Em muitas oportunidades temos lido e assistido pessoas que discordam da Doutrina Espírita, negando a condição cristã da mesma, não sabemos se por má fé ou ignorância. Todos aqueles que negam a feição religiosa do espiritismo, recusando-lhe a posição de cristianismo restaurado decerto ainda não abarcaram, em considerações mais amplas, a essência evangélica em que se lhe estruturam os princípios, nos mais íntimos fundamentos. Basta analisar as obras básicas da Codificação:
1) O LIVRO DOS ESPÍRITOS: Popularizou-se com mil e dezenove questões, sábiamente explanadas, é um código de responsabilidade moral, iniciado com duas proposições, acêrca de Deus e do Infinito, e rematando com outras duas, que se referem ao reino de Cristo nos corações e ao reinado do bem, no caminho dos homens.
2) O LIVRO DOS MÉDIUNS: É o espiritismo prático, ensinando a metodologia para o intercâmbio entre encarnados e desencarnados, provocando através de argumentações sólidas a existência do mundo espiritual e sua relação possível com o mundo dos chamados "vivos", sem que para isso ocorra nada de sobrenatural. Mostra em sua parte final, diversas comunicações de individualidades desencarnadas, ao mesmo tempo que nos convida ao exame sério e imparcial de todas as mensagens recolhidas do além, por via mediúnica, começando este capítulo com significativa advertência de Agostinho, um dos "pais" da Igreja: " Confiai na bondade de Deus e sêde bastante clarividentes para perceberdes os preparativos da vida nova que lhes vos destina".
3) O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO: Livro de cogitações francamente religiosas, segundo a definição do título, começa analisando o porvir humano, do ponto de vista espiritual, e termina com o ditado de Josué, o cego, espírito de evolução mediana que explica a necessidade do sofrimento no serviço expiatório da consciência culpada e destaca a excelência da reencarnação, na Justiça Divina.
4) A GÊNESE: Livro final da codificação e que encerra arrojadas teses de ciência e filosofia, com dezoito capítulos, com mais de cem artigos, dos quais mais da terça parte referindo-se exclusivamente a passagens e lições do Divino Mestre, acrescentando notar que a obra inicia aceitando o espiritismo em sua missão de Consolador Prometido, com a função de explicar e desenvolver as instruções do Cristo, despedindo-se com admiráveis reflexões sobre a geração nova e a regeneração da humanidade.
Encerramos este artigo com as palavras do espírito Emanuel: " Cremos de boa-fé que todos os companheiros, propositadamente distanciados da tarefa religiosa do Espiritismo, assim procedem tentando imunizar-se contra a supertição e o fanatismo, que a plataforma libertadora da Doutrina nos obriga a remover, mas sinceramente não entendemos a Nova Revelação, sem o cristianismo, a espinha dorsal em que se apóia. Isso acontece, porque, se após dezenove séculos de teologia arbitrária, não chegaríamos a compreender agora, no mundo, o Evangelho e Jesus Cristo, sem Alan Kardec. Manda a lógica que se proclame que o Espiritismo e Alan Kardec se baseiam em JESUS, de ponta a ponta".
Negar isso é negar o óbvio.
ATÉ A PRÓXIMA.
FRANCISCO CORRÊA - Vice Presidente do G. E. ALAN KARDEC.
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