domingo, 3 de abril de 2011

O ESPÍRITA C. G. JUNG.

Antes de entrar propriamente no tema deste artigo, gostaria de fazer uma ressalva. Provavelmente muitos leitores devem questionar como alguém que não possui conhecimento técnico, acadêmico, pode aprofundar-se em determinados assuntos. A resposta é simples: Procuro abastecer-me com àqueles que sabem mais e principalmente, consulto os meus melhores amigos, OS LIVROS. Até porque o conhecimento acadêmico, neste país, ainda deixa muito a desejar e infeliz daquele que pensar saber tudo pelo fato de concluir uma universidade.
Todo esse preâmbulo é para falar hoje sobre um livro de C. G. JUNG chamado " RECORDAÇÕES, SONHOS E REFLEXÕES",  onde no capítulo "A vida depois da morte", o mestre corajosamente enfrenta uma área que é "tabú" para as ciências acadêmicas, como a que vai além da morte. Este livro, durante muito tempo foi "subtraído" aos estudantes da área "Psí", e a razão principal disso era que "não convinha serem tais fatos conhecidos e debatidos na Universidade" Por essa razão, caros universitários, não pensem que sabem tudo, somente pelo fato de estarem matriculados em curso superior,  repito.
Tentaremos com base no livro em questão mostrar que Jung, tomou conhecimento da reencarnação e teve a coragem de admitir isso publicamente! Estão surpresos, Srs. psiquiatras e psicanalistas materialistas? Pois então, procurem lêr o livro citado, e verão que sabem menos do que o próprio "ego" lhes diz. Segundo José Guilherme Merquior, Doutor  em Filosofia pela Universidade de Londres, e pela Sorbone de Paris, num artigo publicado em fevereiro de 1982, cujo título era "FREUD OU FRAUDE?" a psicanálise é o maior embuste do século vinte". No trabalho em questão ele diz: "- Um gáz voce não vê, mas pode ter provas de que ele existe. Como se pode comprovar a existência do ID, EGO E SUPEREGO?" Ante esta pergunta respondeu com precisão: "- Não só o conceito de inconsciente não é óbviamente observável ( e isto o próprio Freud reconhece) como a teoria não foi capaz de, até hoje, fazer uma ponte rumo à psicologia experimental. Freud tentou fazer ciência. Mas, em quase um século não se conseguiu uma demonstração lógica que pudesse conferir à psicanálise um status científico"
Ricularizam,  os psicanalístas, os relatos mediúnicos e os taxam de "psicoses ou superstições", mas sem bases científicas a psicanálise é sim uma superstição teórica, uma arquitetação de fantasias; porque como diz José Guilherme, "é comun ao analisando curtir uma análise a tal ponto que acaba induzindo a sua própria neurose".
Para muitos psicólogos e analistas Freud explicou tudo... Freud também acreditou nisso e desprezou advertências de um discípulo que o suplantou nítidamente. Referimo-nos a JUNG, é claro, que VIVEU experências que Freud não viveu, portanto com  conhecimento próprio, e estes fatos estão relatados no livro mencionado acima. A obra em questão foi traduzida do original alemão para o italiano, tradução esta feita por Guido Russo, Casa Editorice IL SAGIATORE - MILANO 1965. O competente Prof. Henrique Rodrigues fez então a tradução para o português, e repercutiu o assunto em seu livro " A CIÊNCIA DO ESPÍRITO" na página 163 capítulo "Diante do inconsciente", onde Jung narra claramente como escreveu a obra intitulada " SETE SERMÕES AOS MORTOS",  de cunho totalmente mediúnico.
À certa altura  narra Jung: "- Eu vivia um estado  de total  inquietação. Em volta sentia uma atmosfera sinistra. Tinha a estranha sensação  de que o ar estivesse  cheio  de entidades espectrais. Depois foi como se minha casa fosse habitada por espíritos. A minha filha mais velha viu uma figura branca atravessando a sala; a segunda, independente da irmã, narrou  que por duas noites seguidas lhe tinha tirado o lençol da cama. No domingo, pelas cinco da tarde, a campanhia do portão de minha casa  tocou, de maneira louca. Eu estava sentado não muito distante da campainha e, não só a ouvi tocar, mas a ví mover-se. Todos correram à porta para ver quem podia ser, mas não havia ninguém"
Ao lêrem estas palavras de Jung muitos dirão que tratava-se de uma alucinação. Mas pergunto, é possível alucinação coletiva? Todos vendo e ouvindo a mesma coisa, no mesmo momento?
Estamos aqui fazendo um pequeno resumo do livro em questão, para provar que falamos com base sólida. Mais adiante, na página 356, continua Jung:"- Recentemente, tenho observado em min mesmo uma série de sonhos que parecem descrever o processo da REENCARNAÇÃO em uma pessoa falecida, de minhas  relações. Devo confessar  que depois desta experiência considero o problema da reencarnação com outros olhos, embora não me encontre na condição de poder sustentar uma opinião definitiva. Em tal caso, a alma se desligaria do mundo tridimensional e alcançaria  aquilo  que os budistas chamam de NIRVANA. Mas, se ainda permanece um KARMA disponível, a alma é então retomada ainda uma vez  à vida, talvez também porque resta ainda alguma tarefa à executar" página 358. Esta definição de Jung  é a mesma dada pela DOUTRINA ESPÍRITA, apenas trocando a palavra Karma, pela lei de causa e efeito. Jung ainda conta que durante várias noites manteve diálogos com diversos espíritos que lhe ditaram o livro " OS SETE SERMÕES AOS MORTOS", tendo concluído a obra em apenas três noites.
Porque os psicólogos e analistas, assim como os psiquiatras ignoram isso? Não sabiam? E agora, que sabem, como se comportarão? Não sabem ou a convenção acadêmica os impede de agir de acordo com os fatos e com o que Jung ensinou? O "INCONSCIENTE COLETIVO", que como conta bancária  cobria todos os "cheques das fantasias" analíticas, foi avisado pelos acadêmicos e cientistas de outras áreas. Porque o capítulo " Diante do inconsciente" foi recusado? Jung não era são? Se não era o que determina que ISTO SERVE E ISTO NÃO SERVE?
Contradições existem não apenas no campo religioso, mas no científico também, além de muita covardia classista. O pior, entretanto, foi a censura ao conhecimento dos jovens que adentram às universidades, desejando aprender para saber, saber para utilizar, e de lá saem  autorizados mas não habilitados ao exercício de uma profissão.
Com estas abordagens que fazemos de assuntos diversos, sempre a luz da DOUTRINA ESPÍRITA, é para comprovar que a mesma não teme qualquer área do conhecimento. Não é atoa que é classificada como ciência, filosofia e religião. Quem procurar estudá-la sem preconceitos encontrará resposta para todos os "mistérios da vida".


Pensen nisso e até a próxima.



Francisco Corrêa - vice presidente do G. E. ALAN KARDEC.

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