domingo, 17 de julho de 2011

CONHECIMENTO ESPÍRITA X MUDANÇA DE COMPORTAMENTO.

Com base em alguns artigos publicados tempos  atrás,  na revista Reformador, vamos analisar o tema proposto no título acima.
O espírito ANDRÉ LUIZ, no livro Mecanismos da Mediunidade nos fala do "reflexo condicionado" e do quanto é difícil para o ser humano exercitar a reforma íntima, ou seja, vencer o "homem velho" na expressão de Paulo de Tarso, o apóstolo,  e fazer surgir o "homem novo",   renovado moralmente. A razão principal desta dificuldade é que todos os nossos vícios e imperfeições morais, de alguma forma nos dão prazer, seja o abuso do sexo, seja o tabagismo, o uso de drogas, a maledicência (fofoca) e tantos outros desvios de conduta.
Enquanto nos comprazermos nestas desgraças, não teremos forças suficientes para vencê-las. É por isso que para muitos resta apenas a dor e o sofrimento como processo educativo, como remédio amargo para despertarmos da ilusão em que vivemos à séculos. Chico Xavier, já nos dizia que apenas existem duas formas de evolução, o AMOR OU A DOR. É pena que a imensa maioria  escolha a segunda opção, por orgulho, vaidade, egoísmo, inveja, ciúme, etc....
A finalidade deste artigo é mostrar, como o título indica, de que forma o conhecimento espírita pode influenciar mudanças de hábitos e atitudes. Tal conhecimento adianta muito pouco  para o ser humano, se este permanecer apenas no plano intelectivo e não provocar mudanças de comportamento, tornando-o melhor. Muitas pessoas estudam regularmente (ou lêem) os livros espíritas, adquirindo razoável bagagem doutrinária, mas não conseguem aplicar os conhecimentos teóricos na prática, provavelmente pelas razões já expostas acima. Agem como se existisse uma distância intransponível entre teoria e prática. Esta distância entretanto não existe quando se trata de ensinamentos espíritas, ou pelo menos, não deveria existir.
Tanto Jesus, como os espíritos superiores não transmitiram ensinamentos que não tivessem condições de serem postos em prática.
Para produzir mudanças de comportamento, o conhecimento precisa ser INTROJETADO, isto é, incorporado em nós. Para isto, é ideal  seguir os seguintes passos, aconselhados pela DOUTRINA ESPÍRITA.
1) LEITURA OU ESTUDO: A leitura deve ser atenta e pausada. Quem lê sem estar atento, ou lê rápido demais, não assimila convenientemente. Além  disso, reler ajuda a compreender melhor. É importante salientar que não é somente lendo que aprendemos. Podemos ouvir a leitura ou as explicações feitas por outras pessoas (ou até estudar em grupos, como se faz nas casas espíritas).
2) MEDITAÇÃO SOBRE A LEITURA: A meditação ajuda-nos a compreender mais profundamente o que lemos e também nos auxilia no processo de introjeção.
3) INTROJEÇÃO:  Nesta fase, o conhecimento é incorporado em nós. Para que isso ocorra, é importante mentalizarmos o que o conhecimento nos manda fazer.  Em seguida, realizarmos um esforço para agir da forma recomendada. A repetição do ato (reflexo condicionado), com o tempo, transforma-se me hábito.
4) MUDANÇA DE COMPORTAMENTO:  Nesta fase, passamos a agir de acordo  com o que aprendemos. Para melhor compreender esta sequência, tomemos como exemplo uma pessoa que tenha o (mau) hábito de falar da vida alheia ( e quem não tem?). Na fase da leitura ela aprende que não devemos comentar os defeitos alheios e sim ressaltar o seu lado bom. Na segunda fase, ela medita sobre o ensinamento e conclui  que esta é a melhor forma de agir.  Na terceira fase, mentaliza que vai parar de falar mal dos outros e passar a enaltecer o lado bom de cada um. Esta medida nos coloca em estado de alerta (vigiai e orai) com dizia Jesus.  No momento em que temos a oportunidade de praticar a maledicência, mantemo-nos em silêncio, vigilantes, e aguardamos o momento próprio para ressaltar as virtudes de alguém. A repetição nos leva a frear automaticamente, nosso impulso para maldizer a vida alheia e consolida o hábito de só comentar coisas positivas.
Mudamos pois, o nosso comportamento, libertando-nos da maledicência e desenvolvendo nossa condição moral. Esta receita, antes de recomendá-la para os outros, devemos aplicá-la em nós mesmos. Não é fácil, mas com o tempo, passa a apresentar grandes resultados.
Muitos devem estar se perguntado, e para que tanto esforço?  A RESPOSTA É SIMPLES: ENQUANTO NÃO VENCERMOS A NÓS MESMOS, NOSSOS VÍCIOS E DESVIOS DE CONDUTA, NÃO ENCONTRAREMOS A TÃO SONHADA FELICIDADE, ELA ( a felicidade)  É IMPOSSÍVEL COM REMORSO E CONCIÊNCIA CULPADA!


Pensem nisso!



Francisco Corrêa  vice-presidente do G. E. ALAN KARDEC.

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