quinta-feira, 17 de novembro de 2011

A CONFIANÇA (Em Deus e em nós mesmos).

Sempre que surge algum fato novo(???) e sangrento no eternamente conturbado oriente médio,  ouvimos alguns comentários oportunistas de pessoas inimigas da religião, afirmando que o fanatismo  religioso é responsável pelo desencadeamento da violência. Em se tratando de fundamentalistas islâmicos, isso até tem uma parcela de verdade. Mas como sabemos, toda generalização é perigosa. Acusar toda crença religiosa de fanatismo, convenhamos, ERA SÓ O QUE FALTAVA!
Atitudes radicais acontecem não somente na religião, mas em qualquer área do conhecimento humano. Ao longo da história da civilização o homem tem desvirtuado todos os dons de Deus, especialmente pela sua ganância, egoísmo e orgulho, além é claro, do materialismo exacerbado. A religião, qualquer que seja ela, tratada de forma séria, ética, racional, serve de antí-doto para evitar atitudes extremistas. A fé em Deus é o combustível que move o homem para frente, dando-lhe uma razão para viver, e mostrando que o mundo não está perdido, como pensam muitos apologistas da catástrofe e da desgraça.
Uma condição importante para vivermos bem é a confiança em nós mesmos e no CRIADOR da vida. Não há dúvidas de que o planeta terra ainda é um mundo de provas e expiações, dificuldades e obstáculos constantes. Muitas vezes vacilamos na crença nos valôres morais superiores quando observamos que a maldade, aparentemente, obtém vitórias sobre o bem. Em razão disso, diminui nossa fé, concluindo que não vale a pena sermos honestos.  Isto acontece porque nos deixamos dominar pelas aparências da vida material, e por acanhadas conclusões tiradas da vida que se limita do berço ao túmulo.
A visão correta,  segundo a Doutrina Espírita. é que o planeta em que vivemos não passa de educandário, e que estamos estagiando nele por algum tempo. Estamos em permanente transformação, já dizia Lavoisier, o mundo e a humanidade modificam-se constantemente.
Não somente os fundamentalistas islâmicos, que destruíram os prédios americanos, há dez anos atrás, matando milhares de pessoas, passam, como também os tiranos que impingiram dor e sofrimento às coletividades humanas passaram um dia. A voragem do tempo é inflexível, e com certeza, todos eles prestarão contas aos duros processos de reajustamento da Lei Divina, como nós espíritas constatamos, diariamente nos trabalhos mediúnicos, quando estes irmãos, com a permissão de Deus, vem nos alertar, sobre as consequências de seus erros.
Quem permanece no poder à custa de sangue e lágrimas, quem usa a política no interesse pessoal em detrimento do interesse coletivo, agravando a fome e a miséria de pacíficas populações, ficará impune? Doce ingenuidade se pensarmos que sim! Confundimos a precariedade da lei humana, com a perfeição da LEI DIVINA. A chamada lei de CAUSA E EFEITO é absolutamente infalível, como prova o conhecimento espírita, ao trazer notícias daqueles que acreditávamos "mortos". Estes, comunicam-se conosco, os chamados "vivos", e contam-nos como já referimos acima, que são mais ou menos felizes, conforme a vida que levaram aqui na terra.
Ampliando a visão no horizonte, nossos olhos iluminar-se-ão com as luzes da compreensão, do otimismo e da esperança.  A vida física é apenas um ano letivo na extraordinária escola da vida eterna. Por isso, a confiança deve ser a bússola a indicar o caminho certo.
Em todas as situações, devemos lembrar que somos espíritos eternos no processo da evolução, a caminho da plena felicidade. Ser religioso não significa estar disposto a matar em nome de Deus, mas sim vencer a nós mesmos, colocando em prática àquilo que Paulo de Tarso chamou de bom combate, ou seja, a luta interna que devemos travar contra as nossas imperfeições morais.
Sermos, portanto, nosso próprio Juiz, e não o juiz do próximo, como seguidamente fazemos.

Pensem nisso.



Francisco Corrêa - vice presidente do G. E. ALAN KARDEC.

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