A Doutrina Espírita é muito clara em seus postulados, nunca ficando encima do muro. Quem estuda seriamente, sabe o que ela apóia ou condena, mesmo os temas mais polêmicos, como por exemplo o aborto. Segundo o entendimento espírita, trata-se do pior e mais cruel dos homicídios, pois a vítima não tem a menor chance de defesa. O artigo que transcreverei aqui foi tema de palestra que tenho feito em diversas casas espíritas. Este artigo foi publicado tempos atrás no jornal "EL CLARIN" de Buenos Aires. A narrativa mostra com base em uma ecografia, as reações desesperadas do feto, ao pressentir que será expulso.
Ao assistir o filme "O grito silencioso" apresentado pelo doutor E. NATHESON, famoso médico ex-abortista norte-americano, acreditei ser uma obrigação social divulgá-lo porque todos (sobretudo as mães) têm o direito de saber o que realmente sucede em um aborto.
-" Em instantes prévios à operação abortiva, se vê o feto(nesse caso de doze semanas) com movimentos calmos, colocando o polegar na boca de vez em quando, totalmente tranquilo nesse ambiente de paz, como é o claustro materno. Ao introduzir o abortista no útero o primeiro elemento metálico procurando a bolsa amniniótica para seu rompimento o novo ser perde seu estado de tranquilidade. Seu coração se acelera enquanto tenta movimentos nervosos de mudança de lugar. A bolsa é então rompida e se introduz o instrumento de aspiração. É notório que nenhum dos instrumentos tocou ainda o feto e, no entanto, ele pressente algo anormal e terrível próximo a lhe suceder, porque agora muda de lugar em um ritmo enlouquecido para os lados e para cima, em um desesperado intento de escapar. Seu ritmo cardíaco se eleva mais ainda. Quando o metal já está quase a tocá-lo, encolhe todo o seu corpinho até o limite superior do útero e sua boca se abre desmesuradamente. Aqui é alcançado pela aspiradora, que desde suas extremidades inferiores o vai succionando e até o destroçando, até ficar somente a cabeça, que não passa pelo conduto de aspiração. Esta é então triturada, então, vai sendo retirada aos pedaços,do que antes era um ser humano aterrorizado pela luta desigual, fazendo o impossível para não morrer e, no instante final, abre a boca ao máximo, como um último intento de expressão humana, de pedir auxílio....A QUEM?
O dr.E. NATHESON, médico ginecologista, ex-diretor da Clínica abortiva, apresentou no CONGRESSO INTERNACIONAL DE MÉDICOS em Madri, Espanha, declarações referentes ao aborto, algumas das quais transcreveremos, por falta de espaço, apenas alguns tópicos: "...-como chefe do departamento, tenho a confessar que 60.000(sessenta mil) abortos foram cometidos sob minhas ordens, e uns 5.000(cinco mil) foram realizados por mim pessoalmente. Recordo-me que em uma festa que demos, algumas esposas de médicos me contaram que seus maridos tinham pesadelos à noite, e, gritando, falavam de sangue e de corpos de crianças destroçados. Outros bebiam demasiado, alguns tomavam drogas e, vários deles tiveram que consultar psiquiatras, por desenvolverem desordens mentais. Muitas enfermeiras se tornaram alcoolatras, e outras abandonaram a clínica, afetadas por sérias perturbações nervosas". Continua narrando o médico em questão: "- para mim foi aquela uma experiencia sem precedentes, que ainda pesa em meu coração como uma vergonhosa lápide mortuária. Pois bem, estudando o feto no interior do útero pude comprovar que é um ser humano com todas suas características, e que se devem outorgar-lhe todos os privilégios e vantagens do que desfrutamos nós os cidadãos da sociedade ocidental, quem quer que segamos".
Fizemos questão de escrever este artigo, baseado em fatos científicos, para que os chamados céticos e ateus, também meditem neste assunto tão sério da sociedade atual. O feto humano começa a ser gerado desde a sua concepção, com todas prerrogativas e direitos como qualquer outro cidadão. Não podemos permitir que o egoísmo e a ignorância apoiem um homicidio qualificado. Escrevo este artigo, quando mais uma vez procura-se legalizar o aborto no Congresso Nacional, e a cidadania consciente manda combater esse absurdo.
Quem não quiser filhos pode escolher inúmeros métodos contraceptivos, caso contrário, "está na chuva para se molhar".
PENSEM NISSO.
Francisco Corrêa - trabalhador espírita do G. E. ALAN KARDEC/ PELOTAS.