sábado, 26 de março de 2011

ESTUDE E DESCUBRA!

Tendo por base o Evangelho segundo o Espiritismo em seu capítulo IV (ninguém pode ver o reino de Deus se não nascer de novo), voltamos a um tema  que tem causado muita polêmica entre as religiões, a reencarnação.
Em diversas oportunidades temos procurado mostrar através de vários artigos a realidade incontestável da pluralidade das existências, pois somente ela pode dizer ao homem DE ONDE ELE VEM,  PARA ONDE VAI, PORQUE ESTÁ SOBRE A TERRA, e justificar todas as anomalias e todas as injustiças aparentes que a vida apresenta. Sem o princípio da preexistência da alma e da pluralidade das existências, a maior parte das máximas do cristo são ininteligíveis, por isso, deram lugar a interpretações tão contraditórias: esse princípio é a chave que lhe deve restituir seu verdadeiro sentido.
O pensamento de que João Batista era a reencarnação do profeta ELIAS e que estes poderiam reviver sobre a terra, se encontra em muitas passagens do Evangelho ( João cap.III v.1 a 12, Mateus cap.XVI v. 13 a 17, Marcos cap. III v. 27 a 30 Marcos cap. VI v. 14, 15. Lucas cap.IX v. 7, 8 e 9, Mateus cap. XVII v. 10 e 13, e Marcos cap. IX v. 11, 12 e 13).
Se essa crença tivesse sido um erro, Jesus não teria deixado de combatê-la, como combateu tantas outras:  ao contrário, ele a sancionou com toda sua autoridade, e a colocou como princípio e como uma condição necessária quando disse: "- NINGUÉM PODE VER O REINO DE DEUS SE NÃO NASCER DE NOVO", e insiste, ajuntando: "- NÃO VOS ESPANTEIS DO QUE EU VOZ DISSE, QUE É PRECISO QUE NASÇAIS DE NOVO".
Essas palavras: "- Se um homen não renasce da água e do espírito" foram interpretadas no sentido da regeneração pelo batismo; mas o texto primitivo trazia simplesmente: "- Não renasce da água e do espírito",  ao passo que em certas traduções, a expressão do espírito se substituiu pela expressão do santo-espírito, o que não significa mais o mesmo pensamento. A  tradução de Osterwaldt conforme texto primitivo diz: "- Não renasce da água e do espírito", Sacy diz: "- do santo espírito"; Lamenais diz: "- Espírito Santo".
Para compreender o sentido verdadeiro dessas palavras, é preciso igualmente se reportar à significação da palavra água que não  era empregada na sua acepção própria.
Conforme o Evangelho Segundo o Espiritismo, os conhecimentos dos antigos, sobre as ciências físicas eram muito imperfeitos, pois acreditavam que a terra tinha saído das águas e, por isso, consideravam a água como elemento gerador absoluto: é assim que, na Gênese está dito: "- O espírito de Deus era levado sobre às aguas;  flutuava na superfície das águas; que o firmamento seja feito no meio das águas; que as águas que estão debaixo do céu se reúnam em um só lugar e que o elemento árido apareça; que as águas produzam os animais vivos que nadem na água e os pássaros que voem sobre a terra e o firmamento".
Segundo essa crença, a água tornara-se o símbolo da natureza material, como o espírito era o da natureza inteligente. Estas palavras: "- Se o homen não renasce da água e do espírito, ou em água e espírito", significam pois: "- Se o homen não renasce com seu corpo e sua alma". Nesse sentido é que foram compreendidas no princípio. Esta interpretação está justificada por estas palavras: "- O que é nascido da carne é carne, e o que é nascido do espírito é espírito". Indicando total independência entre espírito e corpo.
Quando Jesus diz: "- O espírito sopra onde quer; ouvis sua voz, mas não sabeis nem de onde ele vem, nem para onde ele vai", significa que não se conhece o que ele foi, nem o que será no futuro. Se o espírito, ou alma,  fosse criado ao mesmo tempo que o corpo, como ensinam àqueles que negam a reencarnação, saber-se-ia de onde ele veio, uma  vez que se conheceria seu começo. Como quer que seja, essa passagem é a consagração do princípio da preexistência da alma, e por consequência, da pluralidade das existências. Basta ter "olhos de ver e ouvidos de ouvir" na expressão do próprio Jesus, além de um pouco de boa vontade para entender isso.

Reflitam sobre o tema, enquanto lhes digo até a próxima.



Francisco Corrêa - Vice Presidente do G. E. ALAN KARDEC.

segunda-feira, 21 de março de 2011

EVANGELHO E ESPIRITISMO

Em muitas oportunidades temos lido e assistido pessoas que discordam da Doutrina Espírita, negando a condição cristã da mesma, não sabemos se por má fé ou ignorância. Todos aqueles que negam a feição religiosa do espiritismo, recusando-lhe a posição de cristianismo restaurado decerto ainda não abarcaram, em considerações mais amplas, a essência evangélica em que se lhe estruturam os princípios, nos mais íntimos fundamentos. Basta analisar as obras básicas da Codificação:
1) O LIVRO DOS ESPÍRITOS:  Popularizou-se com mil e dezenove questões, sábiamente explanadas, é um código de responsabilidade moral, iniciado com duas proposições, acêrca de Deus e do Infinito, e rematando com outras duas, que se referem ao reino de Cristo nos corações e ao reinado do bem, no caminho dos homens.
2) O LIVRO DOS MÉDIUNS: É o espiritismo prático, ensinando a metodologia para o intercâmbio entre encarnados e desencarnados, provocando através de argumentações sólidas a existência do mundo espiritual e sua relação possível com o mundo dos chamados "vivos", sem que para isso ocorra nada de sobrenatural. Mostra em sua parte final, diversas comunicações de individualidades desencarnadas, ao mesmo tempo que nos convida ao exame sério e imparcial de todas as mensagens recolhidas do além, por via mediúnica, começando este capítulo com significativa advertência de Agostinho, um dos "pais" da Igreja: " Confiai na bondade de Deus e sêde bastante clarividentes para perceberdes os preparativos da vida nova que lhes vos destina".
3) O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO: Livro de cogitações francamente religiosas, segundo a definição do título, começa analisando o porvir humano, do ponto de vista espiritual, e termina com o ditado de Josué, o cego, espírito de evolução mediana que explica a necessidade do sofrimento no serviço expiatório da consciência culpada e destaca a excelência da reencarnação, na Justiça Divina.
4) A GÊNESE: Livro final da codificação e que encerra arrojadas teses de ciência e filosofia, com dezoito capítulos, com mais de cem artigos, dos quais mais da terça parte referindo-se exclusivamente a passagens e lições do Divino Mestre, acrescentando notar que a obra inicia aceitando o espiritismo em sua missão de Consolador Prometido, com a função de explicar e desenvolver as instruções do Cristo, despedindo-se com admiráveis reflexões sobre a geração nova e a regeneração da humanidade.
Encerramos este artigo com as palavras do espírito Emanuel: " Cremos de boa-fé que todos os companheiros, propositadamente distanciados da tarefa religiosa do Espiritismo, assim procedem tentando imunizar-se contra a supertição e o fanatismo, que a plataforma libertadora da Doutrina nos obriga a remover, mas sinceramente não entendemos a Nova Revelação, sem o cristianismo, a espinha dorsal em que se apóia. Isso acontece, porque, se após dezenove séculos de teologia arbitrária, não chegaríamos a compreender agora, no mundo, o Evangelho e Jesus Cristo, sem Alan Kardec. Manda a lógica que se proclame que o Espiritismo e Alan Kardec se baseiam em JESUS, de ponta a ponta".
Negar isso é negar o óbvio.



ATÉ A PRÓXIMA.




FRANCISCO CORRÊA - Vice Presidente do G. E. ALAN KARDEC.