terça-feira, 9 de novembro de 2010

DOENÇA. CAUSA OU EFEITO?

Os assuntos enfocados em nossos comentários  buscam sempre analisar fatos do dia a dia, ou questões transcedentais da vida,  dentro da ótica espírita. A razão disso é que entendemos ser a doutrina  dos espíritos a que mais aprofunda-se  na análise das causas dos problemas humanos, não ficando apenas na superficialidade dos seus efeitos.
Vamos abordar hoje a questão das doenças que assolam a humanidade e desafiam a medicina.
A literatura espírita, em vários livros tem afirmado que a ciência médica de uma forma geral é muito materialista, supervalorizando o corpo físico e negligenciando o lado espiritual da criatura humana. O homen deve ser visto de forma integral dentro do binômio espírito-matéria. Nesse sentido, passamos então a perceber que a doença física é EFEITO E NÃO CAUSA do desequilíbrio orgânico. A grande maioria das pessoas dirige-se à casa espírita em busca de cura,  ou de receber alguma graça sem o menor esforço. Raramente comparecem com o propósito sincero de renovar valores íntimos, ou de aprimorar conhecimentos; ao contrário, procuram sequiosos, realizar seus caprichos e desejos imaturos. A doutrina nos ensina que a saúde mental ou física do ser humano depende basicamente, do nível de vibrações emitidas pelo seu  pensamento. Portanto, à exceção daquelas doenças resultantes da Lei de Causa e Efeito, ou seja, càrmicas, que tem como causa desequilíbrios de vidas passadas, todas as outras poderiam ser evitadas.
O pensamento funciona dentro da lei de atração, isto é, "os iguais se atraem, os diferentes se repelem". Por isso, ao emitirmos pensamentos enfermiços de ódio, vaidade, orgulho, inveja, ciúme, estamos atraindo para nosso convívio espíritos desencarnados que vibram nesta mesma faixa mental. Passamos então a impregnar-nos de fluídos deletérios, doentios. Basta o sistema imunológico do nosso organismo dar uma brecha e a doença está instalada. Corremos então, de médico em médico, de consultório em consultório, e a cura tão esperada, não vêm. Porque será? A razão, segundo o espiritismo, é que estamos, como já falamos anteriormente, agindo apenas no efeito e não na causa profunda.
Jesus foi o maior de todos os terapeutas que passaram por este planeta. Efetuou curas das mais variadas doenças, mas sempre dizia no final " Meu irmão, estás curado, segue teu caminho, mas não voltes a pecar", ou seja,  não voltes a incidir nos erros passados, pois nesse caso, a doença retornará. O mestre sempre foi "médico das almas", curou muitos enfermos, porém tinha a intenção de não apenas curar corpos, mas acima de tudo, queria que os doentes dessem manutenção à cura recebida, transformando atitudes e ampliando a própria luz.
Sabemos que muitas pessoas não gostam de ouvir isso, pois  são adeptas da filosofia do menor esforço, MAS NÃO EXISTE CURA REAL, SEM RENOVAÇÃO MORAL.
Vamos transcrever um trecho do livro "CONVIVER E MELHORAR",  do espírito Batuíra, através da mediunidade de Francisco do Espírito Santo Neto, que resume bem isto que estamos afirmando: " Criaturas buscam com frequencia  médiuns e conselheiros para se esquivar da responsabilidade de agir por sí mesmas, quando deviam trabalhar no sentido de suprimir os padrões negativos que cultivam na intimidade durante anos a fio. Muitos enfermos choram aflitos, percorrendo inúmeros grupos de oração, em busca de uma solução milagrosa, mas não cogitam em momento algum, de qualquer modificação em suas concepções acêrca dos fundamentais valores da vida. Solicitam reequilíbrio das energias vitais, entretanto, se mantém à disposição das próprias insanias".
Para resumir tudo isso, vamos dizer que se realmente desejamos uma vida mais saudável e equilibrada, devemos antes de mais nada higienizar a nossa mente, buscando atingir os níveis mais altos do espírito. Esta é a maior contribuição que o conhecimento espírita pode dar à medicina. O profissional da área da saúde que acreditar nisso, com certeza, estará sempre um passo à frente dos demais. A prova disso é o aumento considerável, no Brasil, das associações médico-espíritas.
Sabemos que não  existem milagres e Deus não privilegia a preguiça nem a negligência. Cada um recebe na medida do seu merecimento , portanto mãos à obra.
Somos os artífices de nossa própria desgraça ou doença, felicidade ou saúde.


Pensem nisso.




Francisco Corrêa - vice presidente do G. E. Alan Kardec.

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