segunda-feira, 25 de outubro de 2010

ESPIRITISMO: VOCE SABE O QUE É?

Uma das finalidades deste blog, além da divulgação da Doutrina Espírita, é o esclarecimento sobre o que é verdadeiro e o que é falso sobre espiritismo.
Muitas coisas têm sido ditas de forma distorcida ao longo do tempo no intuito de prejudicar a mensagem espírita, principalmente na chamada "grande imprensa". Dias atrás até mesmo a revista ÉPOCA, publicou reportagem sobre o tema, repetindo clichês antigos.
Enfocamos a imprensa em primeiro lugar em razão do seu alto poder de disseminação. E quando os dados estao equivocados, o estrago provocado é grande. A revista VEJA, anos atrás em sua edição 1604 de 30 de junho de 1999, estampa nas páginas 46 e 47 uma matéria com o seguinte título: "FILHO DE LÚCIFER". Logo abaixo os seguintes dizeres: "É assim que gosta de se apresentar o pai-de-santo preso com sete cranios em Cuiabá". Durante a leitura do texto encontra-se o seguinte trecho: "...ele foi visto pela última vez dirigindo-se ao centro espírita....."
Na revista Claudia de julho do mesmo ano, em matéria da página 22, o título : "Um lugar para o sagrado". A seguir diz o texto: " Leio uma mensagem de um livro espírita e todos comentam. O incenso, apesar de não ter nenhuma ligação com o kardecismo aumenta nossa percepção sensorial".
No que  tange a primeira matéria, alguns comentários para  retificar a verdade: " pai-de-santo trabalha em terreiros, não em centros espíritas. Centros espíritas são núcleos de difusão da DOUTRINA ESPÍRITA, codificada por Alan Kardec. Tal confusão provoca preconceitos enormes, visto que para o leitor menos informado, nos centros espíritas são evocados entidades como lúcifer para se conseguir determinados resultados ofertando cranios. Absolutamente, não. Respeitamos a crença dos irmãos que se afinizam com tais práticas, mas reivindicamos um maior cuidado quanto a nomenclatura utilizada.
Um católico romano não vai orar na mesquita, vai à igreja. Um protestante não vai à igreja, vai à paróquia. Logo, um seguidor dos cultos afro-brasileiros não vai no centro espírita, vai à terreira.
Quanto a segunda reportagem, dois aspectos muito importantes: está corretíssima a colocação  de que o"incenso não tem nada a ver" com a doutrina dos espíritos. Nem o incenso, nem quaisquer outras manifestações exteriores. O único processo legítimo de ligação com as esferas superiores, perante o espiritismo, tem seu cerne no foro íntimo de cada um, mediante a prece; e como temos afirmado inúmeras vezes, a comunicação entre o mundo físico e o e espiritual é simplesmente pelo PENSAMENTO, sem necessidade de nenhum ritual ou objeto material.
Outro ítem que gostaríamos de abordar é relativo à nomenclatura que muitos usam erradamente. NÃO EXISTE KARDECISMO OU ESPIRITISMO KARDECISTA. São invenções que a repetição vem tentando legitimar, mas que carecem de sustentação teórica. Alan Kardec reuniu os conceitos da doutrina, após exaustivas pesquisas, em cinco obras básicas. Ele não criou uma doutrina sua, reuniu conceitos enviados mediúnicamente por uma plêiade de espíritos, ou seja, um conjunto de espíritos. Portanto, o espiritismo é um só, não existem sub-divisões. Quem diz o contrário está mentindo, não sei com que intenção.
De uma vez por todas, Espiritismo é uma filosofia de caráter científico e de consequências religiosas, ditada por espíritos superiores à ALAN KARDEC, através de vários médiuns. É o uso da mediunidade, que sempre existiu, em todos os tempos, embora alguns tentem negá-la, usada de forma ética e de acôrdo com os ensinamentos de JESUS.
Aconselharíamos, então, aos simpatizantes: informarem-se sempre para melhor conhecer. Aos leigos: saibam mais para não confundir, pois até mesmo para criticar precisamos antes ter conhecimento.
Nós, espíritas, não desejamos impor nossas idéias de forma agressiva à ninguém.
Quando uma doutrina ou ideologia é verdadeira, se impôe por sí mesma. Devemos entender que até para discordar necessitamos ser honestos.


Até a próxima.


Francisco Corrêa - vice presidente G. E. ALAN KARDEC - Pelotas.

Nenhum comentário:

Postar um comentário