à custa de sangue e lágrimas, quem usa a política no interesse pessoal em detrimento do interesse coletivo, agravando a fome e a miséria de pacíficas populações, ficará impune? Doce ingenuidade se pensarmos que sim. Confundimos a precariedade da lei humana, com a perfeição da LEI DIVINA. A chamada LEI DE CAUSA E EFEITO, que as religiões orientais chamam de lei do carma, é absolutamente infalível, como prova o conhecimento espírita, ao trazer notícias daqueles que acreditávamos "mortos". Estes, comunicam-se conosco, os chamados "vivos", e contam-nos que são mais ou menos felizes conforme a vida que levaram na terra.
Ampliando a visão no horizonte, nossos olhos iluminar-se-ão com as luzes da compreensão, do otimismo e da esperança. A vida física é apenas um ano letivo na extraordinária escola da vida eterna. Por isso, a confiança deve ser a bússola a indicar o caminho certo.
Em todas as situações, devemos lembrar que somos espíritos eternos no processo de evolução, à caminho da  plena felicidade, que só é possível com a consciência livre do remorso e da culpa.
Ser religioso, perante a Doutrina Espírita,  não é matar em nome de DEUS, mas sim vencer à nós mesmos, colocando em prática àquilo que Paulo de Tarso chamou de bom combate, ou seja, a luta interna que devemos travar contra nossas imperfeições morais.
Sermos, portanto, nosso próprio juiz, e não o juiz do próximo, como seguidamente fazemos.


Pensem nisso e até a próxima.





Francisco Corrêa -  vice presidente do G. E. Alan Kardec/ Pelotas.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

A origem do planeta.

O mestre Jesus de Nazaré, disse quando esteve entre nós que " Há muitas moradas na casa de meu Pai". Parece que nem os cientistas acreditaram nele, ou não o compreenderam. Se olharmos numa noite sem nuvens, para o céu, ficaremos extasiados com as míriades de estrelas, gáláxias, sistemas solares e planetas expostos à nossa contemplação. A ciência materialista ainda questiona se existe vida em outros planetas porque parte da premissa errada, imaginando a vida "lá fora" com a densidade da matéria igual á existente na terra. O espaço está ''ENTUPIDO" de geringonças, sondas, satélites buscando encontrar algo e nada vê. A doutrina espírita mais uma vez está à frente, explicando que existem incomensuráveis estados da matéria, mais ou menos densa, conforme o estado moral do mundo à que pertença. O espírito HUMBERTO DE CAMPOS, através da mediunidade de CHICO XAVIER, nos dá notícias de grandes metrópoles, no planeta MARTE, que segundo ele é uma sociedade mais evoluida que a da terra. Como os nossos olhos materiais apenas conseguem ver a matéria densa, semelhante aos nossos corpos, olha para o Universo e nada consegue captar, mas não ver não significa que não exista, não é mesmo?  Alguem já viu o vento? Não, mas sabemos que  existe pelo seu efeito. ACHAM QUE DEUS CRIARIA ALGO INÚTIL? REPITO, O FATO DE NOSSOS OLHOS MATERIAIS NÃO PERCEBEREM NÃO SIGNIFICA QUE NÃO EXISTA!
A pequenez humana não percebe, mas existe um ordenamento superior no Universo, NÃO HÁ O CAOS, como alguns tentam convencer. Podemos claramente perceber isso, contando a história do nosso planeta.
A terra originou-se da poeira solar, há mais ou menos 4,5 bilhões de anos. No início era uma combinação de gases impossíveis para a vida como a conhecemos hoje, pois não havia oxigênio. Constantes explosões vulcânicas expeliam das entranhas do planeta incandescente enxôfre, gás carbônico, ácido sulfúrico etc...não havia água. O planeta era constantemente bombardeado com meteoritos. Foram estes meteoritos que trouxeram água em seu interior, juntamente com uma substancia fundamental para qualquer tipo de vida orgânica, OS AMINOÁCIDOS. Uma das primeiras formas de vida existentes há cerca de 3,5 bilhões de anos, que transformou a vida na terra, é uma rocha( ESTROMATÓLITOS), formada por um tapete calcáreo produzido por  micróbios chamados CIANO-BACTÉRIAS. Estas ciano-bactérias, foram os primeiros seres a executar o processo chamado FOTOSSÍNTESE,  absorvendo gás carbônico e produzindo oxigênio. Os estromatólitos formam recífes no fundo dos mares rasos. São encontrados até hoje no lago THETIS na Austrália. A palavra originada do grego STRÔMA= CAMADA E LITHOS,  que significa rocha.
Somada à fotossíntese ao surgimento do aminoácido vindo do interior dos meteoritos, depositado nas profundezas dos mares, surgiu a vida orgânica, como a conhecemos hoje, seguindo a evolução natural das espécies, descoberta por CHARLES DARWIN.
Analisando tudo isso, meus amigos, eu pergunto, ONDE O ACASO? ONDE O CAOS?
Voltando ao mestre Jesus, mencionado no inicio do nosso comentário, recordemos que ele dizia que não existe nada que não deva ser revelado. Apenas o conhecimento é dado de acôrdo com a capacidade do ser humano assimilar, esse conhecimento.
Não devemos portanto subestimar a CAUSA PRIMÁRIA DE TODAS AS COISAS, QUE É DEUS.
Um dia a ciência oficial vai fazer esta grande descoberta.



Até a próxima.



Francisco Corrêa  vice-presidente do G. E. Alan Kardec/ Pelotas.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

PORQUE NEGAMOS DEUS?

Aparentemente parece-nos difícil responder a tal questionamento. Mas ao analisarmos a sociedade atual, seus valôres, sua noção de família; se considerarmos o que seja "vencer na vida" na ótica de hoje, veremos que a resposta a esta questão existencial passa a tornar-se menos densa.
Muitos filósofos e religiosos se preocuparam em pensar a existência de Deus. Através de criteriosa análise da vida, de seus efeitos puderam afirmar que tudo isso somente poderia  existir porque um Ser Superior criou. Foi então estabelecida quatro provas da existência de DEUS, a saber:
1) COSMOLÓGICA: (Estudo das leis que regem o Universo). PAUL DAVIES, físico americano no livro "DEUS E NOVA FÍSICA". Segundo ele, o universo tem consciência própria e foi desenhado para nós desenvolvermos a nossa consciência.
2)ONTOLÓGICA: (Estudo dos sêres em geral e suas propriedades transcendentes). O livro dos espíritos de Alan Kardec e a obra de Willian Hamilton, o maior biólogo evolucionista vivo, da Universidade de OXFORD, EUA. Hamilton afirma que as moléculas, células e os seres vivos complexos se juntaram graças ao desejo inato de cooperação e desejo de união.
3)TELEOLÓGICA:( Que trata das causas finais). Sem considerar Deus, o pensamento humano não chega a causa de tudo o que existe.
4)MORAIS:( Livro dos Espíritos- Da parte moral pag. 305 à 423). Somos espíritos eternos, criados simples e ignorantes, cujo objetivo final é a perfeição moral, cujo modêlo e guia é JESUS.  Perfeição relativa é claro, pois absoluto sómente o próprio DEUS.
Ao longo da história vários filósofos materialistas negaram Deus. NIETZCHE em 1882 proclamava a morte de Deus. JEAN PAUL SARTRE, afirmava que "nada mais há no céu, nem de bem nem de mal, nem ninguém para me ditar ordens, e cada homen deve escolher seu caminho". Fica então a seguinte questão no ar: Porque homens tão cultos e inteligentes demonstravam tamanha soberba com relação à Deus? A resposta é simples: O "deus"(assim mesmo, minúsculo) que eles conheciam era um "deus"dogmático, um "deus" vingativo, um "deus" parcial, um "deus" que fazia a apologia da fé céga. Então estes homens que estavam acima da média da humanidade rebelaram-se contra a fé céga, contra as "guerras santas". Decretaram então que para seguirem um"deus" assim, preferiam ser ateus. Não eram ateus por ideologia, o eram porque não tinham nada melhor a seguir. Se dermos a qualquer um que se diga ateu a imagem de um Deus justo, infinitamente bom; se derrubarmos a fé céga, agarrar-se-ão a esse Deus como à uma tábua de salvação. Porque  o homen moderno, queiramos ou não, é um ser essencialmente espiritual e neste novo milênio vive uma profunda angústia existencial. Está empanturrado de tecnologia, de bens materiais mas não tem amor, é egoista e não encontra sentido para a vida.
Simone de beavoir no livro "Quand prime Le Spirituel" Paris 1979, páginas 225 e 228 diz: " Como querer que vivemos quando descobrimos que nenhum objetivo na terra merece o menor esforço? Esse o sentido que a minha vida havia perdido no dia em que havia perdido Deus". Em compensação Dostoievski diz: " o gosto da existência se perde quando seu sentido de desvanece.É que...o segredo da existência humana consiste não apenas em viver, mas também em encontrar um motivo para viver. Que será do homen sem Deus e sem a imortalidade? Tudo é permitido, consequentemente tudo é lícito". (Les freres Karamazov- pág. 231)
Completamos nós, então, que quando vivemos numa civilização sem Deus, não há barreiras morais passando a vigorar a chamada "Lei de Gérson". A lei onde ser "esperto" é qualidade e ser honesto é ser otário. Não preciso nem dizer de que mundo falo, pois já estamos cansados de ver este filme.
Para encerrar, meus amigos e amigas, digo apenas que todos temos nosso lívre arbítrio e, portanto, temos a chance de escolher nosso caminho. Mas como dizia Jesus, o grande mestre da humanidade, "a semeadura é livre e a colheita, obrigatória". Ou acreditamos que tudo obedece a uma LEI SUPERIOR, a uma harmonia cósmica, ou então, como dizia EINSTEIN,  acreditamos num "velhinho" que joga dados com o UNIVERSO.
A reflexão é nossa, mas a escolha do caminho é pessoal e intransferível. Como a Doutrina Espírita nos ensina, estamos condenados a viver eternamente conosco mesmo, pois a morte como a entendemos não existe. Além disso, ninguém engana a própria consciência.


Pensen nisso e até a próxima.


Francisco Corrêa - vice presidente do G. E. Alan Kardec.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

ESPIRITISMO: VOCE SABE O QUE É?

Uma das finalidades deste blog, além da divulgação da Doutrina Espírita, é o esclarecimento sobre o que é verdadeiro e o que é falso sobre espiritismo.
Muitas coisas têm sido ditas de forma distorcida ao longo do tempo no intuito de prejudicar a mensagem espírita, principalmente na chamada "grande imprensa". Dias atrás até mesmo a revista ÉPOCA, publicou reportagem sobre o tema, repetindo clichês antigos.
Enfocamos a imprensa em primeiro lugar em razão do seu alto poder de disseminação. E quando os dados estao equivocados, o estrago provocado é grande. A revista VEJA, anos atrás em sua edição 1604 de 30 de junho de 1999, estampa nas páginas 46 e 47 uma matéria com o seguinte título: "FILHO DE LÚCIFER". Logo abaixo os seguintes dizeres: "É assim que gosta de se apresentar o pai-de-santo preso com sete cranios em Cuiabá". Durante a leitura do texto encontra-se o seguinte trecho: "...ele foi visto pela última vez dirigindo-se ao centro espírita....."
Na revista Claudia de julho do mesmo ano, em matéria da página 22, o título : "Um lugar para o sagrado". A seguir diz o texto: " Leio uma mensagem de um livro espírita e todos comentam. O incenso, apesar de não ter nenhuma ligação com o kardecismo aumenta nossa percepção sensorial".
No que  tange a primeira matéria, alguns comentários para  retificar a verdade: " pai-de-santo trabalha em terreiros, não em centros espíritas. Centros espíritas são núcleos de difusão da DOUTRINA ESPÍRITA, codificada por Alan Kardec. Tal confusão provoca preconceitos enormes, visto que para o leitor menos informado, nos centros espíritas são evocados entidades como lúcifer para se conseguir determinados resultados ofertando cranios. Absolutamente, não. Respeitamos a crença dos irmãos que se afinizam com tais práticas, mas reivindicamos um maior cuidado quanto a nomenclatura utilizada.
Um católico romano não vai orar na mesquita, vai à igreja. Um protestante não vai à igreja, vai à paróquia. Logo, um seguidor dos cultos afro-brasileiros não vai no centro espírita, vai à terreira.
Quanto a segunda reportagem, dois aspectos muito importantes: está corretíssima a colocação  de que o"incenso não tem nada a ver" com a doutrina dos espíritos. Nem o incenso, nem quaisquer outras manifestações exteriores. O único processo legítimo de ligação com as esferas superiores, perante o espiritismo, tem seu cerne no foro íntimo de cada um, mediante a prece; e como temos afirmado inúmeras vezes, a comunicação entre o mundo físico e o e espiritual é simplesmente pelo PENSAMENTO, sem necessidade de nenhum ritual ou objeto material.
Outro ítem que gostaríamos de abordar é relativo à nomenclatura que muitos usam erradamente. NÃO EXISTE KARDECISMO OU ESPIRITISMO KARDECISTA. São invenções que a repetição vem tentando legitimar, mas que carecem de sustentação teórica. Alan Kardec reuniu os conceitos da doutrina, após exaustivas pesquisas, em cinco obras básicas. Ele não criou uma doutrina sua, reuniu conceitos enviados mediúnicamente por uma plêiade de espíritos, ou seja, um conjunto de espíritos. Portanto, o espiritismo é um só, não existem sub-divisões. Quem diz o contrário está mentindo, não sei com que intenção.
De uma vez por todas, Espiritismo é uma filosofia de caráter científico e de consequências religiosas, ditada por espíritos superiores à ALAN KARDEC, através de vários médiuns. É o uso da mediunidade, que sempre existiu, em todos os tempos, embora alguns tentem negá-la, usada de forma ética e de acôrdo com os ensinamentos de JESUS.
Aconselharíamos, então, aos simpatizantes: informarem-se sempre para melhor conhecer. Aos leigos: saibam mais para não confundir, pois até mesmo para criticar precisamos antes ter conhecimento.
Nós, espíritas, não desejamos impor nossas idéias de forma agressiva à ninguém.
Quando uma doutrina ou ideologia é verdadeira, se impôe por sí mesma. Devemos entender que até para discordar necessitamos ser honestos.


Até a próxima.


Francisco Corrêa - vice presidente G. E. ALAN KARDEC - Pelotas.

sábado, 23 de outubro de 2010

AS DROGAS E O ESPIRITISMO

Nas obras básicas da codificação espírita, ALAN KARDEC não tratou especificamente da questão envolvendo entorpecentes e drogas afins, certamente porque à sua época o problema não havia alcançado as proporções alarmantes dos nossos dias, com exceção talvez do alcoolismo, do fumo e de uma outra droga mais pesada, como o ópio, por exemplo, que a humanidade vem consumindo desde a antiguidade.
Minha condição de policial tornou possível conhecer os efeitos causado pelas drogas "no lado de cá, da vida", e o conhecimento espírita mostrou-me o prejuízo causado pela mesma, "no lado de lá", da vida.
Vivemos hoje um verdadeiro caos diante do tráfico e do consumo exagerado de tóxicos, principalmente pela faixa etária mais jovem da população, produzindo adultos debilitados e disseminando o contágio por doenças transmissíveis, como a AIDS, por exemplo. O poder econômico  movimentado por essa atividade, somado ao materialismo da sociedade atual que justifica fortunas nascidas do dia para a noite de forma ilícita, são o terreno fértil para o crescimento dessa praga social.
O LIVRO DOS ESPÍRITOS, nas questões 237 a 257 nos fala sobre como é a vida no mundo espiritual. Lendo-o podemos concluir que, além dos efeitos devastadores das drogas, enfraquecendo sobremaneira o aparelho psicossomático(corpo físico),  hipertrofiando o sistema nervoso central, causando danos irreparáveis no aparêlho respiratório e outras consequências físicas, a dependência atinge  o próprio espírito.
É o conhecimento espírita comprovando que a morte não é o fim de tudo e que a vida continua além do túmulo, revelando as condições deprimentes em que encontram-se traficantes e viciados após a desencarnação. A justiça divina os encaminha para a expiação e reparação de todos os danos causados a sí proprios e a outrem. Eis porque renascem portando graves moléstias congênitas que a ciência materialista até hoje não consegue explicar, afirmando que a criança nasceu assim por "sorte" ou "azar" genético. Até parece que Deus gosta de jogar dados ou brincar de roleta russa com seus filhos.
No livro mediúnico CARTAS E CRÔNICAS do espírito irmão X, através da psicografia de chico xavier, a certa altura o autor diz:-"Não se renda a tentação dos narcóticos. Por mais aflitivas lhe pareçam as crises do estágio no corpo, aguente firme os golpes da luta. As vítimas da cocaína, da morfina e dos barbitúricos demoram-se largo tempo na cela escura da dôr e do sofrimento". Desse modo tanto para os traficantes como para os usuários, a situação no "outro lado" não é nada confortável, merecendo acurada reflexão. Para quem duvida, recomendamos o livro "UM ROQUEIRO NO ALÉM" DO ESPÍRITO ZILIO, NADA MAIS NADA MENOS QUE O CANTOR RAUL SEIXAS, para meditarem nas suas revelações após a morte e o efeito devastador que o alcool e os tóxicos mais pesados lhe causaram no perispírito.
Seguidamente ouvimos falar em legalização das drogas, como se isso fosse a panacéia, ou seja, a solução para o problema. Nos raros países em que foi legalizada, o resultado foi desastroso, pois os viciados inscreviam-se em programas oficiais do governo, apenas para receberem porções distribuídas gratuitamente, sem nunca demonstrarem vontade efetiva de largar o vício.
A legislação penal também teria muito a aprender com a DOUTRINA ESPÍRITA, encarando o homen como ser integral ( matéria e espírito). Nesse sentido aconselhamos o livro do Promotor de Justiça Dr. ELISEU FLORENTINO DA MOTA JÚNIOR, cujo nome é "PENA DE MORTE E CRIMES HEDIONDOS À LUZ DO ESPIRITISMO".
Só para finalizar, deixando bem claro a gravidade do assunto, hoje em dia a cocaína possui vários sub-produtos ainda mais devastadores como o crack e a merla. A merla, por exemplo, possui em sua constuição química, nada mais nada menos que ÁCIDO SULFÚRICO, QUEROSENE, CAL VIRGEM E UM MÍNIMO DE COCAÍNA, imagine seu filho cheirando isso!
O espírito LUIZ SÉRGIO, em vários livros de sua autoria fala no tema, alertando principalmente para as chamadas RAVES, festas atuais, onde os jovens usam drogas sintéticas como o ecstasy, as "balas", cristal ice, e outras "porcarias". Festas estas que chegam a durar mais de vinte e quatro horas seguidas. Luiz Sérgio, pergunta, O QUE OS PAIS ESTÃO FAZENDO PARA COMBATER ISSO? COMO DIZIA ÀQUELE PROGRAMA HUMORÍSTICO DO PASSADO, "TEM PAI QUE É CEGO"!
Dias atrás ouvi de um pai uma pérola: MEU FILHO, NAS FESTAS SÓ TOMA ÁGUA MINERAL! MEU DEUS!!!! ELE NÃO SABIA QUE ECSTASY DÁ UMA SEDE DANADA! NAS RAVES VENDE-SE CAIXAS E CAIXAS DE ÁGUA MINERAL.
Que saudades quando no meu tempo só se comprava cerveja!!!!!

Salvem seus filhos enquanto ainda  dá tempo!



ATÉ A PRÓXIMA.



FRANCISCO CORRÊA - vice presidente do G. E. ALAN KARDEC.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

BICHO-PAPÃO

Recordo-me da infância, quando minha mãe pretendia  convencer-me a não fazer algo que no seu entender era errado, então usava como argumento o tal monstro acima mencionado. O problema é que os filhos crescem e  chega um momento  em que exigimos razões mais sólidas para fazermos ou deixarmos de fazer alguma coisa.
Com relação à crença religiosa vale o mesmo, pois na medida que a humanidade amadurece e aumenta seu conhecimento passa a questionar mais. Como vivemos numa época globalizada, que o acesso à informação atinge todos os  pontos do planeta, mesmo os mais longínquos, toda crença baseada em dogmas, mistérios, tende a esvaziar-se por sí mesma.
ALAN KARDEC, codificador da Doutrina Espírita, já afirmava em 1857 que "FÉ RACIOCINADA É SOMENTE AQUELA QUE PODE ENCARAR A RAZÃO FACE A FACE, EM TODAS AS ÉPOCAS DA HUMANIDADE".Dizia mais, que no momento em que a ciência provasse com fatos concretos que o espiritismo estava em erro em algum dos seus pontos, que os espíritas abandonassem tal ponto, e seguissem a ciência. Mas até hoje a ciência não desmentiu em nada o espiritismo. Ao contrário, o ensino dos espíritos a cada dia que passa é confirmado de forma insofismável. Não existe dúvida que a doutrina espírita não esclareça para quem tenha a humildade de estudá-la sem idéias pré-concebidas. As perguntas básicas do homen que busca uma razão para a vida não ficam sem resposta, Tais como: O QUE SOMOS? DE ONDE VIEMOS? PARA ONDE VAMOS DEPOIS DA MORTE? PORQUE TANTAS DIFERENÇAS SOCIAIS? PORQUE UNS NASCEM CEGOS, ALEIJADOS, POBRES OU RICOS?
Como conciliar um Deus justo com tantas disparidades sem usar a chave da reencarnação, ou seja, aquilo que a doutrina chama de pluralidade das existências!
Nós, espíritas, respeitamos todas as religiões, mas também gostaríamos de ser respeitados. Como Kardec já dizia, não competimos no mercado da fé, ""NOSSO JESUS NÃO TEM CONTA BANCÁRIA"! Quem tem sua crença e é feliz com ela, que continue, Todas as religiões são nobres e buscam o mesmo objetivo, por caminhos diferentes, é verdade. Os ensinamentos espíritas existem para aqueles que ainda não se encontraram em termos de fé e para quem não contenta-se mais com sua crença atual, na medida em que esta não lhe satisfaz mais suas aspirações transcedentais.
Meus amigos, cada um de nós sabe a hora em que deve parar de acreditar em ""bicho-papão"". Para estes e também para aqueles que ainda acreditam desejamos muita paz.
Afinal, o objetivo da religião não é "religar" o homen à DEUS? Paz sem DEUS, é muito difícil.



Francisco Corrêa - vice- presidente do G. E. ALAN KARDEC. Pelotas.

PARTEIII

Concluindo hoje está série de artigos, relacionando às influências espirituais negativas com a criminalidade, lembramos o trabalho de vários e ilustres pesquisadores europeus e norte-americanos, face à obsessão.
O professor JAMES HYSLOP, da Universidade de Colúmbia, EUA, entre numerosos casos de obsessão por ele investigados, conta o de um jovem que vivia aflito com todos sintomas alucinatórios. Dois médicos especialistas diagnosticaram "uma forma de  demência incipiente". Apesar disso o Dr. Hyslop resolveu apelar para as experiências mediúnicas. Fê-lo com todas as precauções, servindo-se de médium escolhido e conseguiu por fim, identificar o espírito que atormentava o jovem.
A bibliografia espírita, que é vastíssima, é plena de casos de obsessão e de seus tratamentos à luz da metodologia ainda estranha à ciência médica e jurídica.
O fato é que, acreditem ou não, as autoridades, a obsessão espiritual, como causa de desequilíbrio psíquico, é sim fator de desarmonia social, fomentando a violência.
A pergunta que fica é: PODE O DIREITO PENAL CLASSIFICAR O OBSIDIADO PARA TODOS EFEITOS PUNITIVOS?  Sabe-se que o mesmo não é um doente, nem um louco, não é senhor de sua vontade, uma vez que está sob forte coação. Responde Deolindo Amorin, no livro citado, "é evidente que o Direito Penal ainda não aceita a intervenção de forças espirituais na prática de delitos, tanto mais quanto a noção de obsessão, entre os penalistas, é muito diferente do conceito espírita, justamente porque o espiritismo parte de uma base de fatos e experiências em que demonstra a influência direta de espíritos nas ações humanas. A CURA DA OBSESSÃO PODE EVITAR MUITOS CRIMES, o assunto portanto não deve ser relegado, principalmente quando se verifica e com provas flagrantes, a imprecisão com que alguns luminares da criminologia, da medicina legal, e da psiquiatria definem o espiritismo, a mediunidade e a obsessão.
Os preconceitos, afirma Deolindo conscientemente, são terríveis, propagados desde as postulações do professor ARTUR SANTOS ( vide INTRODUÇÃO À PSICOLOGIA SOCIAL), que tomando por base os cultos fetichistas (VUDU) tentou definir o espiritismo, incorrendo em grave equívoco. Não lhe ficou atrás o eminente  professor AFRÂNIO PEIXOTO (medicina legal). Aliás, este inspirou àquele, quanto a considerar sem exame prévio, a DOUTRINA ESPÍRITA,  ao mesmo nível das manifestações rudimentares dos nativos do Haití.
Finalizamos com a excepcional definição de KANT, ao demonstrar a arrogância e a soberba que caracterizam certos ""SÁBIOS"" da humanidade: Diz KANT: " O VERBALISMO DAS ESCOLAS SUPERIORES É, POR VEZES, UM EXPEDIENTE PARA SE FURTAREM À DIFÍCULDADES, PORQUE ALÍ É DEFESO (proibido) EMPREGAR-SE A INTELIGENTE E HONESTA EXPRESSÃO - NÃO SABEMOS!
Concluímos nós, não saber não é feio, feio é não assumir a ignorancia em determinado assunto.
Esperamos ter contruibuído com àqueles que atuam na área juridíca, despertando-os para esse lado ainda pouco explorado da criminalidade.


Francisco Correa - vice presidente do G. E. ALAN KARDEC.

PARTE II

Encerrávamos o artigo anterior, com a seguinte pergunta, feita por DEOLINDO AMORIN, no livro Espiritismo e Criminologia. O QUE É IDÉIA FIXA? referindo-se a suposta influência que as obsessões espirituais podem causar na criminalidade, e o mesmo responde: " Para os que vêem o problema sob a ótica da psiquiatria, a idéia fixa é uma forma de psicopatia; para quem admite a obsessão, conforme as conclusões espíritas, a idéia fixa pode, também, decorrer de causas espirituais, isto é, a ação pertinaz de um espírito sobre o pensamento e a vontade do obsidiado" .Reforçando a opinião do autor, afirmo ter presenciado inúmeros trabalhos mediúnicos, no centro espírita, constatando dezenas de homicídios e suicídios, induzidos por espíritos desencarnados, contra seus algozes, principalmente quando a vítima não tem defesas morais, em razão dos vícios e desvios de conduta.
O espiritismo não descarta a possibilidade, até certo ponto, da existência de casos em que a idéia fixa, se enquadra na sintomatologia das doenças mentais; o que não pode se negar, evidentemente, é a existência já comprovada, de outros tipos de idéia fixa, oriunda de causas espirituais.
Esclarecemos que, em casos típicos de obsessão, a idéia fixa desaparece quando se  consegue afastar o espírito subjugador, mediante os meios  indicados pela terapêutica espírita, conhecida como desobsessão. Assim, se os distúrbios cessam diante dos métodos postos em prática pelos doutrinadores espíritas, não é possível negar a existência de uma causa estranha ao indivíduo, e é lógico reconhecer a ação espiritual.
O problema da obsessão, portanto, tão mal compreendido pelos adversários do espiritismo não está, como parece, deslocado da seara criminológica, seja como objeto de observação, seja também, como subsídio para análise de certos aspectos ainda não definidos em matéria criminal.
Em outra oportunidade analisaremos, na ótica espírita, como o DIREITO PENAL pode classificar o obsidiado, para efeitos punitivos, sabendo que o mesmo não é louco, doente, nem tampouco senhor de sua vontade, por estar sob forte coação espiritual.

ATÉ A PRÓXIMA.


Francisco Correa - vice presidente do G. E. ALAN KARDEC.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

ESPIRITISMO E CRIMINOLOGIA

Dando início à esta série de artigos, vamos abordar um tema infelizmente muito em moda hoje em dia, a violência, à luz do conhecimento espírita. Como o assunto é complexo, vamos dividir em três partes.                  PRIMEIRA PARTE.  A palavra obsessão, no meio espírita, significa a ação persistente que um espírito desencarnado exerce sobre um encarnado. Não nos aprofundaremos,  neste artigo, na causa da obsessão, e sim no seu efeito, em razão da complexidade e pela dificuldade que apresenta escrever sobre o assunto para pessoas não familiarizadas com a temática espírita.
Mas o objetivo primordial deste comentário é relacionar a criminalidade com a obsessão espiritual, já que na condição de policial e espírita, convivo com os dois lados da mesma moeda.
A questão crucial resume-se na seguinte pergunta: PODE A OBSESSÃO ESPIRITUAL LEVAR ALGUÉM A PRÁTICA DE UM CRIME? É o que tentaremos responder ao longo destas linhas. Ressalta-se a partir desse questionamento uma categoria não prevista nas classificações penais: o delito praticado em decorrência da obsessão. Os penalistas influenciados pelas concepções pragmáticas dos valores existenciais, jamais admitiram a obsessão como causa de delinquencia, pelas seguintes razões: 1) Não crêem na imortalidade da alma. 2) Não admitem, em consequência, que um espírito exerça influência sobre quem quer que seja. Embora respeitemos a opinião dos penalistas, nós espíritas, advertimos que a tese da obsessão já foi largamente demonstrada. Na medida que um espírito pode causar perturbações orgânicas de profundos e imprevisíveis resultados, pode também, em determinadas situações, induzir alguém à prática de um ato criminoso.
Segundo DEOLINDO AMORIN , no livro cujo título empresta o nome à este artigo, primeira edição pela Editora Mundo Espírita, a obsessão espiritual é uma forma de constrangimento e varia muito, de acôrdo com a resistência moral que o indivíduo possa oferecer à sugestão e aos  contatos do espírito desencarnado.  Apesar da figura do obsidiado não estar incorporada à terminologia penal, " a questão, afirma Deolindo, no livro citado, não deve ser posta à margem, sob o apressado e inconsistente pretexto de que se trata de uma teoria estratosférica!". O Espiritismo, prossegue o autor, "pode, neste particular, oferecer eficientes elementos de elucidação para ampliar os horizontes da criminologia".
Na verdade, a obsessão é um entrave ao livre arbítrio, porque o indivíduo, no estado depressivo acentuado ou agudo, apresenta reações absolutamente diferentes do seu comportamento habitual, embora não apresente qualquer tipo de anomalia própria da insanidade mental.
A obsessão pode, pois, ser um fator de delinquência, somada à drogadição, especialmente,o que estabelece pontos de contato entre a DOUTRINA ESPÍRITA E A CRIMINOLOGIA. Deolindo Amorin, a certa altura do livro, analisa a questão da obsessão através da idéia fixa e pergunta: AFINAL, O QUE É A IDÉIA FIXA? Vejamos a resposta na continuação. Até lá.

Francisco Corrêa - vice presidente do G. E. ALAN KARDEC.