quarta-feira, 17 de novembro de 2010

DEUS CRIOU O MUNDO EM SEIS DIAS? VOCÊ ACREDITA?

Lendo o livro " A GÊNESE",  quinto livro da codificação kardequiana, entendemos perfeitamente que a criação do mundo em seis dias, como afirmava Moisés, não passava de uma alegoria. Essa crença foi bem partilhada por todos os povos civilizados até o momento em que a Geologia chegou, documentos na mão, demonstrando-lhe a impossibilidade.
Quando Moisés disse que a criação foi feita em seis dias, quis falar do dia de 24 horas, ou bem compreendeu essa palavra no sentido de período, duração? A primeira hipótese é a mais provável, principalmente porque é o sentido próprio da palavra hebraica IÔM, traduzida por dia; depois a especificação da tarde e da manhã, que limitam cada um dos seis dias, dá toda a idéia de se supor que ele quis falar de dias comuns. Não se pode conceber nenhuma dúvida à esse respeito, quando ele disse, no versículo 5:_"Ele deu a luz o nome de dia, e às trevas o nome de noite; e da tarde e da manhã, se fez o primeiro dia". Isto não pode evidentemente, se aplicar senão ao dia de 24 horas. O sentido é ainda mais preciso quando disse no versículo 17, falando da lua e das estrelas: -" Ele as colocou no firmamento do céu para brilharem sobre a terra; para presidir ao dia e à noite, e para separar a luz das trevas. E da tarde e da manhã se fez o quarto dia".
Aliás, tudo, na criação segundo a versão bíblica, era miraculoso, e desde que se entrou na via dos milagres, pode-se perfeitamente crer que a terra foi feita em seis vezes vinte e quatro horas, sobretudo se ignoram as primeiras leis naturais.
Mas como dissemos em outras oportunidades, a ciência evoluiu e transformou essa versão em "estória da carrochinha". Segundo a geologia moderna, os "seis dias" referidos por Moisés para a criação do mundo, na verdade significavam seis períodos geológicos que a terra passou até chegar ao estágio que possibilitou a vida como a conhecemos hoje.
Por absoluta falta de espaço, é-nos impossível explicar um a um estes períodos. Em razão disso vamos apenas nomeá-los individualmente; 1) PERÍODO ASTRONÔMICO. 2) PERÍODO PRIMÁRIO, 3) PERÍODO DE TRANSIÇÃO, 4) PERÍODO SECUNDÁRIO, 5) PERÍODO TERCIÁRIO, 6) PERÍODO QUATERNÁRIO OU PÓS-DILUVIANO. Quem quiser estudá-los acompanhando a evolução do planeta terra degrau a degrau, consulte o livro "A GÊNESE- OS MILAGRES E AS PREDIÇÕES SEGUNDO O ESPIRITISMO, no seu capítulo 12.
No capítulo acima mencionado, aprendemos que o homem como o conhecemos hoje, surgiu na terra  no último período geológico (quaternário), ou seja, quando então o ar mais depurado convinha a órgãos mais delicados, e os animais eram menos ferozes. Enfim, tudo estava preparado para o Sêr que com sua inteligência concorreria para o progresso geral.
Segundo a versão bíblica da gênese, o homem teria apenas seis mil anos como habitante deste planeta. E nós sabemos que, conforme cientistas,, pesquisadores e técnicos no assunto, algumas pirâmides do Egito apresentam idade acima de sete mil anos. Como então explicar esse desencontro cronológico? Com quem preferimos ficar? Com a opinião de homens ainda com entendimento primitivo, ou com especialistas que estudaram anos à fio?
Precisamos aprender que cultura e estudo não são pecado nem heresia, pois caso contrário, seremos cegos conduzindo cegos, como dizia Jesus. Sabemos que a Doutrina Espírita domina todas as áreas do conhecimento, e neste início de milênio em que a humanidade pouco a pouco percebe que o materialismo exagerado apenas tem acarretado dor e sofrimento, nada melhor que buscar saber qual é o verdadeiro sentido da vida.
Os espíritas não estão preocupados com proselitismo religioso, ou seja, com atrair adeptos para o espiritismo. Apenas queremos mostrar através da análise séria que Deus é muito maior do que pensam alguns "religiosos". Esses "representantes" de Deus aqui na terra O subestimam, dando-lhe às vezes a dimensão humana, chamando-O de "fiel". Deus não é fiel nem infiel, ele simplesmente é DEUS, A CAUSA PRIMÁRIA DE TODAS AS COISAS, INFINITAMENTE JUSTO E BOM!
Se muitos que se dizem religiosos não respeitam o próximo, que pelo menos respeitem à DEUS.

Até a próxima.


Francisco Corrêa. vice presidente do G. E. ALAN KARDEC/ Pelotas.

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