sábado, 9 de abril de 2011

JUNG MOSTRA À FREUD A REALIDADE ESPIRITUAL

Continuando com o tema do artigo anterior, repercuto hoje a matéria  da revista italiana LUCE E OBRA (luz e obra), sob a responsabilidade da professora Paola Giovetti, em que veremos Jung confabulando com Freud acêrca de fenômenos mediúnicos e, em destaque indagando do mestre da psicanálise sobre o advento da psicologia experimental ou científica.
Este valioso encontro se deu na residência de Freud, em Viena, e Carl Jung ali fora agradecer o envio da parte de Freud do livro 'Interpretações dos Sonhos", obra esta que lhe causara forte impressão, aproveitando o momento para obter do professor vienense uma opinião sobre os fatos identificados por Jung como fenômenos ocultos e que lhe haviam causado profundas reflexões.  Jung destacou naquela conversa a sua apreciação sobre a precognição e provocou Freud para uma manifesta opinião sobre aquela assunto que ocupava a mente de muitos cientistas, em várias partes do mundo. A reação de Freud foi um tanto decepcionante para Jung, pois ele repeliu toda e qualquer possibilidade de seres extra-corpóreos produzirem fenômenos capazes de serem analizados cientificamente. A reação foi naquele momento, pois, conforme a articulista, anos mais tarde Freud mudaria de idéia e reconheceria a seriedade dos fenômenos ocultos.
Fato curioso, providencial e proposital, provocados por espíritos amigos dos dois cientistas da alma, ocorreu quando os dois conversavam e que foi narrado pelo próprio Jung: "-Enquanto Freud externava os seus argumentos, rejeitando os fenômenos por min defendidos, algo de muito estranho ocorreu na sala contígua, onde havia a biblioteca. Uma forte sacudida parecia arrancar a imensa prateleira onde estavam os livros. Freud e eu nos assustamos muito, e saltamos fora dos assentos onde estávamos. Então falei "Aí está um exemplo dos tais fenômenos". Ainda assim Freud teve uma reação de absoluta desconfiança e disse tratar-se de uma autêntica tolice". Jung narra espontaneamente, que naquele momento pôde sentir a presença de Entidades Espirituais no ambiente, e que aqueles "amigos espirituais" alí estavam para dar provas de um poder maior, não controlado pela mente humana. E confiante naquela assistência que o PLANO MAIOR lhe oferecia, diz: "-Estais enganado Her Professor(senhor professor) e para provar afirmo que dentro de alguns minutos ocorrerá um idêntico fenômeno". Assim foi, e na mesma biblioteca reproduziu-se outro igual barulho, na mesma intensidade do primeiro. Freud limitou-se a olhar estupefato, para Jung sem conseguir dizer uma única palavra, mas o seu olhar traduzia uma certa insatisfação diante do incontrolável poder dos ESPÍRITOS.
Tudo isso, sabemos nós espíritas, não passava de um fenômeno mediúnico, catalogado por Alan Kardec, como fenômeno de EFEITOS FÍSICOS. Esta experiência junto à Freud, renitente e obstinado em não aceitar a interferência dos espíritos, LEVOU JUNG A ABORRECER-SE COM A CIÊNCIA.
Diante desta atitude pouco científica, Jung ressaltou o trabalho de WILLIAN CROOKES e enalteceu o esforço de ZOLNER como pesquisador, já que ambos haviam empenhado a reputação que possuíam como cientistas, afirmando, após havê-los estudado cuidadosamente, a veracidade daqueles fenômenos. Jung, com muita justiça, os chamou de "HERÓICOS MÁRTIRES" da ciência. Ampliou seus estudos, aceitando a seriedade dos fenômenos mediúnicos, aproximando-se do parapsicólogo alemão ALBERT SCHERENCK NOTZING e do prof. EUGEM BIEULER e juntos realizaram várias reuniões com o médium austríaco RUDI SCHNEIDER, famoso pelos fenômenos físicos que produzia, como a levitação e a materialização de espíritos bem conhecidos na história da Àustria e da Alemanha.
Àqueles que reagiram de forma cética, aos artigos anteriores, porque não questionaram as universidades em que estudam, para saber a  razão destas, surrupiarem estas informações de seus alunos?

Pensem nisso e até a próxima.



Francisco Corrêa - Vice-presidente do G. E. Alan Kardec.

domingo, 3 de abril de 2011

O ESPÍRITA C. G. JUNG.

Antes de entrar propriamente no tema deste artigo, gostaria de fazer uma ressalva. Provavelmente muitos leitores devem questionar como alguém que não possui conhecimento técnico, acadêmico, pode aprofundar-se em determinados assuntos. A resposta é simples: Procuro abastecer-me com àqueles que sabem mais e principalmente, consulto os meus melhores amigos, OS LIVROS. Até porque o conhecimento acadêmico, neste país, ainda deixa muito a desejar e infeliz daquele que pensar saber tudo pelo fato de concluir uma universidade.
Todo esse preâmbulo é para falar hoje sobre um livro de C. G. JUNG chamado " RECORDAÇÕES, SONHOS E REFLEXÕES",  onde no capítulo "A vida depois da morte", o mestre corajosamente enfrenta uma área que é "tabú" para as ciências acadêmicas, como a que vai além da morte. Este livro, durante muito tempo foi "subtraído" aos estudantes da área "Psí", e a razão principal disso era que "não convinha serem tais fatos conhecidos e debatidos na Universidade" Por essa razão, caros universitários, não pensem que sabem tudo, somente pelo fato de estarem matriculados em curso superior,  repito.
Tentaremos com base no livro em questão mostrar que Jung, tomou conhecimento da reencarnação e teve a coragem de admitir isso publicamente! Estão surpresos, Srs. psiquiatras e psicanalistas materialistas? Pois então, procurem lêr o livro citado, e verão que sabem menos do que o próprio "ego" lhes diz. Segundo José Guilherme Merquior, Doutor  em Filosofia pela Universidade de Londres, e pela Sorbone de Paris, num artigo publicado em fevereiro de 1982, cujo título era "FREUD OU FRAUDE?" a psicanálise é o maior embuste do século vinte". No trabalho em questão ele diz: "- Um gáz voce não vê, mas pode ter provas de que ele existe. Como se pode comprovar a existência do ID, EGO E SUPEREGO?" Ante esta pergunta respondeu com precisão: "- Não só o conceito de inconsciente não é óbviamente observável ( e isto o próprio Freud reconhece) como a teoria não foi capaz de, até hoje, fazer uma ponte rumo à psicologia experimental. Freud tentou fazer ciência. Mas, em quase um século não se conseguiu uma demonstração lógica que pudesse conferir à psicanálise um status científico"
Ricularizam,  os psicanalístas, os relatos mediúnicos e os taxam de "psicoses ou superstições", mas sem bases científicas a psicanálise é sim uma superstição teórica, uma arquitetação de fantasias; porque como diz José Guilherme, "é comun ao analisando curtir uma análise a tal ponto que acaba induzindo a sua própria neurose".
Para muitos psicólogos e analistas Freud explicou tudo... Freud também acreditou nisso e desprezou advertências de um discípulo que o suplantou nítidamente. Referimo-nos a JUNG, é claro, que VIVEU experências que Freud não viveu, portanto com  conhecimento próprio, e estes fatos estão relatados no livro mencionado acima. A obra em questão foi traduzida do original alemão para o italiano, tradução esta feita por Guido Russo, Casa Editorice IL SAGIATORE - MILANO 1965. O competente Prof. Henrique Rodrigues fez então a tradução para o português, e repercutiu o assunto em seu livro " A CIÊNCIA DO ESPÍRITO" na página 163 capítulo "Diante do inconsciente", onde Jung narra claramente como escreveu a obra intitulada " SETE SERMÕES AOS MORTOS",  de cunho totalmente mediúnico.
À certa altura  narra Jung: "- Eu vivia um estado  de total  inquietação. Em volta sentia uma atmosfera sinistra. Tinha a estranha sensação  de que o ar estivesse  cheio  de entidades espectrais. Depois foi como se minha casa fosse habitada por espíritos. A minha filha mais velha viu uma figura branca atravessando a sala; a segunda, independente da irmã, narrou  que por duas noites seguidas lhe tinha tirado o lençol da cama. No domingo, pelas cinco da tarde, a campanhia do portão de minha casa  tocou, de maneira louca. Eu estava sentado não muito distante da campainha e, não só a ouvi tocar, mas a ví mover-se. Todos correram à porta para ver quem podia ser, mas não havia ninguém"
Ao lêrem estas palavras de Jung muitos dirão que tratava-se de uma alucinação. Mas pergunto, é possível alucinação coletiva? Todos vendo e ouvindo a mesma coisa, no mesmo momento?
Estamos aqui fazendo um pequeno resumo do livro em questão, para provar que falamos com base sólida. Mais adiante, na página 356, continua Jung:"- Recentemente, tenho observado em min mesmo uma série de sonhos que parecem descrever o processo da REENCARNAÇÃO em uma pessoa falecida, de minhas  relações. Devo confessar  que depois desta experiência considero o problema da reencarnação com outros olhos, embora não me encontre na condição de poder sustentar uma opinião definitiva. Em tal caso, a alma se desligaria do mundo tridimensional e alcançaria  aquilo  que os budistas chamam de NIRVANA. Mas, se ainda permanece um KARMA disponível, a alma é então retomada ainda uma vez  à vida, talvez também porque resta ainda alguma tarefa à executar" página 358. Esta definição de Jung  é a mesma dada pela DOUTRINA ESPÍRITA, apenas trocando a palavra Karma, pela lei de causa e efeito. Jung ainda conta que durante várias noites manteve diálogos com diversos espíritos que lhe ditaram o livro " OS SETE SERMÕES AOS MORTOS", tendo concluído a obra em apenas três noites.
Porque os psicólogos e analistas, assim como os psiquiatras ignoram isso? Não sabiam? E agora, que sabem, como se comportarão? Não sabem ou a convenção acadêmica os impede de agir de acordo com os fatos e com o que Jung ensinou? O "INCONSCIENTE COLETIVO", que como conta bancária  cobria todos os "cheques das fantasias" analíticas, foi avisado pelos acadêmicos e cientistas de outras áreas. Porque o capítulo " Diante do inconsciente" foi recusado? Jung não era são? Se não era o que determina que ISTO SERVE E ISTO NÃO SERVE?
Contradições existem não apenas no campo religioso, mas no científico também, além de muita covardia classista. O pior, entretanto, foi a censura ao conhecimento dos jovens que adentram às universidades, desejando aprender para saber, saber para utilizar, e de lá saem  autorizados mas não habilitados ao exercício de uma profissão.
Com estas abordagens que fazemos de assuntos diversos, sempre a luz da DOUTRINA ESPÍRITA, é para comprovar que a mesma não teme qualquer área do conhecimento. Não é atoa que é classificada como ciência, filosofia e religião. Quem procurar estudá-la sem preconceitos encontrará resposta para todos os "mistérios da vida".


Pensen nisso e até a próxima.



Francisco Corrêa - vice presidente do G. E. ALAN KARDEC.