Continuando com o tema do artigo anterior, repercuto hoje a matéria da revista italiana LUCE E OBRA (luz e obra), sob a responsabilidade da professora Paola Giovetti, em que veremos Jung confabulando com Freud acêrca de fenômenos mediúnicos e, em destaque indagando do mestre da psicanálise sobre o advento da psicologia experimental ou científica.
Este valioso encontro se deu na residência de Freud, em Viena, e Carl Jung ali fora agradecer o envio da parte de Freud do livro 'Interpretações dos Sonhos", obra esta que lhe causara forte impressão, aproveitando o momento para obter do professor vienense uma opinião sobre os fatos identificados por Jung como fenômenos ocultos e que lhe haviam causado profundas reflexões. Jung destacou naquela conversa a sua apreciação sobre a precognição e provocou Freud para uma manifesta opinião sobre aquela assunto que ocupava a mente de muitos cientistas, em várias partes do mundo. A reação de Freud foi um tanto decepcionante para Jung, pois ele repeliu toda e qualquer possibilidade de seres extra-corpóreos produzirem fenômenos capazes de serem analizados cientificamente. A reação foi naquele momento, pois, conforme a articulista, anos mais tarde Freud mudaria de idéia e reconheceria a seriedade dos fenômenos ocultos.
Fato curioso, providencial e proposital, provocados por espíritos amigos dos dois cientistas da alma, ocorreu quando os dois conversavam e que foi narrado pelo próprio Jung: "-Enquanto Freud externava os seus argumentos, rejeitando os fenômenos por min defendidos, algo de muito estranho ocorreu na sala contígua, onde havia a biblioteca. Uma forte sacudida parecia arrancar a imensa prateleira onde estavam os livros. Freud e eu nos assustamos muito, e saltamos fora dos assentos onde estávamos. Então falei "Aí está um exemplo dos tais fenômenos". Ainda assim Freud teve uma reação de absoluta desconfiança e disse tratar-se de uma autêntica tolice". Jung narra espontaneamente, que naquele momento pôde sentir a presença de Entidades Espirituais no ambiente, e que aqueles "amigos espirituais" alí estavam para dar provas de um poder maior, não controlado pela mente humana. E confiante naquela assistência que o PLANO MAIOR lhe oferecia, diz: "-Estais enganado Her Professor(senhor professor) e para provar afirmo que dentro de alguns minutos ocorrerá um idêntico fenômeno". Assim foi, e na mesma biblioteca reproduziu-se outro igual barulho, na mesma intensidade do primeiro. Freud limitou-se a olhar estupefato, para Jung sem conseguir dizer uma única palavra, mas o seu olhar traduzia uma certa insatisfação diante do incontrolável poder dos ESPÍRITOS.
Tudo isso, sabemos nós espíritas, não passava de um fenômeno mediúnico, catalogado por Alan Kardec, como fenômeno de EFEITOS FÍSICOS. Esta experiência junto à Freud, renitente e obstinado em não aceitar a interferência dos espíritos, LEVOU JUNG A ABORRECER-SE COM A CIÊNCIA.
Diante desta atitude pouco científica, Jung ressaltou o trabalho de WILLIAN CROOKES e enalteceu o esforço de ZOLNER como pesquisador, já que ambos haviam empenhado a reputação que possuíam como cientistas, afirmando, após havê-los estudado cuidadosamente, a veracidade daqueles fenômenos. Jung, com muita justiça, os chamou de "HERÓICOS MÁRTIRES" da ciência. Ampliou seus estudos, aceitando a seriedade dos fenômenos mediúnicos, aproximando-se do parapsicólogo alemão ALBERT SCHERENCK NOTZING e do prof. EUGEM BIEULER e juntos realizaram várias reuniões com o médium austríaco RUDI SCHNEIDER, famoso pelos fenômenos físicos que produzia, como a levitação e a materialização de espíritos bem conhecidos na história da Àustria e da Alemanha.
Àqueles que reagiram de forma cética, aos artigos anteriores, porque não questionaram as universidades em que estudam, para saber a razão destas, surrupiarem estas informações de seus alunos?
Pensem nisso e até a próxima.
Francisco Corrêa - Vice-presidente do G. E. Alan Kardec.
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