terça-feira, 26 de outubro de 2010

PORQUE NEGAMOS DEUS?

Aparentemente parece-nos difícil responder a tal questionamento. Mas ao analisarmos a sociedade atual, seus valôres, sua noção de família; se considerarmos o que seja "vencer na vida" na ótica de hoje, veremos que a resposta a esta questão existencial passa a tornar-se menos densa.
Muitos filósofos e religiosos se preocuparam em pensar a existência de Deus. Através de criteriosa análise da vida, de seus efeitos puderam afirmar que tudo isso somente poderia  existir porque um Ser Superior criou. Foi então estabelecida quatro provas da existência de DEUS, a saber:
1) COSMOLÓGICA: (Estudo das leis que regem o Universo). PAUL DAVIES, físico americano no livro "DEUS E NOVA FÍSICA". Segundo ele, o universo tem consciência própria e foi desenhado para nós desenvolvermos a nossa consciência.
2)ONTOLÓGICA: (Estudo dos sêres em geral e suas propriedades transcendentes). O livro dos espíritos de Alan Kardec e a obra de Willian Hamilton, o maior biólogo evolucionista vivo, da Universidade de OXFORD, EUA. Hamilton afirma que as moléculas, células e os seres vivos complexos se juntaram graças ao desejo inato de cooperação e desejo de união.
3)TELEOLÓGICA:( Que trata das causas finais). Sem considerar Deus, o pensamento humano não chega a causa de tudo o que existe.
4)MORAIS:( Livro dos Espíritos- Da parte moral pag. 305 à 423). Somos espíritos eternos, criados simples e ignorantes, cujo objetivo final é a perfeição moral, cujo modêlo e guia é JESUS.  Perfeição relativa é claro, pois absoluto sómente o próprio DEUS.
Ao longo da história vários filósofos materialistas negaram Deus. NIETZCHE em 1882 proclamava a morte de Deus. JEAN PAUL SARTRE, afirmava que "nada mais há no céu, nem de bem nem de mal, nem ninguém para me ditar ordens, e cada homen deve escolher seu caminho". Fica então a seguinte questão no ar: Porque homens tão cultos e inteligentes demonstravam tamanha soberba com relação à Deus? A resposta é simples: O "deus"(assim mesmo, minúsculo) que eles conheciam era um "deus"dogmático, um "deus" vingativo, um "deus" parcial, um "deus" que fazia a apologia da fé céga. Então estes homens que estavam acima da média da humanidade rebelaram-se contra a fé céga, contra as "guerras santas". Decretaram então que para seguirem um"deus" assim, preferiam ser ateus. Não eram ateus por ideologia, o eram porque não tinham nada melhor a seguir. Se dermos a qualquer um que se diga ateu a imagem de um Deus justo, infinitamente bom; se derrubarmos a fé céga, agarrar-se-ão a esse Deus como à uma tábua de salvação. Porque  o homen moderno, queiramos ou não, é um ser essencialmente espiritual e neste novo milênio vive uma profunda angústia existencial. Está empanturrado de tecnologia, de bens materiais mas não tem amor, é egoista e não encontra sentido para a vida.
Simone de beavoir no livro "Quand prime Le Spirituel" Paris 1979, páginas 225 e 228 diz: " Como querer que vivemos quando descobrimos que nenhum objetivo na terra merece o menor esforço? Esse o sentido que a minha vida havia perdido no dia em que havia perdido Deus". Em compensação Dostoievski diz: " o gosto da existência se perde quando seu sentido de desvanece.É que...o segredo da existência humana consiste não apenas em viver, mas também em encontrar um motivo para viver. Que será do homen sem Deus e sem a imortalidade? Tudo é permitido, consequentemente tudo é lícito". (Les freres Karamazov- pág. 231)
Completamos nós, então, que quando vivemos numa civilização sem Deus, não há barreiras morais passando a vigorar a chamada "Lei de Gérson". A lei onde ser "esperto" é qualidade e ser honesto é ser otário. Não preciso nem dizer de que mundo falo, pois já estamos cansados de ver este filme.
Para encerrar, meus amigos e amigas, digo apenas que todos temos nosso lívre arbítrio e, portanto, temos a chance de escolher nosso caminho. Mas como dizia Jesus, o grande mestre da humanidade, "a semeadura é livre e a colheita, obrigatória". Ou acreditamos que tudo obedece a uma LEI SUPERIOR, a uma harmonia cósmica, ou então, como dizia EINSTEIN,  acreditamos num "velhinho" que joga dados com o UNIVERSO.
A reflexão é nossa, mas a escolha do caminho é pessoal e intransferível. Como a Doutrina Espírita nos ensina, estamos condenados a viver eternamente conosco mesmo, pois a morte como a entendemos não existe. Além disso, ninguém engana a própria consciência.


Pensen nisso e até a próxima.


Francisco Corrêa - vice presidente do G. E. Alan Kardec.

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