quarta-feira, 30 de novembro de 2011

VOCÊ CRÊ EM LOBISOMEM?

Segundo vários escritores espíritas renomados, tais como Divaldo Franco, Manoel Philomeno de Miranda e outros, o perispírito é a chave de todos os fenômenos mediúnicos. É através dele (perispírito) que ocorre a atuação de desencarnados sobre os encarnados e vice-versa.  Assim,  nos exercícios médiúnicos :
1) o espírito Quer manifestar-se.
2)o perispírito transmite a mensagem.
3) o corpo executa. Mas afinal, muitos perguntarão, o que é o perispírito?  É o  corpo do espírito. Nós seres encarnados (vivos), somos constituídos de corpo físico, espírito e um corpo intermediário semi-material, chamado perispírito. Apenas o corpo físico morre, sendo o espírito e o perispírito imortais. Em condições excepcionais, este corpo semi material pode tornar- se mais ou menos  tangível, mais ou menos denso, e com isso tornar-se visível. É por esta razão que muitos afirmam ter visto "fantasma". Estamos dando apenas uma pálida noção sobre o assunto como introdução à questão que motivou o título deste artigo.
É indiscutível a superstição popular de que há homens que se transformam em lôbo durante determinadas noites. Naturalmente, essa idéia está mais impregnada na população interiorana, em locais mais afastados dos grandes centros urbanos. Segundo a Doutrina Espírita, devido à extrema plasticidade do perispírito, é possível ao espírito apresentar-se sob qualquer forma. Mas afinal, lobisomem existe?
Como criatura possuidora de corpo físico, a resposta é não, inclusive pela impossiblidade de processar-se tal metamorfose. Lembrando, todavia, que as histórias sobrenaturais têm sempre  uma explicação razoável e que o sobrenatural de hoje pode ser o natural de amanhã, pode-se admitir que determinadas pessoas tenham visto o "lobisomem"! Como? Perguntarão de olhos arregalados, os céticos! Sabemos nós, estudiosos da doutrina espírita, que espíritos zombeteiros e de nível moral inferior podem adotar formas as mais bizarras. Normalmente é o ódio a ideía fixa que responde por essa transformação, pois como diz Divaldo Franco, "tudo é pelo pensamento".
O remorso indefinidamente cultivado torna o espírito vulnerável à ação hipnotizadora de entidades inferiores e vingativas, que por esse processo, reduzem suas vítimas a condições animalescas. Tudo isso espiritualmente falando.
O notável escritor espírita Hermínio Miranda, em sua obra " DIÁLOGO COM AS SOMBRAS" examina esse fenômeno, conhecido como LICANTROPIA OU ZOANTROPIA. Ora, o indivíduo supersticioso e possuidor de vidência (dom de ver espíritos), ao se deparar com tais situações, jurará ter visto um lobisomem. E na verdade viu, mas não alguém com corpo físico e sim uma entidade espiritual. Precisamos entender de uma vez por todas, que Deus não derroga suas leis e portanto, não existe milagre. Definimos como "milagre" ou sobrenatural, tudo aquilo que não entendemos. Não é pelo fato de não vermos normalmente no dia a dia os espíritos que isto significa que eles não existam. Alguém já viu o vento?  Não, mas sabemos que ele existe pelo seu efeito, assim sendo também com o mundo espiritual.
Se há cinquenta anos atrás, alguém dissesse que um dia o homem iria visitar a lua, seria taxado de louco, amarrado numa camisa de força e provavelmente internado num manicômio. E se os nossos bisavós ouvissem falar de telefone celular, forno de microondas ,  internet etc...
Até hoje, já no século 21, tem pessoas que duvidam que seres humanos pisaram na superfície lunar.
É muita presunção nossa acharmos que o Universo termina onde alcançam nossos limitadíssimos olhos materiais. Felizmente nem todos pensam assim, porque, caso contrário, não haveria lugar neste mundo para EINSTEIN, GALILEU, COPÉRNICO, LEONARDO DA VINCI e outros desbravadores.
Na medida que a humanidade amadurece e evolui em conhecimento, a fronteira do possível e do impossível desloca-se para a frente. Basta analisarmos a História para percebermos isso.
Queiramos ou não, somos espíritos eternos, temporáriamente presos num corpo físico, aguardando a data da "grande viagem" para o país da verdade. Quanto mais cedo entendermos isso, menos traumática essa viagem será.

Pensem nisso.



Francisco Correa vice presidente do G. E. ALAN KARDEC.

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

A CONFIANÇA (Em Deus e em nós mesmos).

Sempre que surge algum fato novo(???) e sangrento no eternamente conturbado oriente médio,  ouvimos alguns comentários oportunistas de pessoas inimigas da religião, afirmando que o fanatismo  religioso é responsável pelo desencadeamento da violência. Em se tratando de fundamentalistas islâmicos, isso até tem uma parcela de verdade. Mas como sabemos, toda generalização é perigosa. Acusar toda crença religiosa de fanatismo, convenhamos, ERA SÓ O QUE FALTAVA!
Atitudes radicais acontecem não somente na religião, mas em qualquer área do conhecimento humano. Ao longo da história da civilização o homem tem desvirtuado todos os dons de Deus, especialmente pela sua ganância, egoísmo e orgulho, além é claro, do materialismo exacerbado. A religião, qualquer que seja ela, tratada de forma séria, ética, racional, serve de antí-doto para evitar atitudes extremistas. A fé em Deus é o combustível que move o homem para frente, dando-lhe uma razão para viver, e mostrando que o mundo não está perdido, como pensam muitos apologistas da catástrofe e da desgraça.
Uma condição importante para vivermos bem é a confiança em nós mesmos e no CRIADOR da vida. Não há dúvidas de que o planeta terra ainda é um mundo de provas e expiações, dificuldades e obstáculos constantes. Muitas vezes vacilamos na crença nos valôres morais superiores quando observamos que a maldade, aparentemente, obtém vitórias sobre o bem. Em razão disso, diminui nossa fé, concluindo que não vale a pena sermos honestos.  Isto acontece porque nos deixamos dominar pelas aparências da vida material, e por acanhadas conclusões tiradas da vida que se limita do berço ao túmulo.
A visão correta,  segundo a Doutrina Espírita. é que o planeta em que vivemos não passa de educandário, e que estamos estagiando nele por algum tempo. Estamos em permanente transformação, já dizia Lavoisier, o mundo e a humanidade modificam-se constantemente.
Não somente os fundamentalistas islâmicos, que destruíram os prédios americanos, há dez anos atrás, matando milhares de pessoas, passam, como também os tiranos que impingiram dor e sofrimento às coletividades humanas passaram um dia. A voragem do tempo é inflexível, e com certeza, todos eles prestarão contas aos duros processos de reajustamento da Lei Divina, como nós espíritas constatamos, diariamente nos trabalhos mediúnicos, quando estes irmãos, com a permissão de Deus, vem nos alertar, sobre as consequências de seus erros.
Quem permanece no poder à custa de sangue e lágrimas, quem usa a política no interesse pessoal em detrimento do interesse coletivo, agravando a fome e a miséria de pacíficas populações, ficará impune? Doce ingenuidade se pensarmos que sim! Confundimos a precariedade da lei humana, com a perfeição da LEI DIVINA. A chamada lei de CAUSA E EFEITO é absolutamente infalível, como prova o conhecimento espírita, ao trazer notícias daqueles que acreditávamos "mortos". Estes, comunicam-se conosco, os chamados "vivos", e contam-nos como já referimos acima, que são mais ou menos felizes, conforme a vida que levaram aqui na terra.
Ampliando a visão no horizonte, nossos olhos iluminar-se-ão com as luzes da compreensão, do otimismo e da esperança.  A vida física é apenas um ano letivo na extraordinária escola da vida eterna. Por isso, a confiança deve ser a bússola a indicar o caminho certo.
Em todas as situações, devemos lembrar que somos espíritos eternos no processo da evolução, a caminho da plena felicidade. Ser religioso não significa estar disposto a matar em nome de Deus, mas sim vencer a nós mesmos, colocando em prática àquilo que Paulo de Tarso chamou de bom combate, ou seja, a luta interna que devemos travar contra as nossas imperfeições morais.
Sermos, portanto, nosso próprio Juiz, e não o juiz do próximo, como seguidamente fazemos.

Pensem nisso.



Francisco Corrêa - vice presidente do G. E. ALAN KARDEC.

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

MAIS UMA VEZ, A BÍBLIA!

Voltamos hoje a abordar um tema dito polêmico, mas sem a intenção de polemizar. Refiro-me a interpretação da Bíblia, que segundo opinião de alguns é depreciada pelos espíritas, acusação esta que considero injusta. Os espíritas apenas tem uma visão crítica da mesma, não aceitando cegamente seus postulados.
Chega às minhas mãos um artigo publicado por um católico, no jornal Diário da Manhã, de Pelotas, tempos atrás, com o título "A BÍBLIA É MAIS DIFÍCIL DO QUE PARECE", cujo autor é MÁRIO EUGENIO SATURNO, professor de filosofia ciências e letras de Catanduva SP, e congregado mariano. Surpreendentemente, notei que a opinião de alguém ligado à igreja católica coincidia em muitos pontos com a minha, que por ser espírita, era dada como suspeita para falar da Bíblia.
Resolví então transcrever alguns pontos do artigo publicado no referido jornal, para provar que muitos católicos ou profitentes de outras religiões bíblicas também procuram analisá-la racionalmente, sem querer com isso diminuir sua importância.
Vejamos o que diz Mário Eugenio: -" Ao contrário do que se pensa, os católicos também valorizam a Bíblia, assim como outros símbolos de fé cristã, só que cada coisa a seu tempo. Certamente voce já ouviu dizer que basta ler a Bíblia conhecer Deus e seus propósitos para nós. Porém, pelo que observamos, chegamos a conclusão que Deus não fala coisa com coisa. É muita gente "inspirada" pelo Espírito Santo dando mensagens diferentes! Será que existe  mais de um Espírito Santo? Continua o católico Mário Eugenio "-Ora, Deus não é confuso, nem produz divisão, Deus é amor, união, perdão. O grande problema é que a Bíblia é uma coleção de livros, que foram escritos em épocas diferentes e em línguas diferentes: hebraico, aramaico, e grego". " Por volta  do ano 300 a.c. Ptolomeu II mandou traduzir o ANTIGO TESTAMENTO, a tradução ficou conhecida como A BÍBLIA DOS SETENTA . Acontece  que vários originais em hebraico foram perdidos, como parte de Daniel (cap. 13 e 14) restando apenas a tradução grega. Sem o original hebraico, algumas religiões e seitas não aceitam o texto grego." "Outro problema é que a Bíblia foi copiada, copiada e copiada. Cópia da cópia da cópia acabou produzindo uma infinidade de versões da mesma. E, consequentemente, erros foram introduzidos. Há um agravante, a língua hebraica da Bíblia não tinha vogais, somente consoantes. Só a partir do século VII d.c. acrescentou-se vogais ao Antigo Testamento".
Quem conhece bem uma outra língua defronta-se com um grande problema quando quer expressar uma idéia ou sentimento nas duas línguas. Traduzir não é simplesmente usar um dicionário e substituir palavras. A equivalência não é simples e raramente traduz a idéia completamente. Aliás, jamais reproduz a sonoridade na língua original, como em um poema. É o que se diz do Pentateuco ( os cinco primeiros livros da Bíblia), precisaríamos estudar hebraico para entender a mensagem de Deus.  A própria composição da Bíblia é complicada. Por exemplo, acreditou-se que o pentateuco era obra de Moisés, porém, análises literárias feitas nos últimos cem anos concluíram que o pentateuco é o resultado de quatro documentos diferentes, mas escritos muito tempo depois de Moisés.
Seguimos adiante então, dando a palavra à Mario Eugenio: "- A mais antiga é a narrativa chamada javista, já que usa o nome IAHWEH, como revelado a Moisés; teria sido escrita por volta do século IX a.c.  Depois surgiu a narrativa Eloísta, pois usa o nome mais comum de Deus, ELOHIM. As duas narrativas foram juntadas e depois, o Deuteronômio foi acrescentado. Surgiu, por último, o código sacerdotal." "Então, transformou-se na forma como conhecemos hoje. Pode-se afirmar que no Gênesis há dois relatos da Criação (1, 1-2, 4a e 2, 4b-3,24); há duas genealogias de Caim (4,17 e 5,17); dois relatos combinados do dilúvio (6-b); duas expulsões de Àgar; tres narrativas da desventura de Sara (12, 10-20;20, 26, 1-11); duas histórias combinadas de José nos últimos capítulos.  No Êxodo temos duas narrações da vocação de Moisés (3,1-4, 17 e 6,2 7,7); dois milagres da água, e tantas outras passagens, que não reproduziremos para não tornar a leitura muito cansativa.
Assim é toda a Bíblia, de complicada compreensão para teólogos, linguistas, literários, historiadores, sociológos, em suma, para todos os doutos. Infelizmente, não existe um "espírito santo" que instrua os leigos na área, e traduza a "ideia" original do texto.
Depois de tudo o que foi dito, pelo articulista acima mencionado, resta muito pouco a acrescentar. Apenas gostaríamos de frisar mais uma vez que NÃO É PECADO PENSAR.
No momento em que "nosso pai que está no ceú" como dizia JESUS, dotou-nos de inteligência e um cérebro, devemos usar esses dons divinos. O ser humano é conservador por excelência, e todas as idéias novas, a princípio, foram recebidas com reservas. Que o digam os grandes gênios da humanidade, pois ao revelarem  suas idéias, sempre eram taxados de loucos. Loucos abençoados, que o tempo encarregou-se de mostrar que estavam certos.
Portanto, meus amigos, procurem tirar as conclusões por sí mesmos, afinal de contas, os espíritas há muito tempo  aboliram a fé céga.
Somos adeptos da FÉ RACIOCINADA, graças a Deus.



ATÉ A PRÓXIMA.



Francisco Corrêa, vice presidente do G. E. ALAN KARDEC.

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

NÃO PODEMOS ACREDITAR...

Frequentemente assistimos na televisão aberta, programas evangèlicos em que pastores de diversas ramificações religiosas atacam a Doutrina Espírita, com extrema má fé, dizendo dela o que ela não é. O movimento espírita de uma forma geral cala-se à esses ataques, em nome de uma pseudo humildade, que para mim cheira mais a omissão. Não devemos esquecer que o próprio JESUS, não foi apenas um doce e meigo rabí, como querem alguns. Soube ser enérgico e duro quando em defesa da verdade, como na passagem evangélica da expulsão dos vendilhões do templo. e sempre combateu os ESCRIBAS E FARISEUS, que seguidamente chamava de hipócritas.
Um dos maiores instrumentos que esses "pastores"  usam para defenderem as vultosas somas financeiras que a "CONTA BANCÁRIA DE JESUS"  lhes rende, é a Bíblia Sagrada, afirmando que os espíritas são contra a Bíblia.
Tal fato ( que os espíritas são contra o mencionado livro) não é verdadeiro, o espírita respeita a Bíblia pelo seu valor histórico, e até mesmo por representar a história do povo hebreu. No entanto não é por respeitarmos o livro que temos a obrigação de acreditar em tudo que ela fala de forma literal, senão vejamos:
- Não podemos acreditar que seja lógico existir dia, sem existência de sol.
- Não podemos acreditar que se existiam apenas quatro pessoas no mundo, ADÃO, EVA E CAIM (eram quatro, mas Abel foi assassinado por Caim), de repente Caim muda-se para a terra de Node e constituí família! Com quem? Que cidade era essa? Quem morava nela? Segundo a Bíblia, só existiam àquelas tres pessoas no mundo!
-Não podemos acreditar que Josué tenha parado o sol, primeiro por não sermos cegos diante da Astronomia que já comprovou, há muito tempo, que não é o sol que gira em tôrno da terra, e sim o contrário. Continuar a acreditar nisso caracteriza proximidade ao analfabetismo. Segundo, porque, obviamente  homem nenhum tem condições de parar estrelas ou planetas.
-Não podemos acreditar em um Deus tão vaidoso, nervoso, irritado, violento, discriminador, impiedoso, sanguinário e insensato que chegava a exterminar até os animais sem razão alguma.
-Não podemos acreditar que DEUS, uma inteligência tão extraordinária capas de criar bilhões de galáxias, fosse capaz de fazer tanta bobagem a ponto de ser repreendido por Moisés. Não podemos aceitar que o mesmo JESUS que ensinou o "NÃO JULGUEIS" venha aqui se contradizer e julgar todo mundo. Ou será que ele vem dizendo: "-Olha gente, eu estava brincando quando disse aquilo outra vez".
-Não podemos aceitar que a tal proibição de Moisés, no VELHO TESTAMENTO, tenha alguma coisa a ver com o que se pratica no espiritismo, já que ele mesmo depois de morto, materializou-se no Tabor diante de Jesus, Pedro e Tiago. Nós (espíritas) sabemos que Moisés proibiu foi o abuso que se cometia naquela época com a mediunidade. E aqui um ponto de reflexão; Se Moisés proibiu o uso da mediunidade é sinal evidente que é possível a comunicação com os mortos. De outra forma não teria sentido proibir o que não existe,  concordam?
- Não podemos admitir que o grande criador do UNIVERSO tenha mandado, de fato, o profeta Exequiel comer pão com fezes.
- Se as cobras foram condenadas por Deus, a andar se arrastando sobre o ventre, por causa da estória da maçã no paraíso, perguntamos: Como andavam antes?
Apelamos para o bom senso, para a FÉ RACIOCINADA. Para os espíritas, a ciência merece respeito, e ela não é mentirosa nem leviana quando nos fala da existência do "Homen de Neandertal" e doutras fases  evolutivas de nossa espécie, tendo feito comprovação através da Arqueologia. Não achamos que é brincadeira a comprovação da existência dos dinossauros há 65 milhões de anos.
Enfim, acreditamos no DEUS que criou os homens, e não no deus antropomórfico que os homens criaram. Para falar mal da DOUTRINA ESPÍRITA, estudem-na primeiro, porque falar do que não se conhece é no mínimo leviandade.

Pensem nisso.


Francisco Corrêa - vice presidente do G. E. ALAN KARDEC.

sábado, 1 de outubro de 2011

DUAS VIDAS.

MOHANDAS KARAMCHAD GANDHI- O mahatma (grande alma), nasceu em Portbandar, no ano de 1869.
HIPOLITE LEON DENIZAR RIVAIL- O Alan Kardec, nasceu em Lion, a 3 de outubro de 1804 e desencarnou a 31 de outubro de 1869.
Duas vidas que mudaram a face do planeta estão ligadas por um elo imperceptível de responsabilidades filosóficas e morais.  Retorna Alan Kardec ao mundo espiritual em 1869. Nasce (renasce) Ghandhi no mesmo ano. Ambos estavam ligados pelo Sermão da montanha de Jesus. Kardec escreve o " Evangelho segundo o espiritismo". Ele mesmo classifica as matérias contidas nos evangelhos de Jesus em cinco partes: atos da vida do cristo, milagres, predições, palavras tomadas pela igreja para fundamentos de seus dogmas e o ensino moral. A última conservou-se constantemente inatacável. Diante desse código a própria incredulidade se curva.
Ghandhi baseava-se no BAGHAVAD-GITA, a primeira aula de reencarnação da humanidade. Quando chega à Inglaterra para seu curso de Direito toma conhecimento do Sermão da Montanha de Jesus. Daí para a frente é a base de sua filosofia da não violência.
Os estudiosos da codificação de Alan Kardec podem dizer-se ESPÍRITAS, após o estudo em CURSO REGULAR DE ESPIRITISMO.  Mas somente os que põem em prática o EVANGELHO DE JESUS, podem dizer-se cristãos. Perguntaram porque Ghandhi não foi um cristão, pois colocava  em prática os ensinos de Jesus, ele respondeu que já tinha sua religião e não via necessidade de adotar outra crença, mas disse que se fossem queimados todos os livros do mundo e restasse apenas o sermão da montanha de Jesus, a humanidade não precisaria de bússola melhor para trilhar o caminho do bem. Sobre Ghandhi,  Humberto Rodhem escreveu: "-Se jamais houve, durante 2000 anos da era cristã, um genuíno discípulo do Cristo, então foi aquele a quem o povo chamava a grande alma. Vida intensamente crística embora não tenha sido oficialmente um cristão". Rodhem destaca ainda esse pensamento entre uma coletânea de cem: "- A verdade é a primeira coisa que deve ser procurada - e a beleza e a bondade nos serão acrescentadas. Foi isto que o Cristo ensinou realmente no sermão da montanha. É esta a verdade e a beleza pelas quais eu vivo, e pelas quais eu gostaria de morrer".
Alan Kardec nasceu católico. Teve premiada pela Academia de Arras sua memória. Manteve cursos de Química, física, anatomia, astronomia, e outras ciências. Lecionava no LICEU POLIMÁTICO. Poliglota, foi mais fácil codificar as cinco obras básicas do espiritismo: " O LIVRO DOS ESPÍRITOS (1857), O LIVRO DOS MÉDIUNS (1861), O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO (1864), O CÉU E O INFERNO (1865), A GÊNESE (1868). A REVISTA ESPÍRITA, 0l de janeiro de 1858, manteve o mundo inteiro informado sobre as pesquisas científicas da chamada METAPSÍQUICA.
Centro e quarenta e um anos marcam o retorno de Alan Kardec ao plano espiritual. E parece-nos, nos enviaram Ghandhi, imediatamente, para continuar as exemplificações do cristianismo de Jesus. Duas vidas dedicadas ao bem e a verdade. Muito diferente do cristianismo de "fachada" defendidos por alguns "pastores" dos dias atuais.

Pensem nisso!



Francisco Corrêa - vice presidente do G. E. ALAN KARDEC.

sábado, 17 de setembro de 2011

INQUISIÇÃO

Através dos anos, ao tomar gosto pela leitura, entendí ser importante buscar a verdade, esteja ela onde estiver. Não devemos aceitar "VERDADES OFICIAIS",  ou impostas. Na condição de cidadão realmente livre tenho esse  direito, mesmo sabendo que assim agindo, posso causar mal estar em muitas pessoas.
Digo isto porque fui criado em uma família tradicionalmente católica, tendo passado minha infância e adolescência sob a influência da igreja. Por isso deixo claro que meus comentários não são absolutamente contra a instituição Igreja Católica, mas sim contra o que os homens que a dirigiram através dos séculos, fizeram dela, desviando-a totalmente do objetivo inicial, quando do cristianismo primtivo sonhado pelos heróicos apóstolos do Cristo.
Quem busca os fatos reais acontecidos no passado constata a história horrível, vergonhosa da Igreja Católica Apostólica Romana, que se diz herdeira dos ensinamentos de Jesus. Assassinatos, roubos, torturas que fazem os crimes do nazismo, obra de principiantes. Aliás, I. GRIGULEVICH, no livro ' HISTÓRIA DE LA INQUISICION",  editado na Rússia em espanhol a certa altura diz: "Acaso não existe nexo de continuidade entre as fogueiras da inquisição medieval e os fornos crematórios dos campos de concentração nazistas; entre as masmorras do Santo Tribunal e as câmaras de torturas policiais da sociedade capitalista moderna; entre as perseguições contra as bruxas da idade média e a caça às bruxas que se pratica atualmente em alguns países?"
Foi por isso que o Papa Pio XII abençoou as tropas italianas, quando partiram para invadir a Albânia na fase dos fascismo de Mussolini. Por copiar seu sistema, o Vaticano, o clero, os católicos, não só aplaudiram como silenciaram diante das atrocidades do nazismo contra os judeus.  No " MANUAL DOS INQUISIDORES" de Nicolau Eymerich, livro escrito em 1376, entre os que eram agraciados com indulgência, estavam os que denunciassem os "hereges" ou incorreriam em torturas se silenciassem sobre algum deles. E TUDO FEITO EM NOME DE DEUS E DE JESUS. Os cristãos, depois da conversão de Constantino, por volta do ano 313, passaram de perseguidos a perseguidores. E de certo modo continuam até hoje, senão vejamos algumas vítimas:
- JERÔNIMO DE PRAGA E JOÃO HUSS, torturados e mortos em 06/07/1415 sob o papado de Gregório VII.
-Joana D'arc, torturada e queimada em Ruão em 30/05/1415 sob o papado de Eugenio IV. Imagine, diziam dois inquisidores, os bispos Cauchon e Lamaitre, ela dizer "MINHAS VOZES VINHAM DE DEUS". Em todo caso a infalibilidade papal desse ato foi revogada em 1920 pelo papa Benedito XV que a declarou santa. De herética a santa, num processo de 449 anos. Justiça rápida, não? Parece até uma  justiça que nós conhecemos!!!!!
- Jeronimo de Savanarola, 1498, também levado à fogueira pelo papa Alexandre VI, o famoso pai dos Bórgias, Lucrecia e César.
- Lutero, excomungado, não foi para a fogueira porque refugiou-se na Alemanha. Era então papa, Leão X.
- Giordano Bruno, sacerdote, que antes de ser queimado vivo, teve os dedos polegar e indicador cortados porque eles tinham sido dotados de poderes de abençoar em nome da igreja; ainda teve a língua arrancada antes de ir ao "fogo purificador". Era papa Clemente VIII. Imaginem o quanto "clemente" ele era.......
- Galileu, que colocando a integridade do corpo, acima da integridade da verdade científica, conseguiu escapulir do fogaréu. Verdade que depois da "absolvição" da heresia, continuou dizendo com Copérnico, que era a terra que girava em tôrno do sol, e não ao contrário. Por afirmar uma lei, e provar cientificamente tal fato foi julgado um herético. Isso em 22/06/1633, sob o pontificado de Urbano VIII.
- Houve também a noite de São Bartolomeu, de 23 para 24 de agosto de 1572. Era papa Gregório XIII.
Durante séculos o braço inqusitorial torturou e matou muitos milhares de "heréticos". Até o  papa João Paulo pediu perdão aos judeus pela omissão, ou até apoio aos nazistas, no holocausto da segunda guerra mundial. Leio no livro "LA HISTORIA DE LA INQUISICION",  que alguns historiadores justificam os horrores da inquisição, e querem atribuir a culpa aos poderes civis e políticos. Vejam o que disse Luiz Paramo em 1598, em " DE ORIGENE ET PROGRESSU OFFICCII SANTAE INQUISITIONIS" "A inquisição existiu desde a criação do mundo, sendo Deus o primeiro inquisidor e Adão e Eva os primeiros hereges".
Durma-se com um barulho desses! Só falta quererem culpar Deus, pelos crimes cometidos
Para encerrar, repito a pergunta que torna-se rotineira: PORQUE OS TEÓLOGOS NÃO FALAM A VERDADE ´PARA O POVO?


Até a próxima.




Francisco Corrêa vice presidente do G. E. ALAN KARDEC.

terça-feira, 9 de agosto de 2011

AS RELIGIÕES E AS CURAS.

O preconceito e má-vontade contra os espíritas, por parte daqueles que se acham "ungidos pelo Divino Espírito Santo", tem causado enormes prejuízos na divulgação da verdade, ao longo de quase dois séculos. O próprio Código Penal Brasileiro está eivado desse preconceito acusando àqueles que aliviam as dores alheias sem cobrar um tostão, em casos em que a medicina convencional já havia desenganado, de curandeiros e mistificadores. Parecem estes "paladinos da justiça e da verdade", esquecerem-se  dos preceitos do Cristo e das curas executadas e estimuladas por ele. As curas religiosas não só devem partir dos espíritas verdadeiros, como dos verdadeiros cristãos, pois que é, como já dissemos, preceito evangélico. Senão vejamos: Em Matheus 10:8 '' CURAR OS ENFERMOS, RESSUSCITAR OS MORTOS, LIMPAR OS LEPROSOS, EXPELIR OS DEMÔNIOS, DAR DE GRAÇA O QUE DE GRAÇA RECEBEU".
As curas sempre estiveram ligadas à religião, eram em regra, nas igrejas que se faziam. O apóstolo Tiago, em sua epístola às doze tribos da Dispersão, aconselhava ( Tiago5:14 a 16) " Está alguém doente? Chamem os presbíteros da igreja, e estes façam oração sobre ele, ungindo-o com óleo em nome do Senhor. A oração da fé salvará o doente, e o Senhor o restabelecerá... muito pode a súplica fervorosa do justo".
A esta prescrição de Tiago, o professor Dr. Pedro Lain Entralgo, da faculdade de Medicina de Madrid, acrescentou estas palavras :  "- A enfermidade teve para os primitivos cristãos ( e deve ter para todos os cristãos, sejam médiuns ou não), um profundo, essencial, sentido religioso". E mais adiante, o prof. Entralgo assinalava em seu livro " ENFERMEDAD E PECADO": "- Em certas ocasiões, quando se acreditava que a enfermidade era devida a possessão demoníaca, usou-se também ( e se abusou) do exorcismo, sempre praticado "IN NOMINI CHRISTI".
Alguns ilustres cristãos, entre eles Taciano, o assírio, e Tertuliano, chegaram a crer ilícito o uso de medicamentos, achando suficiente a oração e o exorcismo. Taciano permitia o emprego de remédios aos pagãos, mas não aos seguidores do Cristo. Dizia: "- A cura com remédios procede em todas as suas formas, do engano; pois se alguém é curado pela matéria, confiando nela, tanto mais será abandonando-se ao poder de Deus...Quem se confia às propriedades da matéria, porque não há  de confiar em Deus?
São Bernardo curou, num dia, em Constança, 11 cegos e 18 coxos; em Colônia, fez com que os surdos ouvissem e os mudos falassem. Este mesmo santo achava que não era à medicina, mas à igreja, que se deviam buscar os remédios.
Com os passes, as santas curavam os enfermos.  Salientaram-se como passistas, entre outras, Santa Margarida, Santa Catarina, Santa Ildegarda.  Santa Odília curou um leproso só com o estender-lhe os braços em torno do corpo. Cosme e Damião eram taumaturgos incorrigíveis, chegaram a curar Justiniano, atacado de  mal de morte. E os exemplos são intermináveis, podendo também citar às curas mencionadas no LIVRO DOS MORTOS,  do Egito.
Queremos deixar bem claro, que não estamos defendendo o exercício da medicina em igrejas ou centros espíritas. No século 21 isto seria um contra senso, mas mostramos apenas os exemplos das curas mediúnicas, onde muitas vezes, a medicina terrena, já havia desenganado o paciente.
Temos pois que a arte de curar, por processos supranormais, está, em todos os tempos, ligada à idéia religiosa. Curava-se nos templos. Santos, santas e sacerdotes curavam como já mostramos. Os evangelhos, por onde se guiam´católicos, protestantes, como suas inúmeras seitas, ortodoxos, em suma, todos os povos cristãos, é um repositório de curas milagrosas, e o Cristo, o mestre, não só curava como mandava curar.  Se na prática moderna, o cuidar dos outros foi sendo substituído pelo cuidar de sí mesmo, não pode ela obscurecer o que a história ensina.
A DOUTRINA ESPÍRITA resgata através do passe, da água fluídificada e da desobssessão, os ensinamentos e as curas que os primeiros cristãos faziam e que posteriormente foram esquecidas pelas religiões que preferiam brigar entre sí pela posse exclusiva da verdade. Acredito firmemente que no futuro, quando a humanidade evoluir moralmente, caminharemos para uma religião única, livre de dissenções e preconceitos, preocupada apenas em tornar o ser humano melhor e mais tolerante, como JESUS ensinava " amar a Deus acima de todas as coisas, e o próximo como a sí mesmo".



Pensem nisso.


Francisco Corrêa - vice presidente do G. E. ALAN KARDEC.

domingo, 24 de julho de 2011

AS LEIS DIVINAS (continuação).

Continuando o tema do artigo anterior, quando analisávamos a forma como as religiões divulgam a imagem de Deus, concluímos naquela ocasião que mais afastam do que atraem seus seguidores, necessitando, portanto às mesmas, reverem urgentemente  seus conceitos. O espiritismo fez nova luz sobre as velhas questões que continuamente afloram à mente humana, relativamente ao Criador, suas leis, seus atributos. Deus é o ser de perfeição infinita, que não se confunde com a criação. Ele é a causa primária de tudo o que existe, e não efeito. A inteligência Suprema não só criou os universos material e espiritual, como lhes fixou leis sábias e imutáveis pelas quais regem, cujo conhecimento explica o funcionamento de toda a criação. Tudo o que se compõe harmoniosamente com as leis de Deus, constitui o bem. O mal não é criação de Deus, mas dos seres inteligentes, dotados de livre arbítrio, que contrariam as leis de Deus.
A  Doutrina Espírita trouxe esclarecimentos extraordinários à humanidade, possibilitando-lhe retificar muitos conceitos a respeito de Deus. Hoje temos melhores condições de entender Jesus, dando outro sentido a sua mensagem, exaltando o Amor Soberano como lei suprema do Universo. Deus no seu infinito poder, é amor manifestando-se em toda parte.
Podemos igualmente entender o papel da ciência, que não é  o de negar a existência do Criador, como se pretendeu,  mas o de tornar possível o conhecimento paulatino das leis que conduzem à realidade da matéria e do espírito, os dois elementos básicos do Universo. Com  tal compreensão fortalece-se a fé de forma racional, e não mais a fé cega. Entendemos que somos os artífices de nosso próprio destino e que depende apenas de nossos atos  bons ou maus, para atingirmos a tão sonhada felicidade com maior ou menor rapidez. Esta idéia não confirma totalmente a mensagem de Jesus " A CADA UM SEGUNDO SUAS OBRAS?" Cada um julga a sí mesmo. O tribunal é a própria consciência.
Não há pois, que temer a Deus. Seu amor e misericórida consistem em perdoar sempre, dando oportunidade a cada um, de retificar os desvios. A lei das reencarnações nos mundos materiais, como a terra, é uma forma de perdão permanente a todos os que se desviam da lei, oferecendo-lhes novas chances de retificação dos erros na mesma existência, ou praticados em outras.
Portanto, ao invés de medo ou temor, cabe-nos desenvolver a fé e a gratidão ao Criador, admirando-o como  Pai que está nos céus, como nos ensinou Jesus.
Harmonizemo-nos com suas leis divinas, que a revelação espírita explicitou na terceira parte do LIVRO DOS ESPÍRITOS, tornando mais fácil e compreensível o progresso moral da humanidade. Cumprir essas leis é a única e verdadeira forma de conquistar a felicidade. Quando entendermos isso, a violência e a corrupção acabarão  no mundo, pois o que se "ganha mal, gasta-se mal".
Pensem nisso.


Francisco Corrêa  Vice-presidente do G. E. ALAN KARDEC.

AS LEIS DIVINAS

Os homens devem buscar aprender e enriquecer seus conhecimentos, estudando e analisando as obras daqueles que sabem mais. Não é nenhum demérito termos consciência das nossas limitações, pelo contrário,  tal atitude demonstra humildade e sabedoria.
Ao longo da vida sempre tive inquietações sobre as questões básicas da vida tais como: O que somos? De onde viemos? Porque estamos encarnados neste planeta? Enfim,  qual o sentido da vida? Sentia a necessidade de crer em "algo superior", mas a religião católica, onde fui criado, nunca conseguiu satisfazer  minhas dúvidas em razão de estar escravizada aos dogmas que lhe foram impostos ao longo dos séculos. Não aceitava a idéia de um Deus imposto pelo temor e não pelo amor.
Ao ter acesso à Doutrina Espírita descobri que esta desenvolveu uma idéia de Deus bem diferente e muito distante das idéias contidas no velho testamento, transmitidas aos cristãos católicos e protestantes. Na realidade, o Deus dos exércitos, implacável, ciumento e vingativo, o "último juiz de nossos atos e apelos", impunha-se realmente pelo medo, embora o reconhecessem bom e amoroso.
Esse pensamento a respeito de Deus (Javé ou Jeová), predominante entre os hebreus foi herdado pela igreja de Roma. É certo que a concepção sobre Deus mudou muito a partir de Jesus, mas para muitas  seitas e crenças completamente fanatizadas, ainda deixa muito a desejar. Teme-se a morte, esquecendo-se dos ensinos de Jesus sobre a vida futura, como se teme o silêncio da noite, a obscuridade dos espaços infinitos, a inconsciência do sono natural ou provocado. Tudo é decorrência do temor ao desconhecido.
Teólogos famosos ao invés de combaterem tais atitudes, contribuíram para agravá-las, não sei a serviço de quem, sustentando o privilégio de determinadas criaturas "escolhidas" por Deus, fosse para a santificação, para a manifestação da inteligência fora do comun ou para o sofrimento injustificado. Crenças dessa natureza, estimuladas por teses teológicas conduziam fatalmente ao temor a Deus ao invés  do amor ensinado no maior mandamento. ratificado por Jesus. Esse caminho levou as religiões dogmáticas ao cúmulo do absurdo, ao pregar a "justificação pela fé", ou seja, a afirmação ridícula de que somos salvos pela "graça de Deus" e não pelas nossas obras. Isto, caros leitores, é o mesmo que tentar assustar um adolescente de 15 anos, ameaçando-o  com o bicho-papão. É esquecer que estamos no terceiro milênio, e a ciência deve caminhar de braços dados com a religião.
Não preciso ser muito esperto para fazer um vaticínio: "Ou as religiões ditas tradicionais, neste novo milênio, despertam desse sono secular ou fatalmente serão extintas uma a uma, por falta de adeptos.  A sociedade atual quer respostas e respostas urgentes, para seus anseios, angústias e questionamentos,  não admitindo mais ter sua inteligência agredida com "estórias da carrochinha", tais como inferno, purgatório ou paraíso. O mestre Kardec já dizia no século XVIII: " FÉ RACIOCINADA É SOMENTE AQUELA QUE PODE ENCARAR A RAZÃO FACE A FACE, EM TODAS AS ÉPOCAS DA HUMANIDADE"
Talvez esta seja a causa que faz a Doutrina Espírita ter um crescimento vertiginoso nos últimos anos no país, principalmente entre as classes que tem mais acesso a informação, e que por isso apresentam um visão crítica maior.
No próximo artigo continuaremos a dissertar sobre o tema.
Enquanto isso, reflitam sobre o assunto.


Francisco  Corrêa - Vice- Presidente do G. E. ALAN KARDEC.

domingo, 17 de julho de 2011

CONHECIMENTO ESPÍRITA X MUDANÇA DE COMPORTAMENTO.

Com base em alguns artigos publicados tempos  atrás,  na revista Reformador, vamos analisar o tema proposto no título acima.
O espírito ANDRÉ LUIZ, no livro Mecanismos da Mediunidade nos fala do "reflexo condicionado" e do quanto é difícil para o ser humano exercitar a reforma íntima, ou seja, vencer o "homem velho" na expressão de Paulo de Tarso, o apóstolo,  e fazer surgir o "homem novo",   renovado moralmente. A razão principal desta dificuldade é que todos os nossos vícios e imperfeições morais, de alguma forma nos dão prazer, seja o abuso do sexo, seja o tabagismo, o uso de drogas, a maledicência (fofoca) e tantos outros desvios de conduta.
Enquanto nos comprazermos nestas desgraças, não teremos forças suficientes para vencê-las. É por isso que para muitos resta apenas a dor e o sofrimento como processo educativo, como remédio amargo para despertarmos da ilusão em que vivemos à séculos. Chico Xavier, já nos dizia que apenas existem duas formas de evolução, o AMOR OU A DOR. É pena que a imensa maioria  escolha a segunda opção, por orgulho, vaidade, egoísmo, inveja, ciúme, etc....
A finalidade deste artigo é mostrar, como o título indica, de que forma o conhecimento espírita pode influenciar mudanças de hábitos e atitudes. Tal conhecimento adianta muito pouco  para o ser humano, se este permanecer apenas no plano intelectivo e não provocar mudanças de comportamento, tornando-o melhor. Muitas pessoas estudam regularmente (ou lêem) os livros espíritas, adquirindo razoável bagagem doutrinária, mas não conseguem aplicar os conhecimentos teóricos na prática, provavelmente pelas razões já expostas acima. Agem como se existisse uma distância intransponível entre teoria e prática. Esta distância entretanto não existe quando se trata de ensinamentos espíritas, ou pelo menos, não deveria existir.
Tanto Jesus, como os espíritos superiores não transmitiram ensinamentos que não tivessem condições de serem postos em prática.
Para produzir mudanças de comportamento, o conhecimento precisa ser INTROJETADO, isto é, incorporado em nós. Para isto, é ideal  seguir os seguintes passos, aconselhados pela DOUTRINA ESPÍRITA.
1) LEITURA OU ESTUDO: A leitura deve ser atenta e pausada. Quem lê sem estar atento, ou lê rápido demais, não assimila convenientemente. Além  disso, reler ajuda a compreender melhor. É importante salientar que não é somente lendo que aprendemos. Podemos ouvir a leitura ou as explicações feitas por outras pessoas (ou até estudar em grupos, como se faz nas casas espíritas).
2) MEDITAÇÃO SOBRE A LEITURA: A meditação ajuda-nos a compreender mais profundamente o que lemos e também nos auxilia no processo de introjeção.
3) INTROJEÇÃO:  Nesta fase, o conhecimento é incorporado em nós. Para que isso ocorra, é importante mentalizarmos o que o conhecimento nos manda fazer.  Em seguida, realizarmos um esforço para agir da forma recomendada. A repetição do ato (reflexo condicionado), com o tempo, transforma-se me hábito.
4) MUDANÇA DE COMPORTAMENTO:  Nesta fase, passamos a agir de acordo  com o que aprendemos. Para melhor compreender esta sequência, tomemos como exemplo uma pessoa que tenha o (mau) hábito de falar da vida alheia ( e quem não tem?). Na fase da leitura ela aprende que não devemos comentar os defeitos alheios e sim ressaltar o seu lado bom. Na segunda fase, ela medita sobre o ensinamento e conclui  que esta é a melhor forma de agir.  Na terceira fase, mentaliza que vai parar de falar mal dos outros e passar a enaltecer o lado bom de cada um. Esta medida nos coloca em estado de alerta (vigiai e orai) com dizia Jesus.  No momento em que temos a oportunidade de praticar a maledicência, mantemo-nos em silêncio, vigilantes, e aguardamos o momento próprio para ressaltar as virtudes de alguém. A repetição nos leva a frear automaticamente, nosso impulso para maldizer a vida alheia e consolida o hábito de só comentar coisas positivas.
Mudamos pois, o nosso comportamento, libertando-nos da maledicência e desenvolvendo nossa condição moral. Esta receita, antes de recomendá-la para os outros, devemos aplicá-la em nós mesmos. Não é fácil, mas com o tempo, passa a apresentar grandes resultados.
Muitos devem estar se perguntado, e para que tanto esforço?  A RESPOSTA É SIMPLES: ENQUANTO NÃO VENCERMOS A NÓS MESMOS, NOSSOS VÍCIOS E DESVIOS DE CONDUTA, NÃO ENCONTRAREMOS A TÃO SONHADA FELICIDADE, ELA ( a felicidade)  É IMPOSSÍVEL COM REMORSO E CONCIÊNCIA CULPADA!


Pensem nisso!



Francisco Corrêa  vice-presidente do G. E. ALAN KARDEC.

domingo, 10 de julho de 2011

A BICICLETA E O CICLISTA. ( continuação).

Em prosseguimento ao tema do artigo anterior, quando analisávamos a relação espírito-matéria e comparávamos esta relação como sendo idêntica à do ciclista com a bicicleta, hoje comentaremos os argumentos dados pelos materialistas de plantão para contestar a existência do espírito. Dizem estes que o homem é produto do seu próprio cérebro. Por isso,o que lhe afeta os miolos repercute em sua atividade motora, sensorial, intelectual, metal.....
Proclama o materialista: "- A prova de que a inteligência independe da suposta presença do espírito está no fato de que se ocorrer um problema qualquer com o tecido cerebral teremos dificuldade para exercitar as funções intelectivas e fisiológicas." Raciocínio simplista. Sendo o cérebro o instrumento da sua manifestação  no plano material, obviamente o espírito estará na dependência dele. O ser imortal pode ser muito inteligente, muito culto, mas se a caixa craniana apresentar grave disfunção teremos um deficiente mental. Algo semelhante a um ciclista que ficará impossiblitado de tranportar-se em sua bicicleta se um pneu furar ou romper-se a corrente que traciona as rodas. Existe outro exemplo ainda melhor, que facilita o entendimento do que estamos dizendo: " Quando falamos ao telefone, seria o cúmulo da ingenuidade o interlocutor imaginar que conversa com o aparelho. O telefone é apenas o instrumento de nosso contato. Se apresentar defeito, a comunicação ficará prejudicada.
Há ainda outro aspecto que LIQUIDA a tese materialista. Inúmeros doentes mentais são submetidos aos mais sofisticados exames e não revelam nenhuma disfunção orgânica, nem mesmo nos circuitos cerebrais. Enigmas para os médicos, que se limitam a prescrever-lhes tranquilizantes.
A DOUTRINA ESPÍRITA explica que o problema é decorrente de uma obsessão. O paciente tem comprometida sua integralidade mental pela influência de inimigos espirituais. O tratamento em hospitais psiquiátricos espíritas (passe magnético, agua fluidificada, sessões de desobssessão, reuniões evangélicas) opera prodígios, afastando obsessores que outras religiões chamam de satanás ou demônios, e promovendo a cura do paciente.
Isso não ocorre apenas com problemas mentais. Existem casos em que a ação do obsessor provoca males físicos que desafiam a medicina. Durante meses um homem sofreu intensas dores nas pernas. Os médicos não conseguiam um diagnóstico. Exames clínicos e laboratoriais nada revelavam. O paciente irritava-se quando lhe diziam que tratava-se de problemas psicológicos. Esbravejava: "-Dor não tem psicologia!".Mesmo assim submeteu-se à psicanálise com resultado nulo. Saturado de tanto sofrer pedia que lhe amputassem as pernas. Um amigo o convenceu a procurar um CENTRO ESPÍRITA. Lá explicaram-lhe que estava sendo assediado por um espírito que, a pretexto de vingar-se de passadas ofensas, impunha-lhe àquela tortura. Ficou sabendo que em vida anterior assassinara aquele que hoje o martirizava. Quebrara suas pernas, abandonando-o em região deserta, atormentado de dores intensas. Durante alguns meses submeteu-se ao tratamento com passes magnéticos e água fluidificada. Seu empenho, aliado às reuniões de desobssessão e a interferência de benfeitores do além, modificaram as disposições do perseguidor. Sensibilizado, disposto também a renovação, ele se afastou. Em breve, como por encanto, as dores desapareceram.
Aqui fazemos um parêntese para dizer que VIVENCIAMOS  pessoalmente isso, em nosso trabalho na casa espírita. A casa espírita é um hospital de almas, não se promete cura, mas pelo menos alivia-se a dor, seja ela moral ou física, dando coragem a pessoa, ensinando-lhe que nada é por acaso.
Para finalizar, diremos que mais cedo ou mais tarde, a ciência admitirá o fundamental. O HOMO SAPIENS que há muito domina a terra é apenas uma manifestação do espírito eterno que intelectualizou a matéria em favor de suas experiências evolutivas nos domínios da carne. Sem o binômio corpo-espírito jamais se operaria o desenvolvimento mental que retirou o homen do fundo das cavernas para elevá-lo às culminâncias da civilização tecnológica..


Pensem nisso.



Francisco Corrêa - Vice Presidende do G. E. ALAN KARDEC.

A BICICLETA E O CICLISTA. (primeira parte).

Lendo um artigo do grande escritor espírita Richard Simonetti, publicado na revista Reformador, fomos inspirados a escrever sobre o eterno conflito que arrasta-se através  dos séculos, tendo de um lado os céticos e materialistas e de outro os chamados espiritualistas, ou seja,  o grande enigma entre espírito e matéria. Não há controvérsias em expressões assim:
-Fulano tem espírito, é inteligente.
-Beltrano é espirituoso, tem senso de humor.
Ciclano é espiritualizado, cultiva valores morais.
A dificuldade surge quando empregamos a palavra espiritualista para designar pessoas que admitem a existência da alma, a individualidade eterna que sustenta o corpo físico e o situa como um ser pensante. Para muitos trata-se de mera fantasia religiosa, sem base científica. Segundo Simonetti, concebem que a capacidade de pensar é mero resultado da organização e do funcionamento de células cerebrais, que produzem o pensamento, assim como o fígado produz bile ou as glândulas de secreção interna produzem os hormônios. Certo patologista chegou a afirmar vaidosamente em certa oportunidade: -" Dissequei centenas de cérebros. Jamais encontrei o espírito". Richard Simonetti em seu artigo, então pergunta: -" Alguma pesquisa teria surpreendido idéias sendo produzidas pelos neurônios, da mesma forma que o pâncreas secreta insulina?".
- A MATÉRIA NÃO PENSA. Situemos a título de ilustração bem simples: A bicicleta. Trata-se de um veículo de transporte muito eficiente que, para movimentar-se, não pode abrir mão da força motriz gerada pelo ciclista. O corpo é a bicicleta que o espírito usa, segundo Simonetti, para a jornada humana. O corpo sem o espírito é um mero aglomerado de células em desagregação . A união do espírito com o corpo intelectualizou a matéria. transformando o ancestral símio antropóide, num ser pensante, da mesma forma que a presença do ciclista torna a bicicleta um veículo andante.
No próximo artigo  continuaremos a desenvolver o tema em questão, aproveitando-nos do conhecimento de Richard Simonetti, dando a versão materialista para o assunto, e provando que tal visão não consegue resistir à uma análise aprofundada. Também comentaremos itens do livro " O QUE É A MORTE"  de Carlos Imbassahy.

Até Lá.




Francisco Corrêa - Vice Presidente do G. E. ALAN KARDEC.

quarta-feira, 29 de junho de 2011

MEDICINA E ESPIRITISMO (continuação).

Continuando o artigo anterior, quando comentávamos o IV Congresso Nacional da Associação Médico-espírita de São Paulo, fazemos referência hoje ao tema desenvolvido nesse evento sobre a religiosidade na cura de doenças. Pela primeira vez o congresso recebeu cientistas que estudam fatores físicos e psicológicos envolvendo o poder da religiosidade na cura do corpo físico.
O físico quântico Dr. AMIT GOSWANI mostrou as experiências da física que comprovam os campos sutis da matéria, que para os religiosos seria o espírito ou o campo eletromagnético que permitiria receber as vibrações energéticas da prece.
O psiquiatra britânico doutor PETER FENWICK assistiu todas as palestras e ficou impressionado com os estudos e os trabalhos de hospitais brasileiros no tratamento com a ajuda da religião. Ele relatou o vasto estudo de pesquisa de experiências de quase morte (EQM) e lembranças no processo de ressuscitação de pacientes clinicamente mortos por um tempo.
O psicogeriatra doutor HAROLDO KOEING apresentou resultados de trabalhos e pesquisas sobre a integração da religiosidade dos pacientes e da prece à distancia no resultado de cura. O médico californiano ficou muito contente em saber que no Brasil, um país tão religioso, os médicos comecem a articular uma mudança no modelo de atendimento em relação aos pacientes. " Nos Estados Unidos até os seguros de saúde estão investindo nos médicos que passam a reduzir gastos ambulatoriais e laboratoriais incluindo a medicina energética ou espiritual. No processo de autocura todos ganham e os médicos conseguem restabelecer seu papel, ou seja, promover a saúde.
Para finalizar o congresso, os médicos discutiram, com mais de mil participantes, a humanização do relacionamento médico-paciente, lembrando o juramento de HIPÓCRATES, que para muitos profissionais não passa  de juramento "HIPÓCRITA", como  tristemente temos presenciado em processos na justiça.
O objetivo é fazer com que os profissionais da medicina se preocupem com o paciente de uma forma holística, não só como alguém que precisa de medicamento químico.
Também foi elaborada uma carta, posicionando os médicos espíritas contra a prática do aborto, contra a pílula do dia seguinte, a favor da prescrição  de métodos de controle de natalidade que impeçam a fecundação, pela preservação de todos os embriões congelados, contra a clonagem humana, tanto reprodutiva quanta a terapêutica, contra a eutanásia e a distanásia (tratamento inútil para prolongar a vida) e contra qualquer método de suicídio assitido. "O compromisso de todos os médicos é com a vida. O médico que segue a Doutrina Espírita deve zelar em dobro pela vida carnal e espiritual", explicou a dra. Marlene Nobre, presidente da AME (Associação Médico-Espírita) de São Paulo.
Médicos espíritas da Argentina, México, Colômbia, Paraguai e Panamá estiveram presentes no congresso brasileiro para ratificar o compromisso de ampliar e implantar os preceitos da medicina energética, da prece e da religiosidade.
A  ciência de uma forma geral, e particularmente a medicina deve ter a humildade de admitir que os bancos acadêmicos ainda não descobriram tudo que envolve a relação doença-cura, e que a Doutrina Espírita tem muito a ensinar a quem tiver "OLHOS DE VER E OUVIDOS DE OUVIR", como dizia Jesus.

Até a próxima.



Francisco Corrêa vice-presidente do G. E. ALAN KARDEC / PELOTAS RS.

terça-feira, 28 de junho de 2011

MEDICINA E ESPIRITISMO

Ao ler, tempos atrás, um artigo publicado no Jornal Espírita de São Paulo, datado do mês de julho/2003, tomei conhecimento do IV Congresso  Nacional da Associação Médico-Espírita do Brasil (depois desse já houveram vários outros), que discutiu o tema MEDICINA E ESPIRITUALIDADE na obra de Chico Xavier, em homenagem ao primeiro ano da morte de um dos principais líderes do espiritismo no país. Apesar de não ser médico, este tema, ou seja, a relação entre o conhecimento espírita e a medicina sempre me fascinou, por abordar com profundidade a relação de causa e efeito, entre doença e cura.
A abertura do evento, que contou com a presença de cerca de 1,7 mil pessoas, foi feita pela médium e orador espírita Divaldo Franco, que discorreu sobre JESUS, O MÉDICO DAS ALMAS, destacando que Jesus é um homem incomparável  e que por isso, milhares de obras já foram escritas a seu respeito. Lembrou de Roma antiga, dos dias de sofrimento e despautério, e da chegada de Jesus propondo mudanças nas velhas estruturas e novos paradigmas:  de que somente o amor pode levar à plenitude. " Ele é a personalidade mais penetrante da história da humanidade. Veio de outro planeta com a tarefa de reconstruir a terra. Ele nos serve de modelo e guia nesses dias turbulentos", disse.
Divaldo Franco salientou ainda as varias passagens da vida de Jesus, as curas que realizou e, principalmente, a declaração feita a um dos apóstolos de que " não veio para curar corpos, mas para ser médico das almas", assim como a de que viria novamente à humanidade através de um consolador. E frisou, relembrando a vida de Jesus, seus atos, falas e curas, que " ELE é a resposta para todos os males".
A seguir faremos um pequeno resumo de alguns dos temas que mereceram destaque no congresso:
1) VIDA PRÉ-NATAL E TABAGISMO- Palestra apresentada pelo médico colombiano Fábio Villarraga, citando o filósofo Tertuliano que sustentava a idéia de que a alma já se encontrava presente no embrião. Falou ainda que aos 18 dias de gestação, um pequeno coração já começa a  bater e lembrou que, no segundo mês, começam a ser desenvolvidos alguns sentidos, como a visão e o tato, sendo que a partir do quinto mês já escuta a voz da mãe. Baseado nisso apontou elementos benéficos que um clima familiar equilibrado causam na criança, e os males causados pelo uso de drogas e tabagismo durante a gestação. Villarraga citou também as reações de pãnico e pavor sentidas pelo feto momentos antes de ser expelido no caso de interrupção forçada de gravidez (abôrto) e finalizou a palestra falando de alguns direitos do futuro bebê: -" Tenho o direito de amar e ser amado, tenho vida espiritual, mas também necessito da vida material para dar continuidade à minha missão, e tenho o direito de permanecer durante nove meses no seio materno, a não ser que causas naturais venham a acontecer".
No próximo artigo comentaremos o tema "RELIGIOSIDADE NA CURA DE PACIENTES E A CARTA DIVULGADA PELOS MÉDICOS ESPÍRITAS CONTRA O ABÔRTO E A EUTANÁSIA.
ATÉ LÁ.



Francisco Corrêa. Vice-presidente do G. E. ALAN KARDEC/ PELOTAS RS.

quarta-feira, 22 de junho de 2011

CHICO XAVIER, DIVALDO FRANCO...INTERESSEIROS?

Chegaria a ser comovente, se não fosse patético, o esforço de alguns retrógrados em tentar denegrir o espiritismo. Sinceramente não gostaria de estar  na "pele deles" (os teólogos e evangélicos de plantão), pois a tarefa que arrojaram para sí é totalmente ingrata, tentando caminhar na contramão da história e da evolução. É o mesmo que tentar apagar um incêndio na floresta com um copo d'agua.
Queiram ou não, gostem ou não, o espiritismo é uma realidade incontestável, a cada dia mais comprovado pela ciência, vindo portanto para ficar. O aumento vertiginoso da venda e livros espíritas, comprova a ânsia da humanidade em pesquisar as verdades espirituais, que as religiões de uma forma geral, fracassaram ao tentar divulgar, maquiadas com dogmas ridículos que as escravizaram.
Semanas atrás, assistí um comentário de um certo pastor evangélico, desses que tem horário pago em televisão aberta, referindo-se textualmente à chico xavier e Divaldo Franco como "pseudo-psicógrafos que fazem do espiritismo uma alavanca  para seus interesses pessoais..." Pergunto aos leitores: ALGUÉM EM SÃ CONSCIÊNCIA PODE ACHAR QUE CHICO E DIVALDO USARAM ALGUMA VEZ O ESPIRITISMO EM PROVEITO PESSOAL? COMO ALGUÉM QUE SE DIZ CRISTÃO PODE TER TANTA MÁ FÉ E DESTILAR TANTO VENENO? Lanço aqui um desafio. Que os leitores, espíritas ou não, porque tanto chico como divaldo, por tudo que já fizeram, extrapolam as fronteiras de uma religião, escrevam ou mandem e-mails dando sua opinião: O QUE ACHAM? SÃO OS ESPÍRITAS QUE VIVEM ÀS CUSTAS DA FÉ? SÃO OS ESPÍRITAS QUE ESTABELECEM "DÍZIMOS" PARA TIRAR DINHEIRO DO POVO? SERÁ QUE É O "JESUS DOS ESPÍRITAS" QUE TEM CONTA BANCÁRIA?
Talvez seja isso que incomode aos detratores do espiritismo, o fato de não terem argumentos para combatê-lo, àqueles que defendem a "indústria da fé". Possivelmente se vivêssemos na idade média eu já teria virado "churrasquinho" na fogueira "santa" da inquisição. Não é verdade srs. Torquemadas modernos?
A Doutrina Espírita é como massa de pão, quanto mais batem, mais ela cresce. Atribuir a produção de textos psicográficos a mentes doentias, perturbadas, enfermiças, desajustadas ou interesseiras, parece ser uma solução bastante cômoda, para quem não tem outra explicação a dar. Além de demonstrar descompasso com os estudos da psicologia.
A psicografia no Brasil, mesmo considerada desacreditada por uma parcela da população, irrompe independente e instigante, num crescimento otimista e confiante, ao formar mentalidades não só no Brasil, como no mundo todo. E para desespero de seus inimigos não vai acabar, como eles desejam. Outras religiões e seitas é que estarão com os dias contados caso não percebam que estão remando contra a maré.
Talvez estejam apedrejando esta árvore, àqueles que não desejam que o povo se console das dores e sofrimentos, ao saborearem as apetitosas e suculentas frutas fornecidas pelo espiritismo. Perguntemos a uma mãe que foi consolada ao receber uma mensagem do além, através da caneta de Chico Xavier, sabendo que seu amado filho não está perdido para sempre, qual a verdade que ela prefere!
Para encerrar, deixamos um questionamento para os leitores meditarem: QUEM JÁ SECOU MAIS LÁGRIMAS DE DOR E SOFRIMENTO? AS RELIGIÕES DOGMÁTICAS EM MILÊNIOS OU O ESPIRITISMO EM POUCO MAIS DE 150 ANOS DE VIDA?
Respondam para sí mesmos!


Francisco Corrêa - Vice presidente do G. E. ALAN KARDEC.

quinta-feira, 16 de junho de 2011

CRIACIONISMO OU EVOLUCIONISMO?

É lamentável ler e ouvir mentalidades bitoladas e retrógradas que acreditam ser a teoria evolucionista da vida, tão bem representada por CHARLES DARWIN, responsável pela diminuição da sabedoria e poder de Deus. O espiritismo sempre combaterá esta idéia. O evolucionismo somente confirma a grandiosidade de Deus, pois sabemos que não cai uma folha de uma árvore sem que Deus assim o permita, ou sem que haja uma razão superior para tal.
Na pergunta 607 do LIVRO DOS ESPÍRITOS, Kardec questiona sobre onde passa o espírito a primeira fase do seu desenvolvimento e a resposta é a seguinte: "- Numa série de existências que precedem o período a que chamais humanidade. É de certo modo um trabalho preparatório, como o da germinação, por efeito do qual o princípio inteligente sofre uma transformação e se torna espírito. Começa a ter então consiência de sí mesmo e do seu futuro, capacidade de distinguir o bem do mal e a responsabilidade de seus atos".
Leon Dênis, considerado o sucessor de Alan Kardec. declara que "o princípio inteligente dorme no mineral, sonha no vegetal, agita-se no animal e desperta no homem, o espírito, antes de ser espírito, foi principio inteligente nos reinos inferiores da natureza."
Isto em nada diminui o homen e nem o próprio Deus, apenas mostra a grandiosidade da obra divina, onde tudo se encadeia e não há solução de continuidade, em momento algum.
Lavoisier, o famoso cientista dos primórdios da ciência química, deixou a conclusão abrangente que na "natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma". A verdade é que tudo evolui, tudo progride, tudo se renova. Com o homem se dá o mesmo, já que somos seres em evolução no "EDUCANDÁRIO" terrestre, em longa viagem rumo aos portos da felicidade perfeita, que decorre da observância, da prática e do ajustamento às leis divinas, da qual ainda nos distanciamos. Tudo se encadeia na natureza de forma perfeita e equilibrada. O que mostra mais a sabedoria e inteligência de Deus que fazer o princípio inteligente evoluir passando por todos os reinos ( mineral, vegetal, animal e hominal ) até chegar a ser espírito, onde então adquire livre arbítrio e responsabilidade por suas ações? Tudo é fruto do amor de Deus para com suas criaturas, somos o reflexo do amor de Deus. As plantas, os animais são nossos irmãos menores, passemos a vê-los assim e tratemo-los com carinho. Disse-nos Leon Dênis, " a vida terrestre e uma escola", tratemos então de sermos aprovados. A responsabilidade do meio ambiente é responsabilidade de todos nós.
Charles Darwin realizou longo estudo sobre as espécies animais e concluiu que elas evoluem. Publicou sua pesquisa em 1860, tres anos após o lançamento de O LIVRO DOS ESPÍRITOS, vindo a confirmar e fortificar a DOUTRINA ESPÍRITA.
Estamos aqui divulgando uma nova visão da origem da vida, contrapondo ao criacionismo bíblico, que procura humanizar DEUS, dando-lhe uma dimensão menor. Deus é a inteligência Suprema, causa primária de todas as coisas, portanto, não vamos subestimá-Lo.  O espiritismo acredita no DEUS QUE PRESIDE A VIDA EM TODO O UNIVERSO, e não no deus que os homens criaram, dando-lhe características humanas e imperfeitas tais como raiva, vingança, ciúme etc...
O que diminui mais o ser humano? Ter descendido de um símio antropóide, confirmando uma evolução solidária em toda a natureza, ou ser criado por um deus (assim mesmo, minúsculo) que se confunde com a criatura? Os leitores analisem por si próprios. Pensem sem estarem escravizados e algemados à dogmas.
Boa Sorte.



Até a próxima.



Francisco Corrêa. vice-presidente do Grupo Espírita Alan Kardec/Pelotas.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

REENCARNAÇÃO; hipótese ou realidade?

Frequentemente converso com pessoas não pertencentes ao meio espírita, mesmo aqui em Pelotas, onde resido atualmente, que ao lêrem os artigos por mim publicados, fazem o seguinte questionamento: COMO SE PODERIA PROVAR QUE JÁ VIVEMOS OUTRAS VIDAS EM OUTROS CORPOS, E QUE VOLTAREMOS A REENCARNAR?
Estas dúvidas motivaram-me a escrever hoje sobre o assunto, dizendo antes de mais nada que a reencarnação é algo verdadeiro e inatacável, embora alguns pseudo-estudiosos da Bíblia tentem "malhar em ferro frio", ou seja, negá-la. Esta não é uma idéia que foi tirada do nada, ou de uma pessoa, ou de um grupo que aceita tudo sem raciocínio.
Para fazer a sua defesa nos baseamos simplesmente em fatos, senão vejamos: Como explicar, por exemplo, que Chico Xavier, cuja escolaridade era até a quarta série primária, tinha como "suas",  412 obras de diversos assuntos do mais profundo conhecimento? E as psicografias de entes queridos comprovadas pelos mais íntimos detalhes. Podemos lembrar ainda das terapias de vidas passadas, cuja regressão traz à memória lugares e  idiomas nunca antes conhecidos pela pessoa, na vida atual.
Segundo um princípio da ciencia, é necessário que todo efeito remonta à uma causa. A justiça, meio onde atuo como policial, nos oferece um notável exemplo desse princípio: ao descobrir evidências de um crime, as intenções que atestam a culpabilidade do agressor, mesmo ele não sendo apanhado em flagrante delito, podem condená-lo por esses indícios.
A ciência, ao caminhar pelas vias da experimentação, afirma diariamente princípios obtidos por induções das causas, observando unicamente, seus efeitos. No livro OBRAS PÓSTUMAS de Alan Kardec, discorrendo sobre o tema, este diz que a Geologia atesta a idade da terra e das rochas pela indução e não por estar presente no momento da sedimentação das camadas rochosas, que determinam a idade dos minerais. O mesmo acontece com relação ao peso dos planetas, sua densidade, volume, que são conhecidos por astrônomos, físicos e químicos, não por experiências diretas, mas por analogia e indução.
Segundo a física, a intimidade do átomo, nas suas partículas quânticas, é teoria admitida como verdadeira pelos homens de ciência, mesmo não sendo provada materialmente, porque a razão assim o determina.
É por todos esses argumentos acima mencionados que dizemos o espiritismo caminhar junto com a ciência, para provar seus postulados. Quando algo ofende a razão, apesar de ser aceita oficialmente pelos homens cultos da época, cai perante o tempo. Assim foi com a teoria de que o sol girava em torno da terra. Mesmo com o testemunho de alguns, prevaleceu o raciocínio.
A reencarnação, como explicação para tantas injustiças, diferenças, anomalias físicas e morais, é algo que aos poucos a humanidade receberá como verdade incontestável. "A FÉ NECESSITA DE BASE E ESTA BASE CONSISTE NA INTELIGÊNCIA PERFEITA DAQUILO EM QUE SE HAJA DE CRER. PARA CRER NÃO BASTA VÊR,  É PRECISO, SOBRETUDO. COMPREENDER." Evangelho segundo o espiritismo.
A cada dia torna-se mais difícil aos inimigos do espiritismo, encontrar argumentos para combatê-lo, pois o avanço da ciência e do conhecimento mostram de forma incontestável com quem está a verdade. E a verdade é como o sol, mais cedo ou mais tarde, vence as densas nuvens da ignorância e do fanatismo, e volta a brilhar.

Pensem nisso e até a próxima.


Francisco Corrêa- vice presidente do G. E. Alan Kardec.

terça-feira, 31 de maio de 2011

O SONHO PREMONITÓRIO DE JOÃO HUSS (parte final).

No contexto narrado no artigo anterior, o arcebispo de Praga  ordenou que se queimasse todos os artigos de John Wyclife existentes na Universidade. Quando os membros do clero se reuniram para assistir à queima, Huss exclamou: "-As chamas, meus amigos, não destroem a verdade; sempre foi prova de mesquinhez desafogar a cólera em objetos inanimados e inofensivos; os livros, que hoje queimam, são uma perda para a nação inteira."
Multidões inteiras afluíram para ouvir a voz do seu compatriota. Não precisamos dizer que isso bastou para despertar a ira incendiária de Roma; seu estranho método de mostrar a verdade começou a molestar o papa. Veio de Roma a bula da excomunhão e, mesmo assim ele continuou pregando, até ser traído e preso, acusado de heresia. Seus amigos  pediram apoio ao Imperador mas a resposta foi taxativa: - Como proteger um homem que havia escrito literalmente "As ordens do Papa, Imperadores, Reis e Príncipes, e outras autoridades, não devem ser obedecidas a não ser que estejam fundamentadas na razão";
Submetido ao concílio dos Cardeais, era chegado o momento de falar. O que mais magoou John Huss foi a presença de três compatriotas comprados com dinheiro e promessas em troca de um falso testemunho. Após o julgamento, Huss foi levado para o calabouço e, naquela noite, como narram os escritores THOMAS & THOMAS, teve uma visão. Huss contou aos fiéis discipulos: "- sonhei que tinham destruído todas as representações de Cristo em Belém, mas na manhã seguinte, ao levantar-me, ví muitos pintores que pintavam imagens ainda mais belas, do que àquelas destruídas por bispos e padres."
Observa-se que Huss teve uma visão do futuro, ou o que hoje se chama em PERCEPÇÃO EXTRA-SENSORIAL, DE PREMONIÇÃO, pois simbolicamente, estes pintores das belezas espirituais nada mais são do que os espíritos que, no futuro, deixarão a Kardec o manancial inabalável que é o consolador prometido. No outro dia, tentaram persuadir Huss mas ele disse: "- Antes sacrificar a vida do que renunciar a verdade".Quando se levantou para ouvir a sentença do Concílio, no dia 06 de fevereiro de 1415, viu um grupo de homens separados dele, não pela distância de alguns passos, mas por muitos séculos. Arrancaram-lhe as vestes, rasparam-lhe o cabelo em cruz e puseram-lhe um chapéu pintado com a figura de três demônios onde se lia a seguinte inscrição "HIC ST HOERESIARCHA". Huss murmurava tristemente: " A corôa de espinhos  é mais pesada e mais difícil de levar". Amarrado a um poste de madeira à volta do qual amontoaram palha seca e colocaram fogo. Huss então, ajoelhou-se e disse: "- Vós hoje assais um pato mas, dia virá em que voará um cisne de luz tão alto que as vossas labaredas não mais o alcançarão".
Jerônimo de Praga, que assistia à fogueira humana, saiu à correr para os arredores da cidade e, após vencer o temor, continuou a pregar a mesma doutrina de Huss. Neste mesmo ano, ele também foi condenado pelos inquisidores e acabou assando na fogueira. A fogueira foi em vão. As idéias de JOHN HUSS, continuavam a caminhar pela população e, no futuro, ele voltaria, não mais para pedir tolerância religiosa, mas para codificar a grande doutrina de Jesus, O ESPIRITISMO.


Até a Próxima.



Francisco Corrêa-  vice presidente do G. E. ALAN KARDEC.

domingo, 29 de maio de 2011

O SONHO PREMONI´TÓRIO DE JOÃO HUSS (primeira parte).

No dia 06 de julho de 1369, em uma aldeia no sul da BOÊMIA, Tchecoslováquia, nasceu João Huss, nome de batismo, João Husinec. No idioma tcheco, Huss significa "pato". Para as pessoas não familiarizadas com a Doutrina Espírita, informamos que João Huss, conforme informação do espírito ZÉFIRO, a partir de escritos dados à Sociedade Parisience de Estudos Espíritas, através da médium Ermance Daufaux no ano de 1857, foi nada mais nada menos que a reencarnação de Alan Kardec, codificador espírita.
Ao analisarmos a vida de João Huss, e esta é a finalidade deste artigo, veremos que as reencarnações são sequências normais de vida do espírito e a confirmação de que existe um traço de união ligando o passado, o presente e o futuro, não havendo pois solução de continuidade na nossa vida, antes e depois do túmulo.
Mas, continuando nossa história, o pequeno João Huss, desde a mais tenra idade, estirado ao pé da lareira, lia as histórias de santos e mártires da igreja católica. Certa vez, levantou-se e pôs a mão no fogo da lareira e sua mãe, assustada, puxou rapidamente o menino enquanto ele se justificava; -"Queria apenas experimentar até que ponto serei capaz de suportar o mártírio das torturas".
Na idade adulta recebeu o grau de Mestre em Artes da Universidade de Praga, passando a partir daí, a ensinar com brilho, conquistando o cargo de Reitor, aceitando a ordenação de Sacerdote. Assim, aos 35 anos, alcançou o auge de sua carreira.
No entanto era um homen simples que mantinha a alma não corrompida pela vaidade. Em uma das capelas, a de Belém, se processava um movimento religioso e encarregaram Huss de reorganizar o movimento local. Nessa igreja, as orações não eram lidas em latim, mas na língua vernácula da Boêmia. Nesse período, um grande amigo de João Huss, Jerônimo de Praga, retornou da Inglaterra trazendo consigo o pensamento vivo de um sacerdote de nome JOHN WYCLIFE. Embora Wyclife fosse doutor em teologia de Oxford, seus escritos eram mal vistos pela igreja.  Quanto mais lia a doutrina Wyclifiana mais se maravilhava com sua heresia.  Wyclife não combatia a Igreja mas apenas os homens corruptos que diziam representá-la. Convidava o clero a despojar-se das riquezas e do poder temporário para viver a vida de espírito. Pedia que se traduzisse a Bíblia PARA TODOS OS IDIOMAS dos povos católicos.
Quando Huss acabou de ler estava extasiado. E nessa empolgação, começou a ler os livros ao público da sua congregação e aos alunos da Universidade. O autor pedia a expulsão dos vendilhões do templo. -"Também eu -  decidiu Huss para si mesmo - "dedicarei minha vida a esta tarefa".
Este homen, a partir de então, passou a combater os desmandos da igreja, em nome do poder e da fé, pagando por isso com a própria vida.
No próximo artigo, continuaremos a contar a história de JOÃO HUSS e do Espiritismo nascente, que seria codificado mais de quatro séculos depois, pelo mesmo espírito, reencarnado com o nome ALAN KARDEC.


Francisco Corrêa.
Vice-presidente do G. E. ALAN KARDEC - PELOTAS RS.

sábado, 9 de abril de 2011

JUNG MOSTRA À FREUD A REALIDADE ESPIRITUAL

Continuando com o tema do artigo anterior, repercuto hoje a matéria  da revista italiana LUCE E OBRA (luz e obra), sob a responsabilidade da professora Paola Giovetti, em que veremos Jung confabulando com Freud acêrca de fenômenos mediúnicos e, em destaque indagando do mestre da psicanálise sobre o advento da psicologia experimental ou científica.
Este valioso encontro se deu na residência de Freud, em Viena, e Carl Jung ali fora agradecer o envio da parte de Freud do livro 'Interpretações dos Sonhos", obra esta que lhe causara forte impressão, aproveitando o momento para obter do professor vienense uma opinião sobre os fatos identificados por Jung como fenômenos ocultos e que lhe haviam causado profundas reflexões.  Jung destacou naquela conversa a sua apreciação sobre a precognição e provocou Freud para uma manifesta opinião sobre aquela assunto que ocupava a mente de muitos cientistas, em várias partes do mundo. A reação de Freud foi um tanto decepcionante para Jung, pois ele repeliu toda e qualquer possibilidade de seres extra-corpóreos produzirem fenômenos capazes de serem analizados cientificamente. A reação foi naquele momento, pois, conforme a articulista, anos mais tarde Freud mudaria de idéia e reconheceria a seriedade dos fenômenos ocultos.
Fato curioso, providencial e proposital, provocados por espíritos amigos dos dois cientistas da alma, ocorreu quando os dois conversavam e que foi narrado pelo próprio Jung: "-Enquanto Freud externava os seus argumentos, rejeitando os fenômenos por min defendidos, algo de muito estranho ocorreu na sala contígua, onde havia a biblioteca. Uma forte sacudida parecia arrancar a imensa prateleira onde estavam os livros. Freud e eu nos assustamos muito, e saltamos fora dos assentos onde estávamos. Então falei "Aí está um exemplo dos tais fenômenos". Ainda assim Freud teve uma reação de absoluta desconfiança e disse tratar-se de uma autêntica tolice". Jung narra espontaneamente, que naquele momento pôde sentir a presença de Entidades Espirituais no ambiente, e que aqueles "amigos espirituais" alí estavam para dar provas de um poder maior, não controlado pela mente humana. E confiante naquela assistência que o PLANO MAIOR lhe oferecia, diz: "-Estais enganado Her Professor(senhor professor) e para provar afirmo que dentro de alguns minutos ocorrerá um idêntico fenômeno". Assim foi, e na mesma biblioteca reproduziu-se outro igual barulho, na mesma intensidade do primeiro. Freud limitou-se a olhar estupefato, para Jung sem conseguir dizer uma única palavra, mas o seu olhar traduzia uma certa insatisfação diante do incontrolável poder dos ESPÍRITOS.
Tudo isso, sabemos nós espíritas, não passava de um fenômeno mediúnico, catalogado por Alan Kardec, como fenômeno de EFEITOS FÍSICOS. Esta experiência junto à Freud, renitente e obstinado em não aceitar a interferência dos espíritos, LEVOU JUNG A ABORRECER-SE COM A CIÊNCIA.
Diante desta atitude pouco científica, Jung ressaltou o trabalho de WILLIAN CROOKES e enalteceu o esforço de ZOLNER como pesquisador, já que ambos haviam empenhado a reputação que possuíam como cientistas, afirmando, após havê-los estudado cuidadosamente, a veracidade daqueles fenômenos. Jung, com muita justiça, os chamou de "HERÓICOS MÁRTIRES" da ciência. Ampliou seus estudos, aceitando a seriedade dos fenômenos mediúnicos, aproximando-se do parapsicólogo alemão ALBERT SCHERENCK NOTZING e do prof. EUGEM BIEULER e juntos realizaram várias reuniões com o médium austríaco RUDI SCHNEIDER, famoso pelos fenômenos físicos que produzia, como a levitação e a materialização de espíritos bem conhecidos na história da Àustria e da Alemanha.
Àqueles que reagiram de forma cética, aos artigos anteriores, porque não questionaram as universidades em que estudam, para saber a  razão destas, surrupiarem estas informações de seus alunos?

Pensem nisso e até a próxima.



Francisco Corrêa - Vice-presidente do G. E. Alan Kardec.

domingo, 3 de abril de 2011

O ESPÍRITA C. G. JUNG.

Antes de entrar propriamente no tema deste artigo, gostaria de fazer uma ressalva. Provavelmente muitos leitores devem questionar como alguém que não possui conhecimento técnico, acadêmico, pode aprofundar-se em determinados assuntos. A resposta é simples: Procuro abastecer-me com àqueles que sabem mais e principalmente, consulto os meus melhores amigos, OS LIVROS. Até porque o conhecimento acadêmico, neste país, ainda deixa muito a desejar e infeliz daquele que pensar saber tudo pelo fato de concluir uma universidade.
Todo esse preâmbulo é para falar hoje sobre um livro de C. G. JUNG chamado " RECORDAÇÕES, SONHOS E REFLEXÕES",  onde no capítulo "A vida depois da morte", o mestre corajosamente enfrenta uma área que é "tabú" para as ciências acadêmicas, como a que vai além da morte. Este livro, durante muito tempo foi "subtraído" aos estudantes da área "Psí", e a razão principal disso era que "não convinha serem tais fatos conhecidos e debatidos na Universidade" Por essa razão, caros universitários, não pensem que sabem tudo, somente pelo fato de estarem matriculados em curso superior,  repito.
Tentaremos com base no livro em questão mostrar que Jung, tomou conhecimento da reencarnação e teve a coragem de admitir isso publicamente! Estão surpresos, Srs. psiquiatras e psicanalistas materialistas? Pois então, procurem lêr o livro citado, e verão que sabem menos do que o próprio "ego" lhes diz. Segundo José Guilherme Merquior, Doutor  em Filosofia pela Universidade de Londres, e pela Sorbone de Paris, num artigo publicado em fevereiro de 1982, cujo título era "FREUD OU FRAUDE?" a psicanálise é o maior embuste do século vinte". No trabalho em questão ele diz: "- Um gáz voce não vê, mas pode ter provas de que ele existe. Como se pode comprovar a existência do ID, EGO E SUPEREGO?" Ante esta pergunta respondeu com precisão: "- Não só o conceito de inconsciente não é óbviamente observável ( e isto o próprio Freud reconhece) como a teoria não foi capaz de, até hoje, fazer uma ponte rumo à psicologia experimental. Freud tentou fazer ciência. Mas, em quase um século não se conseguiu uma demonstração lógica que pudesse conferir à psicanálise um status científico"
Ricularizam,  os psicanalístas, os relatos mediúnicos e os taxam de "psicoses ou superstições", mas sem bases científicas a psicanálise é sim uma superstição teórica, uma arquitetação de fantasias; porque como diz José Guilherme, "é comun ao analisando curtir uma análise a tal ponto que acaba induzindo a sua própria neurose".
Para muitos psicólogos e analistas Freud explicou tudo... Freud também acreditou nisso e desprezou advertências de um discípulo que o suplantou nítidamente. Referimo-nos a JUNG, é claro, que VIVEU experências que Freud não viveu, portanto com  conhecimento próprio, e estes fatos estão relatados no livro mencionado acima. A obra em questão foi traduzida do original alemão para o italiano, tradução esta feita por Guido Russo, Casa Editorice IL SAGIATORE - MILANO 1965. O competente Prof. Henrique Rodrigues fez então a tradução para o português, e repercutiu o assunto em seu livro " A CIÊNCIA DO ESPÍRITO" na página 163 capítulo "Diante do inconsciente", onde Jung narra claramente como escreveu a obra intitulada " SETE SERMÕES AOS MORTOS",  de cunho totalmente mediúnico.
À certa altura  narra Jung: "- Eu vivia um estado  de total  inquietação. Em volta sentia uma atmosfera sinistra. Tinha a estranha sensação  de que o ar estivesse  cheio  de entidades espectrais. Depois foi como se minha casa fosse habitada por espíritos. A minha filha mais velha viu uma figura branca atravessando a sala; a segunda, independente da irmã, narrou  que por duas noites seguidas lhe tinha tirado o lençol da cama. No domingo, pelas cinco da tarde, a campanhia do portão de minha casa  tocou, de maneira louca. Eu estava sentado não muito distante da campainha e, não só a ouvi tocar, mas a ví mover-se. Todos correram à porta para ver quem podia ser, mas não havia ninguém"
Ao lêrem estas palavras de Jung muitos dirão que tratava-se de uma alucinação. Mas pergunto, é possível alucinação coletiva? Todos vendo e ouvindo a mesma coisa, no mesmo momento?
Estamos aqui fazendo um pequeno resumo do livro em questão, para provar que falamos com base sólida. Mais adiante, na página 356, continua Jung:"- Recentemente, tenho observado em min mesmo uma série de sonhos que parecem descrever o processo da REENCARNAÇÃO em uma pessoa falecida, de minhas  relações. Devo confessar  que depois desta experiência considero o problema da reencarnação com outros olhos, embora não me encontre na condição de poder sustentar uma opinião definitiva. Em tal caso, a alma se desligaria do mundo tridimensional e alcançaria  aquilo  que os budistas chamam de NIRVANA. Mas, se ainda permanece um KARMA disponível, a alma é então retomada ainda uma vez  à vida, talvez também porque resta ainda alguma tarefa à executar" página 358. Esta definição de Jung  é a mesma dada pela DOUTRINA ESPÍRITA, apenas trocando a palavra Karma, pela lei de causa e efeito. Jung ainda conta que durante várias noites manteve diálogos com diversos espíritos que lhe ditaram o livro " OS SETE SERMÕES AOS MORTOS", tendo concluído a obra em apenas três noites.
Porque os psicólogos e analistas, assim como os psiquiatras ignoram isso? Não sabiam? E agora, que sabem, como se comportarão? Não sabem ou a convenção acadêmica os impede de agir de acordo com os fatos e com o que Jung ensinou? O "INCONSCIENTE COLETIVO", que como conta bancária  cobria todos os "cheques das fantasias" analíticas, foi avisado pelos acadêmicos e cientistas de outras áreas. Porque o capítulo " Diante do inconsciente" foi recusado? Jung não era são? Se não era o que determina que ISTO SERVE E ISTO NÃO SERVE?
Contradições existem não apenas no campo religioso, mas no científico também, além de muita covardia classista. O pior, entretanto, foi a censura ao conhecimento dos jovens que adentram às universidades, desejando aprender para saber, saber para utilizar, e de lá saem  autorizados mas não habilitados ao exercício de uma profissão.
Com estas abordagens que fazemos de assuntos diversos, sempre a luz da DOUTRINA ESPÍRITA, é para comprovar que a mesma não teme qualquer área do conhecimento. Não é atoa que é classificada como ciência, filosofia e religião. Quem procurar estudá-la sem preconceitos encontrará resposta para todos os "mistérios da vida".


Pensen nisso e até a próxima.



Francisco Corrêa - vice presidente do G. E. ALAN KARDEC.

sábado, 26 de março de 2011

ESTUDE E DESCUBRA!

Tendo por base o Evangelho segundo o Espiritismo em seu capítulo IV (ninguém pode ver o reino de Deus se não nascer de novo), voltamos a um tema  que tem causado muita polêmica entre as religiões, a reencarnação.
Em diversas oportunidades temos procurado mostrar através de vários artigos a realidade incontestável da pluralidade das existências, pois somente ela pode dizer ao homem DE ONDE ELE VEM,  PARA ONDE VAI, PORQUE ESTÁ SOBRE A TERRA, e justificar todas as anomalias e todas as injustiças aparentes que a vida apresenta. Sem o princípio da preexistência da alma e da pluralidade das existências, a maior parte das máximas do cristo são ininteligíveis, por isso, deram lugar a interpretações tão contraditórias: esse princípio é a chave que lhe deve restituir seu verdadeiro sentido.
O pensamento de que João Batista era a reencarnação do profeta ELIAS e que estes poderiam reviver sobre a terra, se encontra em muitas passagens do Evangelho ( João cap.III v.1 a 12, Mateus cap.XVI v. 13 a 17, Marcos cap. III v. 27 a 30 Marcos cap. VI v. 14, 15. Lucas cap.IX v. 7, 8 e 9, Mateus cap. XVII v. 10 e 13, e Marcos cap. IX v. 11, 12 e 13).
Se essa crença tivesse sido um erro, Jesus não teria deixado de combatê-la, como combateu tantas outras:  ao contrário, ele a sancionou com toda sua autoridade, e a colocou como princípio e como uma condição necessária quando disse: "- NINGUÉM PODE VER O REINO DE DEUS SE NÃO NASCER DE NOVO", e insiste, ajuntando: "- NÃO VOS ESPANTEIS DO QUE EU VOZ DISSE, QUE É PRECISO QUE NASÇAIS DE NOVO".
Essas palavras: "- Se um homen não renasce da água e do espírito" foram interpretadas no sentido da regeneração pelo batismo; mas o texto primitivo trazia simplesmente: "- Não renasce da água e do espírito",  ao passo que em certas traduções, a expressão do espírito se substituiu pela expressão do santo-espírito, o que não significa mais o mesmo pensamento. A  tradução de Osterwaldt conforme texto primitivo diz: "- Não renasce da água e do espírito", Sacy diz: "- do santo espírito"; Lamenais diz: "- Espírito Santo".
Para compreender o sentido verdadeiro dessas palavras, é preciso igualmente se reportar à significação da palavra água que não  era empregada na sua acepção própria.
Conforme o Evangelho Segundo o Espiritismo, os conhecimentos dos antigos, sobre as ciências físicas eram muito imperfeitos, pois acreditavam que a terra tinha saído das águas e, por isso, consideravam a água como elemento gerador absoluto: é assim que, na Gênese está dito: "- O espírito de Deus era levado sobre às aguas;  flutuava na superfície das águas; que o firmamento seja feito no meio das águas; que as águas que estão debaixo do céu se reúnam em um só lugar e que o elemento árido apareça; que as águas produzam os animais vivos que nadem na água e os pássaros que voem sobre a terra e o firmamento".
Segundo essa crença, a água tornara-se o símbolo da natureza material, como o espírito era o da natureza inteligente. Estas palavras: "- Se o homen não renasce da água e do espírito, ou em água e espírito", significam pois: "- Se o homen não renasce com seu corpo e sua alma". Nesse sentido é que foram compreendidas no princípio. Esta interpretação está justificada por estas palavras: "- O que é nascido da carne é carne, e o que é nascido do espírito é espírito". Indicando total independência entre espírito e corpo.
Quando Jesus diz: "- O espírito sopra onde quer; ouvis sua voz, mas não sabeis nem de onde ele vem, nem para onde ele vai", significa que não se conhece o que ele foi, nem o que será no futuro. Se o espírito, ou alma,  fosse criado ao mesmo tempo que o corpo, como ensinam àqueles que negam a reencarnação, saber-se-ia de onde ele veio, uma  vez que se conheceria seu começo. Como quer que seja, essa passagem é a consagração do princípio da preexistência da alma, e por consequência, da pluralidade das existências. Basta ter "olhos de ver e ouvidos de ouvir" na expressão do próprio Jesus, além de um pouco de boa vontade para entender isso.

Reflitam sobre o tema, enquanto lhes digo até a próxima.



Francisco Corrêa - Vice Presidente do G. E. ALAN KARDEC.

segunda-feira, 21 de março de 2011

EVANGELHO E ESPIRITISMO

Em muitas oportunidades temos lido e assistido pessoas que discordam da Doutrina Espírita, negando a condição cristã da mesma, não sabemos se por má fé ou ignorância. Todos aqueles que negam a feição religiosa do espiritismo, recusando-lhe a posição de cristianismo restaurado decerto ainda não abarcaram, em considerações mais amplas, a essência evangélica em que se lhe estruturam os princípios, nos mais íntimos fundamentos. Basta analisar as obras básicas da Codificação:
1) O LIVRO DOS ESPÍRITOS:  Popularizou-se com mil e dezenove questões, sábiamente explanadas, é um código de responsabilidade moral, iniciado com duas proposições, acêrca de Deus e do Infinito, e rematando com outras duas, que se referem ao reino de Cristo nos corações e ao reinado do bem, no caminho dos homens.
2) O LIVRO DOS MÉDIUNS: É o espiritismo prático, ensinando a metodologia para o intercâmbio entre encarnados e desencarnados, provocando através de argumentações sólidas a existência do mundo espiritual e sua relação possível com o mundo dos chamados "vivos", sem que para isso ocorra nada de sobrenatural. Mostra em sua parte final, diversas comunicações de individualidades desencarnadas, ao mesmo tempo que nos convida ao exame sério e imparcial de todas as mensagens recolhidas do além, por via mediúnica, começando este capítulo com significativa advertência de Agostinho, um dos "pais" da Igreja: " Confiai na bondade de Deus e sêde bastante clarividentes para perceberdes os preparativos da vida nova que lhes vos destina".
3) O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO: Livro de cogitações francamente religiosas, segundo a definição do título, começa analisando o porvir humano, do ponto de vista espiritual, e termina com o ditado de Josué, o cego, espírito de evolução mediana que explica a necessidade do sofrimento no serviço expiatório da consciência culpada e destaca a excelência da reencarnação, na Justiça Divina.
4) A GÊNESE: Livro final da codificação e que encerra arrojadas teses de ciência e filosofia, com dezoito capítulos, com mais de cem artigos, dos quais mais da terça parte referindo-se exclusivamente a passagens e lições do Divino Mestre, acrescentando notar que a obra inicia aceitando o espiritismo em sua missão de Consolador Prometido, com a função de explicar e desenvolver as instruções do Cristo, despedindo-se com admiráveis reflexões sobre a geração nova e a regeneração da humanidade.
Encerramos este artigo com as palavras do espírito Emanuel: " Cremos de boa-fé que todos os companheiros, propositadamente distanciados da tarefa religiosa do Espiritismo, assim procedem tentando imunizar-se contra a supertição e o fanatismo, que a plataforma libertadora da Doutrina nos obriga a remover, mas sinceramente não entendemos a Nova Revelação, sem o cristianismo, a espinha dorsal em que se apóia. Isso acontece, porque, se após dezenove séculos de teologia arbitrária, não chegaríamos a compreender agora, no mundo, o Evangelho e Jesus Cristo, sem Alan Kardec. Manda a lógica que se proclame que o Espiritismo e Alan Kardec se baseiam em JESUS, de ponta a ponta".
Negar isso é negar o óbvio.



ATÉ A PRÓXIMA.




FRANCISCO CORRÊA - Vice Presidente do G. E. ALAN KARDEC.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

REENCARNAÇÃO E TERAPIAS DE VIDAS PASSADAS.

Este comentário tem por base o obra do dr. BRIAN L. WEISS, cujo título é "A CURA ATRAVÉS DA TERAPIA DE VIDAS PASSADAS". O dr. WEISS é psiquiatra formado pela Universidade de Colúmbia EUA, graduado como médico na Escola de Medicina da Universidade de Yale, foi diretor do Departamento de Psiquiatria do "MOUNT SINAI MEDICAL CENTER" de Miami, cidade onde mantém uma clínica particular. Antes da obra em questão, publicou também os livros " MUITAS VIDAS, MUITOS MESTRES"e "SÓ O AMOR É REAL". Nas obras citadas o mesmo narra, citando casos estudados em seu consultório, como passou de médico e psiquiatra cético e materialista a divulgador da realidade reencarnacionista e do potencial de cura da regressão à vidas passadas.
Antes de mais nada convém  deixarmos bem claro, neste artigo, que a terapia de vidas passadas (tvp), não é prática usual do espiritismo, não é feita em centros espíritas e muito menos é recomendada a todas as pessoas. O dr. Weiss sequer conhece a Doutrina Espírita, e conta na sua obra, que a tvp é usada apenas em pessoas que possuem traumas e fobias que lhes causam transtornos no dia a dia, impedindo-as de levarem vida normal e não para alguém saber se foi rei ou rainha em alguma vida anterior.
Abordamos o tema em razão de tratar-se de um profissional altamente qualificado como médico e psiquiatra, e também como já dissemos, por desconhecer a Doutrina Espírita, sendo portanto, insuspeito.
No capítulo três  da obra citada, o autor discorre sobre o curso que fez na universidade, sobre as religiões orientais, tais como o hinduismo e o budismo, e como estas religiões tem na reencarnação seu dogma central. Também fala sobre a tradição sufista do Islã, expressando a reencarnação na poesia, na dança e na canção. Continuando a trilhar o caminho da pesquisa o dr. Weiss conta sobre a crença fundamental na reencarnação ou gilgul, pelo judaísmo. A essa altura cita o rabino MOSCHE CHAIM LUZZATTO, um dos mais brilhantes eruditos judeus dos últimos séculos, que resumiu o gilgul ou reencarnação em seu livro " THE WAY OF GOD": -" Uma única alma pode ser reencarnada inúmeras vezes em corpos diferentes e, desta maneira, pode reparar o dano causado em encarnações anteriores".
Mais adiante, ainda no mesmo capítulo declara o autor ter pesquisado a história da cristandade, descobrindo o que o espiritismo já sabia há muito tempo, ou seja, referências à reencarnação no NOVO TESTAMENTO, que foram apagadas no século IV pelo imperador Constantino, quando o cristianismo tornou-se a religião oficial do Império Romano. Aparentemente, o imperador sentira que o conceito de reencarnação ameaçava a estabilidade do império. Cidadãos que acreditavam em outra chance de viver poderiam se tornar menos obedientes e submissos à lei do que os que acreditavam num único juízo final para todos.
O psiquiatra americano segue comentando o resultado de suas pesquisas, chegando então ao século VI, mais precisamente no segundo concilio de Constantinopla, que decidiu apoiar Constantino e fazer oficialmente da reencarnação uma heresia. Tal como Constantino, a igreja católica temia que a idéia de vidas anteriores enfraquecesse e solapasse seu poder crescentes, vindo com isso a prejudicar seus "negócios", por proporcionar a seus seguidores um tempo maior em busca da salvação. Concordavam que a chibata do juízo final era necessária para garantir atitudes e comportamentos adequados.  É o mesmo raciocínio que faz alguns teólogos condenarem a expressão de Jesus "A CADA UM SEGUNDO SUAS OBRAS", pois no momento que as pessoas entenderem isso, podem não precisar mais da igreja para "SEREM SALVAS". Porque os teólogos não contam a verdade para o povo?
Durante o cristianismo primitivo, outros padres da igreja, como ORÍGENES, CLEMENTE DE ALEXANDRIA E SÃO JERÔNIMO, aceitavam e acreditavam na reencarnação.
Mais uma vez perguntamos aos "DOUTORES DA LEI", até quando poderão ""TAPAR O SOL COM A PENEIRA?"


Enquanto os irmãos pensam nisso, eu tiro alguns dias de férias, porque ninguém é de ferro!



Até a próxima.



Francisco Corrêa - vice presidente do G. E. ALAN KARDEC/ PELOTAS.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

OS CONTRADITORES DO ESPIRITISMO.

A Doutrina Espírita não cansa de afirmar que ela não se dirige àqueles que já possuem uma fé religiosa, se esta fé por si mesmo lhes basta. O espiritismo  se dirige àqueles que nada crêem e que duvidam da existência da alma e da vida futura. Aos olhos da doutrina, toda crença é boa quando é sincera, quando enaltece os princípios da caridade e tolerância, quando postula a fraternidade ao próximo.
Mesmo assim, o espiritismo desperta muita ira em seus inimigos e, na maioria das vezes, estes usam de argumentos totalmente ingênuos e ineficazes para combatê-lo. Hoje comentaremos duas alegações frequentemente usadas por seus contraditores para justificarem a sua não adesão aos ideais espíritas:
1) O ESPIRITISMO NÃO É CONDIZENTE COM AS SUAS CRENÇAS RELIGIOSAS:
Como dizíamos, o espiritismo não impõe, pois respeita a liberdade de consciência, mesmo ciente que qualquer crença imposta pelos usos, costumes e tradição, é superficial e só tem as aparências da fé, mas não a fé sincera. O espiritismo expõe seus princípios aos olhos de todos, de tal forma que cada um possa formar sua opinião com conhecimento de causa. Entretanto, entrando-se na seara dos milagres, o espiritismo não se pronuncia. As religiões se fundamentam nas revelações divinas e nos milagres. Ora, as revelações divinas nada mais são do que COMUNICAÇÕES EXTRA-HUMANAS, resultado da conexão do médium com os espíritos mais evoluídos. Já os "milagres" só tem a aparência e as suas explicações devem ser todas raciocinadas em dogmas.
Não é verdade que fenômenos outrora considerados sobrenaturais são hoje explicados pela ciência?
Todos os fenômenos espíritas se enquadram dentro de leis gerais e revelam uma das forças da natureza ainda incompreendidas por muitos. O espiritismo repousa menos nos milagres e no sobrenatural do que as religiões que deles se utilizam. E a razão fundamental disso é, que a doutrina espírita sabe que o "sobrenatural" ou "milagre" é tudo aquilo que a ciência ainda não conseguiu explicar, ou seja, na medida em que o conhecimento da humanidade evolui, o sobrenatural desaparece.
A outra alegação muito usada pelos inimigos do espiritismo é:
2)  AS COMUNICAÇÕES EXTRA-CORPÓREAS (mediúnicas) SÃO OBRA DO DEMÔNIO:
Estes ao menos já admitem as comunicações extra-corpóreas. A crença na comunicação exclusiva dos demônios é irracional além de pouco lisongeira e pouco consoladora.
Perguntamos se não existe aí uma contradição, eis que entre eles há a igreja dogmática que reconhece como autêntica algumas manifestações visuais e orais além de visões da virgem e outros santos, mas por outro lado preconiza a comunicação com os seres invisíveis como sendo obra do demônio.
Não é muito mais lógico pensar que é permitida a comunicação dos espíritos, umas para nos provar e outras para nos aconselhar o bem, explicando dessa forma as más e as boas comunicações? Lentamente levanta-se o véu de mistério, referente a este tema, mesmo dentro do Vaticano, onde hoje é admitida a comunicação com os espíritos, envolvendo até mesmo o papa e altos escalões do Vaticano. Queiram ou não, a comunicação entre os mundos físico e espiritual é um fato que as religiões não poderão negar por muito tempo, pois será o mesmo que tentar "tapar o sol com a peneira".
Este fenômeno natural está impregnado no inconsciente coletivo dos povos desde a antiguidade, como já provamos em artigos anteriores, quando analisamos civilizações milenares como o Egito e a Índia. A cultura desses povos está cheia de narrações médiúnicas, sendo portanto, isto um fato, e contra fatos é impossível ir contra. No dia em que os "representantes de DEUS" na terra deixarem de lado seus interesses mesquinhos, perceberão que entre nós, espíritas, e as religiões de uma forma geral, existem mais coisas em comun do que pontos contrários.
Para reconhecer isso, basta simplesmente deixarem aflorar a pureza primitiva que as religiões perderam ao longo dos séculos, quando passaram a competir no mercado da fé, cada uma pretendendo ter a posse exclusiva da verdade.
Para encerrar permito-me fazer uma vaticínio: "Ou as religiões fazem isso, ou perecerão todas por falta de credibilidade!

Até a próxima.



Francisco Corrêa - vice presidente do G. E. ALAN KARDEC/ Pelotas.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

VIDA PÓS A VIDA


É muito comum ainda nos dias de hoje ouvirmos pessoas falarem referindo-se  ao mistério do fenômeno morte, a seguinte frase: "- NINGUEM  VOLTOU DE LÁ PARA CONTAR COMO É QUE É." Lêdo engano! A doutrina espírita derrubou  totalmente esse modo de pensar. Os fenômenos espíritas ou mediúnicos que aconteceram e, ainda acontecem nos diversos quadrantes do nosso globo, rigorosamente comprovados, vieram nos abrir as cortinas de um novo mundo, em dimensão diferente, cujas esferas mais próximas da nossa crosta não se distanciam muito do nosso habitat terreno.
Bem antes das irmãs Fox, nos meados do século XVIII,  Emanuel Swedenborg, nascido na Suécia, teve um desabrochar mediúnico fantástico. Em seus desdobramentos espirituais, conseguiu penetrar os pórticos deste "ADMIRÁVEL MUNDO NOVO" de que nos fala ALDOUS HUXLEY.
Swedenborg descreve em várias mensagens, como é organizado e estruturado o mundo espiritual. Os fatos narrados pelo médium sueco, mais tarde, foram confirmados pelo reverendo G. VALE OWEN, vigário de Oxford, Lancanshire- Inglaterra, no seu clássico livro " A VIDA ALÉM DO VÉU", ditado pelo espírito de sua mãe, o reverendo Owen revela-nos o que ouviu de sua genitora desencarnada. Recomendamos a quem quiser saber mais detalhes destes fatos, que leiam os livros citados, pois é impossível comentá-los neste espaço.
Temos afirmado em muitos artigos, que a medicina só tem a ganhar, caso leve em consideração o homen integral, como corpo e espírito.  É justamente um livro escrito por um médico americano, mais exatamente, o Dr. RAYMOND MODDY JR. "LIFE AFTER LIFE",  que prova esta afirmação.
Neste livro, o Dr. RAYMOND estuda fatos de experiências de quase morte. O eminente médico, após sérias investigações com pacientes de sua clínica, relata fatos ocorridos com pessoas que chegaram a ter um desligamento parcial do corpo somático e depois voltaram. As descrições comuns e similares dos supostamente "mortos" esclarecem-nos. O encontro com parentes desencarnados que se apresentam rejuvenescidos e gozando de boa saúde, não padecendo mais da velhice, nem das doenças que os vitimaram.
É de se esclarecer que o Dr. Raymond não é espírita, e sua pesquisa é baseada apenas em fatos racionais, como  é característica de qualquer pesquisador.
Ante o exposto, meus amigos, só nos resta estudar, estudar muito, e não nos esqueçamos do nosso burilamento moral, sempre atentos à recomendação do insuperável Kardec: " ESPÍRITAS, AMAI-VOS E INSTRUÍ-VOS!"
O convite está feito, caros leitores, vamos estudar sem idéias pré-concebidas, livres da escravidão dos dogmas que prendem outras religiões, e concluiremos com quem está a verdade.
Para encerrar lembraremos das palavras do escritor espírita CARLOS IMBASSAHÝ "- A vida acaba aqui. Em breve deixaremos a nossa vestimenta carnal. E mais perto do Criador, livres  das peias que nos oprimem, sem as vicissitudes destas paragens, livres de contatos inferiores, descansaremos das dores e sofrimentos".


Até a próxima.




Francisco Corrêa- vice presidente do G. E. Alan Kardec.