sábado, 30 de outubro de 2010

A CONFIANÇA ( Em Deus e em nós mesmos).

Sempre que acontece algo negativo no oriente médio, eterno barril de pólvora, ouvimos alguns comentários oportunistas de pessoas afirmando que a religião, de uma forma geral, é a culpada pelo desencadeamento da violência. ERA SÓ O QUE FALTAVA! Responsabilizar quem defende a paz, a harmonia e o amor ao próximo, por incentivar o fanatismo.
Atitudes radicais acontecem não somente na religião, mas em qualquer área do conhecimento humano. Ao longo da história da civilização o homen tem desvirtuado todos os dons de DEUS, por causa da sua ganância, do seu egoísmo e do materialismo exacerbado. A religião, qualquer que seja ela, tratada de forma séria, ética, racional, serve de antí-doto para evitar atitudes extremistas. A fé em Deus, é o combustível que move o homen para frente, dando-lhe uma razão para viver, e mostrando que o mundo não está perdido como pensam muitos apologistas da catástrofe e da desgraça.
Uma condição importante para vivermos bem é a confiança em nós mesmos e no criador da vida. Não há dúvidas de que o planeta terra ainda é um mundo de provas e expiações, e portanto local de dificuldades e obstáculos constantes. Muitas vezes vacilamos na crença nos valôres morais superiores quando observamos que a maldade, aparentemente, obtém  vitórias sobre o bem. Em razão disso, enfraquecemos nossa fé, concluindo que não vale a pena sermos honestos. Isto acontece porque nos deixamos dominar pelas aparências da vida material, e por acanhadas conclusões tiradas da vida que se limita do berço ao túmulo.
A visão correta, segundo a Doutrina Espírita, é que o planeta em que vivemos é um grande educandário, e que estamos estagiando nele por algum tempo. Estamos em permanente transformação, já dizia Lavoisier, o mundo e a humanidade modificam-se constantemente. Não somente os fundamentalistas islâmicos que anos atrás destruíram as tôrres gêmeas, nos EUA,  e mataram milhares de pessoas, passam, como também os tiranos que impingiram dôr e sofrimento às coletividades humanas, passaram um dia.  A voragem do tempo é inflexível, e com certeza, todos eles prestarão contas aos duros processos de reajustamento perante a LEI DIVINA.
Quem permanece no poder à custa de sangue e lágrimas, quem usa a política no interesse pessoal em detrimento do interesse coletivo, agravando a fome e a miséria de pacíficas populações, ficará impune? Doce ingenuidade se pensarmos que sim. Confundimos a precariedade da lei humana, com a perfeição da LEI DIVINA. A chamada LEI DE CAUSA E EFEITO, que as religiões orientais chamam de lei do carma, é absolutamente infalível, como prova o conhecimento espírita, ao trazer notícias daqueles que acreditávamos "mortos". Estes, comunicam-se conosco, os chamados "vivos", e contam-nos que são mais ou menos felizes conforme a vida que levaram na terra.
Ampliando a visão no horizonte, nossos olhos iluminar-se-ão com as luzes da compreensão, do otimismo e da esperança. A vida física é apenas um ano letivo na extraordinária escola da vida eterna. Por isso, a confiança deve ser a bússola a indicar o caminho certo.
Em todas as situações, devemos lembrar que somos espíritos eternos no processo de evolução, à caminho da  plena felicidade, que só é possível com a consciência livre do remorso e da culpa.
Ser religioso, perante a Doutrina Espírita,  não é matar em nome de DEUS, mas sim vencer à nós mesmos, colocando em prática àquilo que Paulo de Tarso chamou de bom combate, ou seja, a luta interna que devemos travar contra nossas imperfeições morais.
Sermos, portanto, nosso próprio juiz, e não o juiz do próximo, como seguidamente fazemos.


Pensem nisso e até a próxima.





Francisco Corrêa -  vice presidente do G. E. Alan Kardec/ Pelotas.

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