domingo, 24 de julho de 2011

AS LEIS DIVINAS (continuação).

Continuando o tema do artigo anterior, quando analisávamos a forma como as religiões divulgam a imagem de Deus, concluímos naquela ocasião que mais afastam do que atraem seus seguidores, necessitando, portanto às mesmas, reverem urgentemente  seus conceitos. O espiritismo fez nova luz sobre as velhas questões que continuamente afloram à mente humana, relativamente ao Criador, suas leis, seus atributos. Deus é o ser de perfeição infinita, que não se confunde com a criação. Ele é a causa primária de tudo o que existe, e não efeito. A inteligência Suprema não só criou os universos material e espiritual, como lhes fixou leis sábias e imutáveis pelas quais regem, cujo conhecimento explica o funcionamento de toda a criação. Tudo o que se compõe harmoniosamente com as leis de Deus, constitui o bem. O mal não é criação de Deus, mas dos seres inteligentes, dotados de livre arbítrio, que contrariam as leis de Deus.
A  Doutrina Espírita trouxe esclarecimentos extraordinários à humanidade, possibilitando-lhe retificar muitos conceitos a respeito de Deus. Hoje temos melhores condições de entender Jesus, dando outro sentido a sua mensagem, exaltando o Amor Soberano como lei suprema do Universo. Deus no seu infinito poder, é amor manifestando-se em toda parte.
Podemos igualmente entender o papel da ciência, que não é  o de negar a existência do Criador, como se pretendeu,  mas o de tornar possível o conhecimento paulatino das leis que conduzem à realidade da matéria e do espírito, os dois elementos básicos do Universo. Com  tal compreensão fortalece-se a fé de forma racional, e não mais a fé cega. Entendemos que somos os artífices de nosso próprio destino e que depende apenas de nossos atos  bons ou maus, para atingirmos a tão sonhada felicidade com maior ou menor rapidez. Esta idéia não confirma totalmente a mensagem de Jesus " A CADA UM SEGUNDO SUAS OBRAS?" Cada um julga a sí mesmo. O tribunal é a própria consciência.
Não há pois, que temer a Deus. Seu amor e misericórida consistem em perdoar sempre, dando oportunidade a cada um, de retificar os desvios. A lei das reencarnações nos mundos materiais, como a terra, é uma forma de perdão permanente a todos os que se desviam da lei, oferecendo-lhes novas chances de retificação dos erros na mesma existência, ou praticados em outras.
Portanto, ao invés de medo ou temor, cabe-nos desenvolver a fé e a gratidão ao Criador, admirando-o como  Pai que está nos céus, como nos ensinou Jesus.
Harmonizemo-nos com suas leis divinas, que a revelação espírita explicitou na terceira parte do LIVRO DOS ESPÍRITOS, tornando mais fácil e compreensível o progresso moral da humanidade. Cumprir essas leis é a única e verdadeira forma de conquistar a felicidade. Quando entendermos isso, a violência e a corrupção acabarão  no mundo, pois o que se "ganha mal, gasta-se mal".
Pensem nisso.


Francisco Corrêa  Vice-presidente do G. E. ALAN KARDEC.

AS LEIS DIVINAS

Os homens devem buscar aprender e enriquecer seus conhecimentos, estudando e analisando as obras daqueles que sabem mais. Não é nenhum demérito termos consciência das nossas limitações, pelo contrário,  tal atitude demonstra humildade e sabedoria.
Ao longo da vida sempre tive inquietações sobre as questões básicas da vida tais como: O que somos? De onde viemos? Porque estamos encarnados neste planeta? Enfim,  qual o sentido da vida? Sentia a necessidade de crer em "algo superior", mas a religião católica, onde fui criado, nunca conseguiu satisfazer  minhas dúvidas em razão de estar escravizada aos dogmas que lhe foram impostos ao longo dos séculos. Não aceitava a idéia de um Deus imposto pelo temor e não pelo amor.
Ao ter acesso à Doutrina Espírita descobri que esta desenvolveu uma idéia de Deus bem diferente e muito distante das idéias contidas no velho testamento, transmitidas aos cristãos católicos e protestantes. Na realidade, o Deus dos exércitos, implacável, ciumento e vingativo, o "último juiz de nossos atos e apelos", impunha-se realmente pelo medo, embora o reconhecessem bom e amoroso.
Esse pensamento a respeito de Deus (Javé ou Jeová), predominante entre os hebreus foi herdado pela igreja de Roma. É certo que a concepção sobre Deus mudou muito a partir de Jesus, mas para muitas  seitas e crenças completamente fanatizadas, ainda deixa muito a desejar. Teme-se a morte, esquecendo-se dos ensinos de Jesus sobre a vida futura, como se teme o silêncio da noite, a obscuridade dos espaços infinitos, a inconsciência do sono natural ou provocado. Tudo é decorrência do temor ao desconhecido.
Teólogos famosos ao invés de combaterem tais atitudes, contribuíram para agravá-las, não sei a serviço de quem, sustentando o privilégio de determinadas criaturas "escolhidas" por Deus, fosse para a santificação, para a manifestação da inteligência fora do comun ou para o sofrimento injustificado. Crenças dessa natureza, estimuladas por teses teológicas conduziam fatalmente ao temor a Deus ao invés  do amor ensinado no maior mandamento. ratificado por Jesus. Esse caminho levou as religiões dogmáticas ao cúmulo do absurdo, ao pregar a "justificação pela fé", ou seja, a afirmação ridícula de que somos salvos pela "graça de Deus" e não pelas nossas obras. Isto, caros leitores, é o mesmo que tentar assustar um adolescente de 15 anos, ameaçando-o  com o bicho-papão. É esquecer que estamos no terceiro milênio, e a ciência deve caminhar de braços dados com a religião.
Não preciso ser muito esperto para fazer um vaticínio: "Ou as religiões ditas tradicionais, neste novo milênio, despertam desse sono secular ou fatalmente serão extintas uma a uma, por falta de adeptos.  A sociedade atual quer respostas e respostas urgentes, para seus anseios, angústias e questionamentos,  não admitindo mais ter sua inteligência agredida com "estórias da carrochinha", tais como inferno, purgatório ou paraíso. O mestre Kardec já dizia no século XVIII: " FÉ RACIOCINADA É SOMENTE AQUELA QUE PODE ENCARAR A RAZÃO FACE A FACE, EM TODAS AS ÉPOCAS DA HUMANIDADE"
Talvez esta seja a causa que faz a Doutrina Espírita ter um crescimento vertiginoso nos últimos anos no país, principalmente entre as classes que tem mais acesso a informação, e que por isso apresentam um visão crítica maior.
No próximo artigo continuaremos a dissertar sobre o tema.
Enquanto isso, reflitam sobre o assunto.


Francisco  Corrêa - Vice- Presidente do G. E. ALAN KARDEC.

domingo, 17 de julho de 2011

CONHECIMENTO ESPÍRITA X MUDANÇA DE COMPORTAMENTO.

Com base em alguns artigos publicados tempos  atrás,  na revista Reformador, vamos analisar o tema proposto no título acima.
O espírito ANDRÉ LUIZ, no livro Mecanismos da Mediunidade nos fala do "reflexo condicionado" e do quanto é difícil para o ser humano exercitar a reforma íntima, ou seja, vencer o "homem velho" na expressão de Paulo de Tarso, o apóstolo,  e fazer surgir o "homem novo",   renovado moralmente. A razão principal desta dificuldade é que todos os nossos vícios e imperfeições morais, de alguma forma nos dão prazer, seja o abuso do sexo, seja o tabagismo, o uso de drogas, a maledicência (fofoca) e tantos outros desvios de conduta.
Enquanto nos comprazermos nestas desgraças, não teremos forças suficientes para vencê-las. É por isso que para muitos resta apenas a dor e o sofrimento como processo educativo, como remédio amargo para despertarmos da ilusão em que vivemos à séculos. Chico Xavier, já nos dizia que apenas existem duas formas de evolução, o AMOR OU A DOR. É pena que a imensa maioria  escolha a segunda opção, por orgulho, vaidade, egoísmo, inveja, ciúme, etc....
A finalidade deste artigo é mostrar, como o título indica, de que forma o conhecimento espírita pode influenciar mudanças de hábitos e atitudes. Tal conhecimento adianta muito pouco  para o ser humano, se este permanecer apenas no plano intelectivo e não provocar mudanças de comportamento, tornando-o melhor. Muitas pessoas estudam regularmente (ou lêem) os livros espíritas, adquirindo razoável bagagem doutrinária, mas não conseguem aplicar os conhecimentos teóricos na prática, provavelmente pelas razões já expostas acima. Agem como se existisse uma distância intransponível entre teoria e prática. Esta distância entretanto não existe quando se trata de ensinamentos espíritas, ou pelo menos, não deveria existir.
Tanto Jesus, como os espíritos superiores não transmitiram ensinamentos que não tivessem condições de serem postos em prática.
Para produzir mudanças de comportamento, o conhecimento precisa ser INTROJETADO, isto é, incorporado em nós. Para isto, é ideal  seguir os seguintes passos, aconselhados pela DOUTRINA ESPÍRITA.
1) LEITURA OU ESTUDO: A leitura deve ser atenta e pausada. Quem lê sem estar atento, ou lê rápido demais, não assimila convenientemente. Além  disso, reler ajuda a compreender melhor. É importante salientar que não é somente lendo que aprendemos. Podemos ouvir a leitura ou as explicações feitas por outras pessoas (ou até estudar em grupos, como se faz nas casas espíritas).
2) MEDITAÇÃO SOBRE A LEITURA: A meditação ajuda-nos a compreender mais profundamente o que lemos e também nos auxilia no processo de introjeção.
3) INTROJEÇÃO:  Nesta fase, o conhecimento é incorporado em nós. Para que isso ocorra, é importante mentalizarmos o que o conhecimento nos manda fazer.  Em seguida, realizarmos um esforço para agir da forma recomendada. A repetição do ato (reflexo condicionado), com o tempo, transforma-se me hábito.
4) MUDANÇA DE COMPORTAMENTO:  Nesta fase, passamos a agir de acordo  com o que aprendemos. Para melhor compreender esta sequência, tomemos como exemplo uma pessoa que tenha o (mau) hábito de falar da vida alheia ( e quem não tem?). Na fase da leitura ela aprende que não devemos comentar os defeitos alheios e sim ressaltar o seu lado bom. Na segunda fase, ela medita sobre o ensinamento e conclui  que esta é a melhor forma de agir.  Na terceira fase, mentaliza que vai parar de falar mal dos outros e passar a enaltecer o lado bom de cada um. Esta medida nos coloca em estado de alerta (vigiai e orai) com dizia Jesus.  No momento em que temos a oportunidade de praticar a maledicência, mantemo-nos em silêncio, vigilantes, e aguardamos o momento próprio para ressaltar as virtudes de alguém. A repetição nos leva a frear automaticamente, nosso impulso para maldizer a vida alheia e consolida o hábito de só comentar coisas positivas.
Mudamos pois, o nosso comportamento, libertando-nos da maledicência e desenvolvendo nossa condição moral. Esta receita, antes de recomendá-la para os outros, devemos aplicá-la em nós mesmos. Não é fácil, mas com o tempo, passa a apresentar grandes resultados.
Muitos devem estar se perguntado, e para que tanto esforço?  A RESPOSTA É SIMPLES: ENQUANTO NÃO VENCERMOS A NÓS MESMOS, NOSSOS VÍCIOS E DESVIOS DE CONDUTA, NÃO ENCONTRAREMOS A TÃO SONHADA FELICIDADE, ELA ( a felicidade)  É IMPOSSÍVEL COM REMORSO E CONCIÊNCIA CULPADA!


Pensem nisso!



Francisco Corrêa  vice-presidente do G. E. ALAN KARDEC.

domingo, 10 de julho de 2011

A BICICLETA E O CICLISTA. ( continuação).

Em prosseguimento ao tema do artigo anterior, quando analisávamos a relação espírito-matéria e comparávamos esta relação como sendo idêntica à do ciclista com a bicicleta, hoje comentaremos os argumentos dados pelos materialistas de plantão para contestar a existência do espírito. Dizem estes que o homem é produto do seu próprio cérebro. Por isso,o que lhe afeta os miolos repercute em sua atividade motora, sensorial, intelectual, metal.....
Proclama o materialista: "- A prova de que a inteligência independe da suposta presença do espírito está no fato de que se ocorrer um problema qualquer com o tecido cerebral teremos dificuldade para exercitar as funções intelectivas e fisiológicas." Raciocínio simplista. Sendo o cérebro o instrumento da sua manifestação  no plano material, obviamente o espírito estará na dependência dele. O ser imortal pode ser muito inteligente, muito culto, mas se a caixa craniana apresentar grave disfunção teremos um deficiente mental. Algo semelhante a um ciclista que ficará impossiblitado de tranportar-se em sua bicicleta se um pneu furar ou romper-se a corrente que traciona as rodas. Existe outro exemplo ainda melhor, que facilita o entendimento do que estamos dizendo: " Quando falamos ao telefone, seria o cúmulo da ingenuidade o interlocutor imaginar que conversa com o aparelho. O telefone é apenas o instrumento de nosso contato. Se apresentar defeito, a comunicação ficará prejudicada.
Há ainda outro aspecto que LIQUIDA a tese materialista. Inúmeros doentes mentais são submetidos aos mais sofisticados exames e não revelam nenhuma disfunção orgânica, nem mesmo nos circuitos cerebrais. Enigmas para os médicos, que se limitam a prescrever-lhes tranquilizantes.
A DOUTRINA ESPÍRITA explica que o problema é decorrente de uma obsessão. O paciente tem comprometida sua integralidade mental pela influência de inimigos espirituais. O tratamento em hospitais psiquiátricos espíritas (passe magnético, agua fluidificada, sessões de desobssessão, reuniões evangélicas) opera prodígios, afastando obsessores que outras religiões chamam de satanás ou demônios, e promovendo a cura do paciente.
Isso não ocorre apenas com problemas mentais. Existem casos em que a ação do obsessor provoca males físicos que desafiam a medicina. Durante meses um homem sofreu intensas dores nas pernas. Os médicos não conseguiam um diagnóstico. Exames clínicos e laboratoriais nada revelavam. O paciente irritava-se quando lhe diziam que tratava-se de problemas psicológicos. Esbravejava: "-Dor não tem psicologia!".Mesmo assim submeteu-se à psicanálise com resultado nulo. Saturado de tanto sofrer pedia que lhe amputassem as pernas. Um amigo o convenceu a procurar um CENTRO ESPÍRITA. Lá explicaram-lhe que estava sendo assediado por um espírito que, a pretexto de vingar-se de passadas ofensas, impunha-lhe àquela tortura. Ficou sabendo que em vida anterior assassinara aquele que hoje o martirizava. Quebrara suas pernas, abandonando-o em região deserta, atormentado de dores intensas. Durante alguns meses submeteu-se ao tratamento com passes magnéticos e água fluidificada. Seu empenho, aliado às reuniões de desobssessão e a interferência de benfeitores do além, modificaram as disposições do perseguidor. Sensibilizado, disposto também a renovação, ele se afastou. Em breve, como por encanto, as dores desapareceram.
Aqui fazemos um parêntese para dizer que VIVENCIAMOS  pessoalmente isso, em nosso trabalho na casa espírita. A casa espírita é um hospital de almas, não se promete cura, mas pelo menos alivia-se a dor, seja ela moral ou física, dando coragem a pessoa, ensinando-lhe que nada é por acaso.
Para finalizar, diremos que mais cedo ou mais tarde, a ciência admitirá o fundamental. O HOMO SAPIENS que há muito domina a terra é apenas uma manifestação do espírito eterno que intelectualizou a matéria em favor de suas experiências evolutivas nos domínios da carne. Sem o binômio corpo-espírito jamais se operaria o desenvolvimento mental que retirou o homen do fundo das cavernas para elevá-lo às culminâncias da civilização tecnológica..


Pensem nisso.



Francisco Corrêa - Vice Presidende do G. E. ALAN KARDEC.

A BICICLETA E O CICLISTA. (primeira parte).

Lendo um artigo do grande escritor espírita Richard Simonetti, publicado na revista Reformador, fomos inspirados a escrever sobre o eterno conflito que arrasta-se através  dos séculos, tendo de um lado os céticos e materialistas e de outro os chamados espiritualistas, ou seja,  o grande enigma entre espírito e matéria. Não há controvérsias em expressões assim:
-Fulano tem espírito, é inteligente.
-Beltrano é espirituoso, tem senso de humor.
Ciclano é espiritualizado, cultiva valores morais.
A dificuldade surge quando empregamos a palavra espiritualista para designar pessoas que admitem a existência da alma, a individualidade eterna que sustenta o corpo físico e o situa como um ser pensante. Para muitos trata-se de mera fantasia religiosa, sem base científica. Segundo Simonetti, concebem que a capacidade de pensar é mero resultado da organização e do funcionamento de células cerebrais, que produzem o pensamento, assim como o fígado produz bile ou as glândulas de secreção interna produzem os hormônios. Certo patologista chegou a afirmar vaidosamente em certa oportunidade: -" Dissequei centenas de cérebros. Jamais encontrei o espírito". Richard Simonetti em seu artigo, então pergunta: -" Alguma pesquisa teria surpreendido idéias sendo produzidas pelos neurônios, da mesma forma que o pâncreas secreta insulina?".
- A MATÉRIA NÃO PENSA. Situemos a título de ilustração bem simples: A bicicleta. Trata-se de um veículo de transporte muito eficiente que, para movimentar-se, não pode abrir mão da força motriz gerada pelo ciclista. O corpo é a bicicleta que o espírito usa, segundo Simonetti, para a jornada humana. O corpo sem o espírito é um mero aglomerado de células em desagregação . A união do espírito com o corpo intelectualizou a matéria. transformando o ancestral símio antropóide, num ser pensante, da mesma forma que a presença do ciclista torna a bicicleta um veículo andante.
No próximo artigo  continuaremos a desenvolver o tema em questão, aproveitando-nos do conhecimento de Richard Simonetti, dando a versão materialista para o assunto, e provando que tal visão não consegue resistir à uma análise aprofundada. Também comentaremos itens do livro " O QUE É A MORTE"  de Carlos Imbassahy.

Até Lá.




Francisco Corrêa - Vice Presidente do G. E. ALAN KARDEC.