quarta-feira, 30 de novembro de 2011

VOCÊ CRÊ EM LOBISOMEM?

Segundo vários escritores espíritas renomados, tais como Divaldo Franco, Manoel Philomeno de Miranda e outros, o perispírito é a chave de todos os fenômenos mediúnicos. É através dele (perispírito) que ocorre a atuação de desencarnados sobre os encarnados e vice-versa.  Assim,  nos exercícios médiúnicos :
1) o espírito Quer manifestar-se.
2)o perispírito transmite a mensagem.
3) o corpo executa. Mas afinal, muitos perguntarão, o que é o perispírito?  É o  corpo do espírito. Nós seres encarnados (vivos), somos constituídos de corpo físico, espírito e um corpo intermediário semi-material, chamado perispírito. Apenas o corpo físico morre, sendo o espírito e o perispírito imortais. Em condições excepcionais, este corpo semi material pode tornar- se mais ou menos  tangível, mais ou menos denso, e com isso tornar-se visível. É por esta razão que muitos afirmam ter visto "fantasma". Estamos dando apenas uma pálida noção sobre o assunto como introdução à questão que motivou o título deste artigo.
É indiscutível a superstição popular de que há homens que se transformam em lôbo durante determinadas noites. Naturalmente, essa idéia está mais impregnada na população interiorana, em locais mais afastados dos grandes centros urbanos. Segundo a Doutrina Espírita, devido à extrema plasticidade do perispírito, é possível ao espírito apresentar-se sob qualquer forma. Mas afinal, lobisomem existe?
Como criatura possuidora de corpo físico, a resposta é não, inclusive pela impossiblidade de processar-se tal metamorfose. Lembrando, todavia, que as histórias sobrenaturais têm sempre  uma explicação razoável e que o sobrenatural de hoje pode ser o natural de amanhã, pode-se admitir que determinadas pessoas tenham visto o "lobisomem"! Como? Perguntarão de olhos arregalados, os céticos! Sabemos nós, estudiosos da doutrina espírita, que espíritos zombeteiros e de nível moral inferior podem adotar formas as mais bizarras. Normalmente é o ódio a ideía fixa que responde por essa transformação, pois como diz Divaldo Franco, "tudo é pelo pensamento".
O remorso indefinidamente cultivado torna o espírito vulnerável à ação hipnotizadora de entidades inferiores e vingativas, que por esse processo, reduzem suas vítimas a condições animalescas. Tudo isso espiritualmente falando.
O notável escritor espírita Hermínio Miranda, em sua obra " DIÁLOGO COM AS SOMBRAS" examina esse fenômeno, conhecido como LICANTROPIA OU ZOANTROPIA. Ora, o indivíduo supersticioso e possuidor de vidência (dom de ver espíritos), ao se deparar com tais situações, jurará ter visto um lobisomem. E na verdade viu, mas não alguém com corpo físico e sim uma entidade espiritual. Precisamos entender de uma vez por todas, que Deus não derroga suas leis e portanto, não existe milagre. Definimos como "milagre" ou sobrenatural, tudo aquilo que não entendemos. Não é pelo fato de não vermos normalmente no dia a dia os espíritos que isto significa que eles não existam. Alguém já viu o vento?  Não, mas sabemos que ele existe pelo seu efeito, assim sendo também com o mundo espiritual.
Se há cinquenta anos atrás, alguém dissesse que um dia o homem iria visitar a lua, seria taxado de louco, amarrado numa camisa de força e provavelmente internado num manicômio. E se os nossos bisavós ouvissem falar de telefone celular, forno de microondas ,  internet etc...
Até hoje, já no século 21, tem pessoas que duvidam que seres humanos pisaram na superfície lunar.
É muita presunção nossa acharmos que o Universo termina onde alcançam nossos limitadíssimos olhos materiais. Felizmente nem todos pensam assim, porque, caso contrário, não haveria lugar neste mundo para EINSTEIN, GALILEU, COPÉRNICO, LEONARDO DA VINCI e outros desbravadores.
Na medida que a humanidade amadurece e evolui em conhecimento, a fronteira do possível e do impossível desloca-se para a frente. Basta analisarmos a História para percebermos isso.
Queiramos ou não, somos espíritos eternos, temporáriamente presos num corpo físico, aguardando a data da "grande viagem" para o país da verdade. Quanto mais cedo entendermos isso, menos traumática essa viagem será.

Pensem nisso.



Francisco Correa vice presidente do G. E. ALAN KARDEC.

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

A CONFIANÇA (Em Deus e em nós mesmos).

Sempre que surge algum fato novo(???) e sangrento no eternamente conturbado oriente médio,  ouvimos alguns comentários oportunistas de pessoas inimigas da religião, afirmando que o fanatismo  religioso é responsável pelo desencadeamento da violência. Em se tratando de fundamentalistas islâmicos, isso até tem uma parcela de verdade. Mas como sabemos, toda generalização é perigosa. Acusar toda crença religiosa de fanatismo, convenhamos, ERA SÓ O QUE FALTAVA!
Atitudes radicais acontecem não somente na religião, mas em qualquer área do conhecimento humano. Ao longo da história da civilização o homem tem desvirtuado todos os dons de Deus, especialmente pela sua ganância, egoísmo e orgulho, além é claro, do materialismo exacerbado. A religião, qualquer que seja ela, tratada de forma séria, ética, racional, serve de antí-doto para evitar atitudes extremistas. A fé em Deus é o combustível que move o homem para frente, dando-lhe uma razão para viver, e mostrando que o mundo não está perdido, como pensam muitos apologistas da catástrofe e da desgraça.
Uma condição importante para vivermos bem é a confiança em nós mesmos e no CRIADOR da vida. Não há dúvidas de que o planeta terra ainda é um mundo de provas e expiações, dificuldades e obstáculos constantes. Muitas vezes vacilamos na crença nos valôres morais superiores quando observamos que a maldade, aparentemente, obtém vitórias sobre o bem. Em razão disso, diminui nossa fé, concluindo que não vale a pena sermos honestos.  Isto acontece porque nos deixamos dominar pelas aparências da vida material, e por acanhadas conclusões tiradas da vida que se limita do berço ao túmulo.
A visão correta,  segundo a Doutrina Espírita. é que o planeta em que vivemos não passa de educandário, e que estamos estagiando nele por algum tempo. Estamos em permanente transformação, já dizia Lavoisier, o mundo e a humanidade modificam-se constantemente.
Não somente os fundamentalistas islâmicos, que destruíram os prédios americanos, há dez anos atrás, matando milhares de pessoas, passam, como também os tiranos que impingiram dor e sofrimento às coletividades humanas passaram um dia. A voragem do tempo é inflexível, e com certeza, todos eles prestarão contas aos duros processos de reajustamento da Lei Divina, como nós espíritas constatamos, diariamente nos trabalhos mediúnicos, quando estes irmãos, com a permissão de Deus, vem nos alertar, sobre as consequências de seus erros.
Quem permanece no poder à custa de sangue e lágrimas, quem usa a política no interesse pessoal em detrimento do interesse coletivo, agravando a fome e a miséria de pacíficas populações, ficará impune? Doce ingenuidade se pensarmos que sim! Confundimos a precariedade da lei humana, com a perfeição da LEI DIVINA. A chamada lei de CAUSA E EFEITO é absolutamente infalível, como prova o conhecimento espírita, ao trazer notícias daqueles que acreditávamos "mortos". Estes, comunicam-se conosco, os chamados "vivos", e contam-nos como já referimos acima, que são mais ou menos felizes, conforme a vida que levaram aqui na terra.
Ampliando a visão no horizonte, nossos olhos iluminar-se-ão com as luzes da compreensão, do otimismo e da esperança.  A vida física é apenas um ano letivo na extraordinária escola da vida eterna. Por isso, a confiança deve ser a bússola a indicar o caminho certo.
Em todas as situações, devemos lembrar que somos espíritos eternos no processo da evolução, a caminho da plena felicidade. Ser religioso não significa estar disposto a matar em nome de Deus, mas sim vencer a nós mesmos, colocando em prática àquilo que Paulo de Tarso chamou de bom combate, ou seja, a luta interna que devemos travar contra as nossas imperfeições morais.
Sermos, portanto, nosso próprio Juiz, e não o juiz do próximo, como seguidamente fazemos.

Pensem nisso.



Francisco Corrêa - vice presidente do G. E. ALAN KARDEC.